O Dialecto está de cara lavada. Quer dizer, primeiro que tudo, não tem cara para lavar, tem uma imagem a renovar. Talvez não tenha passado tempo suficiente para justificar esta alteração, mas achei que, em todo o caso, o devia fazer. Fiel ao seu nome, e à minha missão, o dialecto continua a palrar as suas baboseiras, sujeitas e ansiosas de críticas, por crescer ser o mais importante. A linguagem é a mesma(não cedo ao acordo), os assuntos são os do costume, os leitores esperam-se ser os mesmos, e com sorte outros tantos que consiga entusiasmar.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Máquina do Tempo

Alguém, cada vez mais incerto quem, resolveu criar um efeito onda no Facebook: convencer toda a gente a mudar a fotografia de perfil para uma personagem de banda desenhada de infância. Depois de Farmvilles, Mafia Wars, entrevistas e outras aplicações que cansam a paciência que qualquer comum mortal, finalmente uma ideia simples, eficaz e contagiante.

Dartacão

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Regresso à "Casa"

É certamente impossível definirmos o sítio onde mais nos sentimos completos, onde somos ou fomos mais felizes; mas é seguro que vários são os lugares que nos completam. Aqueles lugares que, em determinados momentos da nossa vida nos acolheram, nos serviram de tecto, onde vivemos experiências únicas e que por isso mesmo não podemos revisitar, senão fisicamente.

Esta semana, regressei a um desses sítios. Onde durante seis meses vivi, longe de tudo o que me era familiar, embrenhado num desconhecimento geográfico, perdido numa tradução verbal, mas concentrado num salto transicional abrindo um novo capítulo da minha vida. O salto, que tive a sorte de conseguir dar, devido a esta experiência que sabia ser temporária, pelas mais variadas razões que a muitos serão compreensíveis, só ao próprio é significativo na sua plenitude.
Quatro anos depois, o choque emocional foi maior do que o imaginado. Sabendo já de antemão que o encanto não poderia ser o mesmo, a energia que prespassva do ar consumiu de tal forma que as consequências não se fizeram sentir de imediato, mas só quando o momento da partida se aproximou. A vontade de partir era nenhuma, as saudades eram indescritíveis, o regresso era inevitável. Feliz ou infelizmente, não podemos viver ad eternum num sonho que teve o seu momento. Talvez seja essa mesma a razão de ser deste capítulo que se fechou. Uma história que, com a duração de seis meses, englobou um crescimento cultural, linguístico e emocional, até à data, sem paralelo. O gosto que dá voltar a esse lugar e explorá-lo como se fosse a primeira vez, cimentando e até aumentando um fascínio que a distância proporcionou; assistir à reacção esmagadora daqueles que ainda não tinham visto uma cidade cuja extrema beleza física esconde uma química inevitável. O que vivi pode não ser recuperável, mas o que adquiri é impossível ser devolvido. Este é, lá está, um daqueles fragmentos de que não me volto a separar, não só porque não posso, como também porque não quero.


Hoppipolla

quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de Maio de Ascensão


Estou dentro de 4 paredes a perder a 5ª feira de Ascensão com corrida e largada de toiros. FORCAAAAAAAAA Shellshock - Another Day, Another Dollar

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Knight in a retrospecting armour.

Se as memórias não são já suficientes e presentes, eis que sou surpreendido com uma boa notícia. Hoje, ao passar os olhos pelas actualizações que os meus amigos iam fazendo no Facebook, descubro que um amigo meu de Erasmus, que ainda vive em Salzburgo diz a todos que Cameron Diaz e Tom Cruise, lá foram vistos a filmar o seu mais recente filme, "Knight and Day" de James Mangold. Claro que, num instante, inundou-se o seu post de comentários e fizemos nossa a missão de tentar descobrir fotografias. Parece que lá estão a filmar há alguns dias, e ficarão, pelo menos, mais uma semana. Claro que a localização não vai fazer pelo filme, o que fez pela "Música No Coração", mas pela escassez de vez que filmagens lá tiveram lugar, vai ser bom ver (e para nós recordar) Salzburgo.

Hoppipolla

domingo, 30 de agosto de 2009

Allons-y!

É de facto curioso alguns de nós termos a inclinação, senão mesmo a tendência para puxar ao sentimento, seja por uma imagem, um som, uma vivência, uma provação ou uma transição. O que faz de nós aptos a crescer é a capacidade de olhar para trás, e realizar que tudo o que passou, nos fez crescer.
Quando devaneio, gosto pouco de falar na primeira pessoa; ainda que transcrevendo isoladamente, muito duvido que esteja sozinho no raciocínio. Se assim não fosse, não haveria empatia, muito menos química entre pessoas por mais diferentes que sejam e que se achem; aliás, é mesmo pela diferença de feitios, vivências, idades e educações que por vezes as melhores experiências surgem. Estamos a elas sujeitos durante todo o ano, mas não será o verão mais propício a que certos sentimentos se acentuem? Por menos comum que a "migração" seja, o paralelismo da mesma faz-nos reencontrar amigos e sítios de toda a vida: todos mudaram, em maior ou menor escala, contribuindo para um misto de saudosismo e construção involuntária de um novo futuro. Este misto vem, então acentuar esses mesmos sentimentos. Os dias que por mais compridos que sejam, são por vezes desperdiçados em sono fora d'horas, e as noites aproveitadas como gozo e vontade de diversão, seja ela qual for. É inevitável que se associem certas imagens ou certas músicas a um verão, por serem as formas que melhor nos fazem recordar o que aquele tempo significou. Fica como imagem o inigualável pôr do sol daquela minha praia, e som o "I Gotta Feeling". Não foram raras as vezes que tive o pressentimento que uma noite seria em grande; este ano muitas foram.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Os Ganhos do Dia

Não posso dizer que odeie alguma das estações do ano, nem tão pouco os vários tipos de clima. Já vivi e habituei-me a tipos díspares, e acho que ambos têm o seu encanto. Embora tenha esta opinião, não quer por isso dizer que não prefira um tipo específico. Sou claramente uma pessoa à vontade com o calor, desde miúdo que me habituei e é a este tipo de clima que associo as melhores das memórias. Tendo-me dado uma panca destas, hoje saí à rua, andando pela cidade, com a música sempre comigo, a redescobrir uma cidade que se define e melhor se ambienta ao sol e ao calor. Estas caminhadas não são exclusivas do tempo quente, são apenas diferentes e mais especiais. Não me fez falta o carro que deixei estacionado à porta de casa, tive pena da curteza da tarde, que deveria ter começado mais cedo. O fim de tarde, foi daqueles que eu gosto... o som das andorinhas, uma luz dourada no céu azul e a sensação de possibilidade. Esperemos que amanhã seja um dia igual; mesmo que seja só metade, já é muito bom.

Bumblebee

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Mais uma música

Hoje, ao percorrer o meu iTunes, tinha uma pasta que criei com as minhas 25 músicas preferidas. Em 12º lugar estava este Thnks Fr Th Mmrs.
Os Fall Out Boy ficaram conhecidos por dar nomes estranhos às suas músicas. Um dia a editora queixou-se que os títulos eram excessivamente longos e, como resposta, o primeiro single pós-queixa foi este Thnks Fr Th Mmrs.
Não sou especialmente fã deles, mas esta é de facto muito muito boa, e plenamente justificada como uma das (minhas) 25 melhores.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Reviver O Tal Canal!

Após várias reposições e pedidos, finalmente houve o bom senso de editar em DVD o Tal Canal. Salta à vista de todos que Herman José, já não é o que era, e o Tal Canal é a prova mais óbvia. Pode ser um cliché dizer que ele é o maior comediante do nosso país, mas é verdade que o é; se nos formos a lembrar de grandes momentos cómicos de Televisão, o Herman esteve presente na esmagadora maioria deles. Eu próprio sou daqueles que foge a sete pés de ficção portuguesa, mas o que é verdade é que o Tal Canal tinha actores extraordinários, capazes do melhor quando bem dirigidos.

O que faz do Tanal assim tão bom é que acima de tudo era uma sátira da televisão portuguesa dos anos 80 e tinha muita comédia non-sense. Informação 3, O Tempo dos Mais pequenos, Jaquina Jaquina Jaquina, Cozinho Para o Povo e especialmente o Diário de Marilú, eram todos eles irrepreensíveis. Agora que já revisitei a série, sou um fã ainda maior. Aconselho todos a fazer o mesmo, para ver o humor português na sua melhor forma.