Começo o vídeo a pensar: já vi isto 100 vezes. Continuo o vídeo: bem apanhado, bem montado e música do Ludovico Einaudi encaixa muito bem. Acabo o vídeo: catatónico.
À falta de melhor palavra, Assombroso.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
terça-feira, 7 de junho de 2011
Batalha Naval?!
Quando me aventuro nas críticas de cinema, acho que me repito quando falo na crise de ideiais de Hollywood: esse entedintemento global de que as forças criativas parecem estar a migrar para o universo das séries televisivas, resumindo-se o cinema cada vez mais a sequelas, prequelas, revisitações, etc. Até aí tudo bem e parece haver uma razão compreensível. Há uns tempos vi umas manchetes sobre um filme a lançar em 2012 chamado "Battleship". Não li a notícia em si, esperando para saber mais quando a produção começasse a andar.
Ora bem já anda. "Battleship" SÓ é Batalha Naval em Inglês, mas na minha inocência, não fiz a associação Podemos então esperar por um filme baseado no jogo de tabuleiro clássico que conta no elenco com, adivinhe-se, Rihanna e um orçamento de duzentos milhões de dólares. Tenho dito.
Smoke N' Oakum
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Fenómeno ou "The" ´Fenómeno? - "A Rede Social"
Pode ser uma palavra usada à exaustão sempre que se queira caracterizar ou rotular um movimento de massas, mas em nenhum outro encaixa mais do que com o Facebook. Dispensando apresentações e aparentemente inabalável ao decurso do tempo, não estranha que, passado pouco tempo desde a sua implementação, que Hollywood fosse buscar a história dos seus criadores para lucrar uns milhões, conferir mais mística ao instituto e dar a conhecer de forma dramatizada (?) o seu percurso. Numa verdadeira roda viva desde que assinou, há dois anos, o superior "O Estranho Caso de Benjamin Button", David Fincher não seria uma escolha óbvia ou previsível para conduzir esta adaptação ao cinema. Nomes como Chris Columbus, Ron Howard, os costumeiros "adaptadores" de projectos de massa, não deitaram as mãos a um projecto que benificiou por isso mesmo. O toque negro, cru e inteligente de Fincher encaixou que nem uma luva numa história cujos intervenientes são movidos pela ganância misturada com frustrações pessoais e gosto pelo voyeurismo, que, não acaba por diferir muito das personagens por si dirigidas em obras primas anteriores.Quanto de verdade estará numa história verídica, primeiramente transposta para o livro "The Accidental Billionaires" de Ben Mezrich e depois adaptada para o cinema, está obviamente aberta a discussão e é alvo de especulações, mas enquanto exercício de análise ao fenómeno actual, the Social Network é um pequeno grande filme, inteligente, voraz e crítico a um vício de massas que não mostra sinais de abrandamento.
Creep
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
A Rede do Social
Há uma curiosa interligação de três fenómenos a nível nacional e internacional.
O Facebook é um fenómeno que dispensa apresentações. Sorrateiramente introduziu-se no dia-a-dia de uma assustadora maioria que, em maior ou menor escala, partilha a sua vida, comenta a alheia, segue eventos, "gosta" de páginas e acompanha tudo, desde a vida do vizinho do lado (se ele assim quiser) ou dos acontecimentos mundiais, bastando para isso juntar-se aos sites que instantaneamente lançam as notícias.
Prestes a ser lançado no mercado internacional, está o nascimento e crescimento deste fenómeno, que David Fincher filmou sobre os seus criadores, que não deixará ninguém indiferente, quer pela obsessão global pelo Facebook, quer pelo crescente número de críticas que o qualificam como um dos melhores filmes deste ano. Não que um filme sobre o Facebook tivesse que estar condenado, mas o facto de estar a ser tão bem recebido é também por si só insólito.
O outro fenómeno, desta vez a nível nacional, é a página dos chamados Magos do Social. Surgiu do nada como um relato perspicaz e certeiro, que num ápice contou um número esmagador de seguidores que rebolam a rir e correm a comentar os hábitos dos Magos e das Magas, que fora do Facebook, ou cada vez mais por causa dele, tornam tão fácil comentar esses hábitos e estilos de vida, colectivos ou individuais.
O denominador comum aqui, o Facebook, impulsiona o sucesso de outros produtos que, por falarem daquele fenómeno, ou servirem-se dele, acabam por propagar a sua fama de uma forma que não seria tão fácil ou eficaz há uns tempos atrás. Não que seja de reprovar, quem não se serviu do Facebook para um fim análogo, que atire a primeira pedra.
Bird Song Intro - Bird Song
O Facebook é um fenómeno que dispensa apresentações. Sorrateiramente introduziu-se no dia-a-dia de uma assustadora maioria que, em maior ou menor escala, partilha a sua vida, comenta a alheia, segue eventos, "gosta" de páginas e acompanha tudo, desde a vida do vizinho do lado (se ele assim quiser) ou dos acontecimentos mundiais, bastando para isso juntar-se aos sites que instantaneamente lançam as notícias.
Prestes a ser lançado no mercado internacional, está o nascimento e crescimento deste fenómeno, que David Fincher filmou sobre os seus criadores, que não deixará ninguém indiferente, quer pela obsessão global pelo Facebook, quer pelo crescente número de críticas que o qualificam como um dos melhores filmes deste ano. Não que um filme sobre o Facebook tivesse que estar condenado, mas o facto de estar a ser tão bem recebido é também por si só insólito.
O outro fenómeno, desta vez a nível nacional, é a página dos chamados Magos do Social. Surgiu do nada como um relato perspicaz e certeiro, que num ápice contou um número esmagador de seguidores que rebolam a rir e correm a comentar os hábitos dos Magos e das Magas, que fora do Facebook, ou cada vez mais por causa dele, tornam tão fácil comentar esses hábitos e estilos de vida, colectivos ou individuais.O denominador comum aqui, o Facebook, impulsiona o sucesso de outros produtos que, por falarem daquele fenómeno, ou servirem-se dele, acabam por propagar a sua fama de uma forma que não seria tão fácil ou eficaz há uns tempos atrás. Não que seja de reprovar, quem não se serviu do Facebook para um fim análogo, que atire a primeira pedra.
Bird Song Intro - Bird Song
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O Realizado Fantasma - The Ghost Writer
A claustrofobia patente neste Ghost Writer é apropriadamente encenada para um conjunto de personagens que têm a sua autonomia, movimentos e até pensamentos condicionados. Não soubessemos nós já, de antemão, que o talento de Polanski é mais do que suficiente para nos inserir nesse ambiente claustrofóbico, seria justo, senão mesmo inevitável pensar que tal eficácia só podia espelhar os problemas reais dele próprio, tão paralelos como os do ex-Primeiro Ministro da história.Os problemas legais de Polanski correram as bocas do mundos nos últimos anos, atingindo o seu pico com a detenção do realizador em Zurique, e a sua recentíssima libertação, que veio lançar mais achas a uma fogueira, de si só desmesuradamente ateada. Polémicas à parte, o que é complicado, não posso deixar de apontar que Ghost Writer foi um Óasis num deserto cinematográfico que não mostra muitos sinais de mudança. Temos saudades de um enredo que nos cative, de personagens que nos intriguem e de desenvolvimentos que nos obriguem a pensar ajudados por uma mise en scéne cada vez mais rara nos dias que correm, e um pulso firme na câmara, que Polanski mostra continuar a ter, não se deixando seduzir pelas maravilhas da tecnologia, apenas munindo-se delas para criar um filme esteticamente irrepreensível, para um conteúdo que exigia tal tratamento.
Temos pena que Pompeii, o afamado e pretensioso projecto de Polanski tenha sido posto na prateleira indefinidamente, mas se Ghost Writer foi a obra que nos deu em substituição, não podemos nem devemos ficar desiludidos,seja de que modo fôr.
528491
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Florence ex Machina
O concerto da Aula Magna foi um presságio mais que evidente. Florence Welch começava a criar em Portugal um pequeno culto. Agora, no seguimento da edição de 2010 do Optimus Alive, da qual Florence fez parte no primeiro dia, restam poucas dúvidas que foi uma das presenças mais fortes, e dos concertos que mais atraiu e conquistou.Honestamente, por ser um reconhecido fanático do seu primeiro álbum, Lungs, tive medo que o concerto viesse a desiludir. Quase não havia razão para isso: a opinião de quem esteve no concerto da Aula Magna foi unânime e positiva.
De facto não tinha eu fundamento. Quase nenhuma das músicas resultou em palco da mesma maneira que no CD, mas a presença e a qualidade de Welch, a superioridade do material e a rendição absoluta do público fez deste um concerto à parte. Num dia em que o programa era o mais forte e coeso do festival (apesar de XX ser muito, muito bom não se enquadrava num seguimento destes) Não foi díficil eleger o concerto mais completo, forte e satisfatório que este.
Florence + The Machine claramente aumentou o número de seguidores a 8 de Julho, com merecido fundamento que justifica quer a passagem para palcos maiores, quer eventos isolados.
Florence + The Machine - Cosmic Love
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Os Dias de Cão Acabaram
Há momentos em que paramos para avaliar se as paixões às quais dedicamos todo o nosso interesse, fulgor e paixão estão a desvanecer. Como tudo, é variável. Alturas há em que a obsessão é tanta que não achamos possível transmitir o quanto gostamos ou admiramos qualquer espécie de arte. Noutras, damos por nós a diminuir o entusiasmo, ainda que inconscientemente. O Cinema não está a desaparecer dos meus interesses, nem tão pouco a afastar-se das minhas prioridades; mas num ano em que a vontade de ir ao cinema é pouca porque quase nada lá nos chama, dou por mim a realizar que passaram quase 3 semanas desde a última vez que fui. Numa semana em que estou em anttecipação para ir ver Florence + The Machine ao Optimus Alive, vejo, pela primeira vez, o trailer do novo filme de Julia Roberts, Eat, Pray, Love. Se a história não parece tão fora do vulgar, já o trailer é. Dog Days Are Over, segundo single de Florence + The Machine serve de acompanhamento às imagens e assenta que nem uma luva. Nesta época pré férias de verão, e com a excepção de Inception e Knight and Day, este é o único filme mainstream que tenho vontade de ir a correr ver.
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Em Terra de Cego, Quem Tem Olho é Rei

Os meios de comunicação social acabaram de anunciar a morte de José Saramago. Num pequeno país como o nosso, em que as figuras de renome intrenacional são escassas, o desaparecimento do nosso único prémio Nobel vai ser amplamente noticiado. Pela polémica das suas obras e pelo extremismo das suas posições os mais variados comentários começam, desde já a surgir, não deixando de ser ouvidos alguns totalmente desnecessários.
O que me leva a escrever sobre a morte de Saramago não se prende com qualquer espécie de concordância com as suas posições nem pela sua ncessidade de polémica que parecia aumentar quantas mais fossem as reacções de protesto. Não concordo em nada com as posições políticas de Saramago, muito menos tolerava a forma detractora e arrogante como atacava aquilo com que não concordava e de que não fazia parte. Não gosto dos livros que escreveu que fui forçado a ler, nem daqueles que tentei e desisti. Com a excepção d' O Ensaio Sobre a Cegueira. Admito que não o li de forma contínua, mas a metáfora criada pelo autor é soberba e a escrita, a espaços quase imperceptível, só aprofunda a confusão e o pânico dos personagens desta história. A empatia que tinha por Saramago fica-se por aqui.
Sacrifice
terça-feira, 15 de junho de 2010
O Empate Não Anunciado

Num dia em que previsivelmente o país iria parar, a antecipação foi crescendo um pouco por todo o lado até que em plena tarde de verão, as ruas esvaziaram-se para ver o primeiro jogo de Portugal neste Mundial de 2010. Aquele que seria um adversário fácil não permitiu que dessemos o primeiro passo de confiança e embasbacou todos os que tinham já como certa a vitória de Portugal. Face a este pouco auspicioso começo, o jogo contra o Brasil parece não só mais importante como previsivelmente perdido.
Aqueles que, como eu, não puderam ver o jogo e apenas segui-lo pelos relatos, quase não conseguiam ouvir outra coisa senão as irritantes vuvuzelas que de repente tornaram-se omnipresentess, mas não por isso mais suportáveis. As actualizações que os sites de informação generalista iam fazendo roçavam o ridículo e o obsessivo como se se contasse já com a vitória anunciada. Vitória que não chegou. Agora, o I Gotta Feeling vai piar bais baixinho (Portugal agradece) e a euforia irá abrandar (os superscticiosos agradecem também).
Swimming
domingo, 13 de junho de 2010
Cristiano Ronaldo, o Poeta
“Não estou nada preocupado. Os golos são o como ketchup: quando aparecem, é tudo de uma vez”.
Por esta não esperava
Kiwi
Por esta não esperava
Kiwi
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terça-feira, 11 de maio de 2010
"Uma Questão de Fé"

É com o título "Uma Questão de Fé" que o site do Sapo define a cobertura da visita do Sumo Pontífice a Portugal. Não podia ser mais acertada. A abordagem da temática da Fé, complicada por si só, separa por um lado aqueles que em nada acreditam, daqueles que se recusam a conceber uma vida sem a existência de Deus. Extremismos positivos ou negativos à parte, a Fé que move milhões, mobilizou hoje Lisboa, de uma forma que há muito não se via. Foi impressionante, esmagador e poderoso.
Assistir à Missa de Domingo no Vaticano, foi uma experiência única pelas razões óbvias: a cidade, a beleza natural, a diversidade de povos e línguas e a dimensão magnânime que a fé assume naquela circunstancia é indiscritível. 3 anos depois tive a sorte de poder assistir à Missa do mesmo Papa em Lisboa. Escusado será dizer que foi um momento mais marcante e mais poderoso do que aquele a que assisti no Vaticano. A Lisboa que conhecemos estava cheia e mobilizada com um sentimento de união que não há memória. Mais de 80 mil pessoas encheram o renovado Terreiro do Paço e rezaram por Portugal e pelo Mundo. O dia de hoje fez crescer nuns e nascer noutros a paixão que há por este país e acima de tudo por esta cidade. A crise da Igreja e a aparente crise da Fé é patente e amplamente debatida, mas por mais que se tente arranjar explicação para uma tão colossal afluência, é para mim inconcebível achar que não haja outra explicação que não a de fé. O esforço para a reaproximação tem que partir não só da Igreja como também dos cristãos; vendo que o dia de hoje mostrou que apesar das dúvidas, muitos regressaram, só podemos ser optimistas ao achar que se fomos capazes do mais, vamos ser capazes do menos. Se afluímos no extremo máximo, não temos como nem porquê não afluir no dia-a-dia. Não é discurso de evangelização ou conversão, mas sim de reflexão. Reflexão que muitos hoje fizeram, que muitos hoje cumpriram em nome de uma fé que mobilizou um país, que parou uma cidade que por de uma maioria manifesta se tratar justificou essa mobilização. A questão da fé parou Lisboa e estarreceu todos aqueles que como eu estiveram hoje em pleno Terreiro do Paço a assistir a um momento marcante da nossa História, da nossa humanidade e da nossa grandeza.
Science and Religion
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Novo ataque da Vodafone - Sound Experience.
Fazer publicidade é lixado. Tem-se na mão a responsabilidade do sucesso de um produto, que pode, em muito, ter sucesso pela maneira como se vende. Não confundir, porém publicidade com marketing. Há empresas com esquemas de marketing excelentes, mas com publicidade danosa - a Frize, por exemplo.
Mas se há coisa que acho que se faz muito bem em Portugal é publicidade: consegue-se pôr um produto a vender pela reconhecida eficácia como ele foi vendido, quer em anúncios televisivos, quer em banners de rua - na linha da frente estando, indiscutívelmente, a Super Bock. Agora, aproveitando a estreia e a afluência em massa aos cinemas de Avatar, a Vodafone resolveu enverdar pela Sound Experience, um projecto que se quer paralelo ao 3D, mas que, ao contrário daquele, tem efeitos diferentes, não necessáriamente melhores.
Somos sujeitos a 2-3 minutos de anúncio, sem imagem, de olhos fechados, em que o que ouvimos deve sugerir o que não podemos ver. Ideia brilhante, bem concebida, mas totalmente desdequada à Vodafone. Se o anúncio "avião" ainda é suportável, (mas não mais que uma vez) o da aula de música é de quase obrigar o mais paciente e entusiasta espectador a sair da sala. Pensava, da primeira vez que fosse piquinhice só minha, mas pela reacção de quem rodeia, já vi que não.
Mas se há coisa que acho que se faz muito bem em Portugal é publicidade: consegue-se pôr um produto a vender pela reconhecida eficácia como ele foi vendido, quer em anúncios televisivos, quer em banners de rua - na linha da frente estando, indiscutívelmente, a Super Bock. Agora, aproveitando a estreia e a afluência em massa aos cinemas de Avatar, a Vodafone resolveu enverdar pela Sound Experience, um projecto que se quer paralelo ao 3D, mas que, ao contrário daquele, tem efeitos diferentes, não necessáriamente melhores.
Somos sujeitos a 2-3 minutos de anúncio, sem imagem, de olhos fechados, em que o que ouvimos deve sugerir o que não podemos ver. Ideia brilhante, bem concebida, mas totalmente desdequada à Vodafone. Se o anúncio "avião" ainda é suportável, (mas não mais que uma vez) o da aula de música é de quase obrigar o mais paciente e entusiasta espectador a sair da sala. Pensava, da primeira vez que fosse piquinhice só minha, mas pela reacção de quem rodeia, já vi que não.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Não é Preciso Ter Pé Pesado
Foi revelado ontem que a Citröen e a Peugeot vão mandar chamar mais de 97 mil veículos em toda a Europa por causa de um problema nos pedais.Em causa estão os modelos C1 da Citröen e 107 da Peugeot, produzidos na República Checa pelo Grupo Francês PSA que também produziu o semelhante Toyota Aygo. De acordo com a gigante japonesa Toyota, o Aygo começou a acusar problemas no pedal do acelerador, por este, em alguns caso, não voltar à posição original depois de pressionado.
A medida de recolha destes veículos é puramente preventiva, pois os responsáveis não acreditam que o mesmo problema se registe nos modelos da Citröen e da Peugeot. Não estando, para já, agendada uma recolha semelhante em Portugal, os proprietários serão comunicados por carta do problema, caso contrário, há desculpa para andar a abrir nas estradas, não se poupa é no susto.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A Dança dos Reboots
Não fora a oferta de adaptações ao cinema de filmes de super-heróis já suficientemente alargada, parece que não mostra sinais de abrandar. Hollywood tem feito proliferar as adaptações a um ritmo crescente, assustador e desnecessário, não aprendendo os grandes estúdios com os seus erros, nem tão pouco conseguindo antecipar o falhanço de projectos condenados desde a sua génese.Se por um lado houve adaptações que resultaram extremamente bem, refelctindo-se tal valor, não só em receitas como em críticas, por outro, casos houve em que não foram para além da boa vontade ou da ambição.
Acontece que surgiram segunda-feira, dia 13, notícias, de que a próxima sequela do Homem Aranha havia sido cancelada. Ainda nos iniciais estados de pré-produção, e debatendo-se com questões de timing de filmagens e re-angariação de elenco, foi decisão do estúdio optar pelo final cancelamento desta sequela e apostar na revisitação do franchise.
Qualquer que seja a abordagem a este tema, há problemas para todos os gostos.
Era precisa uma nova sequela? Para quem gostou das três anteriores, então quer parecer que sim, a avidez por novos enredos, efeitos especiais e malabarismos a meio-ar parece não iria mal vista, reflectindo-se, à semelhança dos anteriores, em receitas milionárias. Para quem aqueles filmes não disse nada, vai achar perfeitamente desnecessária, problema, no entanto, resolvido, basta meter o dinheiro ao bolso ou optar por outro filme.
Com o cancelamento da nova sequela, é necessário o recomeço? Não. Acho que não deve haver muita gente que tenha ficado aliviado com esta notícia, nem tão pouco quem a tenha achado coerente. Opiniões à parte, quando um filme, ou neste caso, uma trilogia, baseada numa banda desenhada de sucesso, com uma incontável legião de fãs, é alvo de um recomeço com uma equipa e elenco novos, nem se pode dizer que seja uma decisão estratégica. É desperdício de dinheiro, é descrédito às obras anteriores, e possibilidade de não retorno financeiro. O reboot da saga de Batman revelou-se plenamente justificado e inteligente, não por ser a coisa mais necessária do mundo, mas porque as últimas incursões a cargo de Joel Schumacher foram dos mais atrozes ataques à inteligência e ao bom senso; reflectiram-se em buracos financeiros e críticas negativas cerradas. Já Hulk, teve um reboot 5 anos depois sem os mesmos efeitos.
Como é que se explica que uma trilogia que rendeu quase 2 biliões e meio de dólares em todo o mundo, justifique, 3 anos depois um recomeço do zero?
Não me sinto "pessoalmente" atacado; na minha opinião não foram as mais bem conseguidas adaptações e as duas sequelas (contrartiamente ao entender crítica especializada) foram dos piores filmes que me lembro de ter visto.
Por isso, e afinal de contas, para mim, se calhar nem são tão más notícias quanto isso: vão refazer uma banda sonora que até nem desgostava em miúdo; mas se é necessária, inteligente e racional esta escolha, de investir, tão pouco tempo depois, tanto dinheiro num projecto bem sucedido em detrimento de outros, não, não é.
Alone
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Visão Retrospectiva
A revista Visão da semana que passa hoje de validade fazia um apanhado da última década, com artigos de reputados escritores da praça, sob o título hiperbólico d'"A Década que Chocou o Mundo".
A década de 2000 não acredito que tenha sido a que mais marcou ou determinou o mundo no último século; sem dúvida que fotografias, figuras e acontecimentos fizeram parte do mediatismo mundial e cravaram o seu lugar na história, mas não de uma forma desproporcianadamente mais marcante que outras décadas passadas - veja-se as décadas de 30 e 40, que cicatrizaram directa ou indirectamente meio mundo, privando-o de tudo o que lhe era permitido. Tais privações vieram, no mais, criar um sentimento de necessária mudança posterior que veio sim, culminar na década iniciada com o virar do século.
A crónica, em 130 páginas, vem-nos resumir, à laia de livro de mesa de café o que de mais marcante definiu estes dez últimos anos, tanto a nível internacional como nacional. É de louvar, mas não surpreende pela habitual qualidade, que uma revista como a Visão dedique tão exaustiva embora bastante resumida crónica a um assunto tão importante. Na sua globalidade, não vai surpreender ninguém, porque por mais "desinformados" que sejam alguns leitores, os mais importantes pontos, todos os sabemos; mas não nos faz mal recordá-los.
A década de 2000 não acredito que tenha sido a que mais marcou ou determinou o mundo no último século; sem dúvida que fotografias, figuras e acontecimentos fizeram parte do mediatismo mundial e cravaram o seu lugar na história, mas não de uma forma desproporcianadamente mais marcante que outras décadas passadas - veja-se as décadas de 30 e 40, que cicatrizaram directa ou indirectamente meio mundo, privando-o de tudo o que lhe era permitido. Tais privações vieram, no mais, criar um sentimento de necessária mudança posterior que veio sim, culminar na década iniciada com o virar do século.
A crónica, em 130 páginas, vem-nos resumir, à laia de livro de mesa de café o que de mais marcante definiu estes dez últimos anos, tanto a nível internacional como nacional. É de louvar, mas não surpreende pela habitual qualidade, que uma revista como a Visão dedique tão exaustiva embora bastante resumida crónica a um assunto tão importante. Na sua globalidade, não vai surpreender ninguém, porque por mais "desinformados" que sejam alguns leitores, os mais importantes pontos, todos os sabemos; mas não nos faz mal recordá-los.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Tomataaada!
Não, não é a tomatina de Buñol, nem uma briga de noite entre forcados e equipas de rugby, o amasso aconteceu mesmo na cara de Berlusconi. O actual Primeiro-Ministro italiano, figura mediática e singular ocupando ou não aquele cargo, volta a estar em polémica por ser alvo, literalmente, das atenções.
Ontem, à saída de um comício foi agredido com uma miniautura do Duomo, ou esmurrado, as opiniões divergem (?!). O agressor foi imediatamente identificado e detido. O motivo que o levou a atacar Il Cavaliere pode ter a ver com o seu desempenho enquanto chefe de estado, presidente do AC Milan ou principal accionista da Mediaset. Não deve faltar quem se ache lesado ou mal representado, mas nem o que já foi unânimemente classificado como acto de terrorismo foi suficiente para fazer recuar Berlusconi que, mesmo com a boca ensanguentada, nariz e dois dentes partidos, teve forças para se levantar e mostrar a todos que estava bem.
Com um ano e meio de cargo já acumulou mais peripécias mediáticas do que muitos chefes de estado no final de carreira. Assim que me lembre, de repente, só Bush conseguiu proeza parecida; mas enquanto aquele ficava na memória por gaffes seguidas e absurdas que roçavam a imbecilidade, este demarca-se pela lata e frontalidade com que fala de quem e do que lhe apetecer. Indiferente ninguém lhe fica, é impossível, nem Isabel II se deixou ficar quando, na fotografia de família da cimeira dos G20, Berlusconi gritou "Mr. Obama! Mr. Obama!" e HRH se voltou para trás e disse para quem quisesse ouvir, "why does he have to shout?"
Ontem, à saída de um comício foi agredido com uma miniautura do Duomo, ou esmurrado, as opiniões divergem (?!). O agressor foi imediatamente identificado e detido. O motivo que o levou a atacar Il Cavaliere pode ter a ver com o seu desempenho enquanto chefe de estado, presidente do AC Milan ou principal accionista da Mediaset. Não deve faltar quem se ache lesado ou mal representado, mas nem o que já foi unânimemente classificado como acto de terrorismo foi suficiente para fazer recuar Berlusconi que, mesmo com a boca ensanguentada, nariz e dois dentes partidos, teve forças para se levantar e mostrar a todos que estava bem.
Com um ano e meio de cargo já acumulou mais peripécias mediáticas do que muitos chefes de estado no final de carreira. Assim que me lembre, de repente, só Bush conseguiu proeza parecida; mas enquanto aquele ficava na memória por gaffes seguidas e absurdas que roçavam a imbecilidade, este demarca-se pela lata e frontalidade com que fala de quem e do que lhe apetecer. Indiferente ninguém lhe fica, é impossível, nem Isabel II se deixou ficar quando, na fotografia de família da cimeira dos G20, Berlusconi gritou "Mr. Obama! Mr. Obama!" e HRH se voltou para trás e disse para quem quisesse ouvir, "why does he have to shout?"
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Vale Tudo Menos Arrancar Olhos Neste Natal
Estamos a ser bombardeados com as campanhas publicitárias de supermercados mais surreais de que me lembro. Se há cerca de um mês o anúncio do Pingo Doce ficou famoso pelas piores razões, o Continente e especialmente o Modelo, estão agora a atacar da mesma forma. Atacar, sendo aqui, note-se a palavra de ordem. A Popota, figura de destaque do Natal das crianças do Modelo, este ano perdeu as estribeiras e pôs-se a dançar um wegue wegue com coreografia semi porno quase a pedir varão. O restyling não é novo, já tinha dançado Shakira, já tinha provocado o suficiente, até agora ter virado Poputa. A Leopoldina não é de se ficar, e também quis mudar, ams de forma mais radical. Passou de Avestruz para corpo de Lara Croft, a cara essa, permanece igual, não vão os miúdos achar que ela já não é a mesma. A poputa ao menos manteve-se fiel ao que sempre foi, a Leopoldina é que passou de avestruz com ar simpático, a cuidado-com-esta.
Se há uns anos todos cantavam alegremente "Bem vindos ao mundo encantado dos brinquedos onde há Reis, Princesas, Dragões...", agora não será de admirar que vejamos uma miúda a abanar o rabo a gritar "wegue wegue no Modelo é sempre a bombar, vamos lá Yo, é a loucura!" Por mais que achemos este anúncio de levar às lágrimas, é inevitável concluirmos que para o target talvez não seja o mais apropriado. Então sim, agora é caso para dizer que vale tudo menos arrancar olhos; se a campanha do Pingo Doce era involuntariamente hilariante, o Modelo agora está a preparar uma contra-campanha, para evr quem faz a pior publicidade. O próximo ataque do Modelo é ver a Popota vestida de Carlinhos na Baixa.
Se há uns anos todos cantavam alegremente "Bem vindos ao mundo encantado dos brinquedos onde há Reis, Princesas, Dragões...", agora não será de admirar que vejamos uma miúda a abanar o rabo a gritar "wegue wegue no Modelo é sempre a bombar, vamos lá Yo, é a loucura!" Por mais que achemos este anúncio de levar às lágrimas, é inevitável concluirmos que para o target talvez não seja o mais apropriado. Então sim, agora é caso para dizer que vale tudo menos arrancar olhos; se a campanha do Pingo Doce era involuntariamente hilariante, o Modelo agora está a preparar uma contra-campanha, para evr quem faz a pior publicidade. O próximo ataque do Modelo é ver a Popota vestida de Carlinhos na Baixa.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Publicidade Enganosa?
É impressionante o quanto um bom marketing consegue vender um produto por pior que seja. Todos estamos habituados a ver anúncios na rua, na televisão, em revistas e jornais, que nos chamam a atenção quer seja pelo mediatismo, quer pela eficiência (e em alguns casos, até ambos). Sendo o marketing, essencial e literalmente, um estudo de mercado, o objectivo final é o de vender ao público um determinado produto de forma eficaz e não distanciada, obviamente, desse objecto. A eficácia final seria dar ao público alvo exactamente aquilo que quer para que o proveito fosse mútuo.
Tudo isto a propósito de Surrogates - Os Substitutos, o mais recente veículo de Bruce Willis. A falta de originalidade patente no projecto faz com que se tenha que investir tudo o que se pode no marketing. A ideia de que as máquinas nos vão substituir cada vez mais, começando no mais trivial até àquele limite razoável, não é uma ideia nova, tão pouco é a ideia de perfeição inerente. O filme entra por aí e há pouco mais a descrever, porque pouco mais se passa; foi aqui que o valioso marketing atacou sem travão. Não sei se por consciente decisão dos produtores, que sabendo que tinham um produto mais do que medíocre nas mãos, resolveram apostar numa manobra de venda da maior qualidade; ou se essa mesma manobra pela qualidade ofusca o produto que vende. Engana-nos esta publicidade porque nos leva a crer que vamos ver algo de bastante melhor do que uma revisitação vulgar de um tema batido.A mensagem, as questões, as dúvidas, a perfeição a dualidade Homem-máquina está mais presente em três posters do que em duas horas de filme.

Kayla
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