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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
The Timor Experience; Parte 3 - Fun Facts - Pulsa
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
The Timor Experience; Parte 2 - A Partida
Chegado o dia da antecipada partida, lá agarrei nas minhas tralhas e fui direito à minha próxima casa. Depois de uma muito rápida paragem em Paris, segui para Singapura, onde ficaria uma noite. Uma vez com 11 horas de escala pela frente, achámos por bem ir dar uma volta pela cidade, pois podíamos não voltar a ter esta oportunidade. De mapa na mão e esquecendo o cansaço acumulado, saímos do hotel perguntando a locais qual o melhor caminho para o centro, ou quais os sítios indispensáveis para visitar, já que só tínhamos essas 11 horas.A primeira pessoa que nos ajudou, uma senhora que acabava de estacionar o carro em que trazia toda a família, imediatamente chamou o filho para dizer quais os sítios ideias para ir. Como percebeu que tínhamos pouco tempo para ter uma ideia da cidade, convidou-nos, primeiro, para jantar e depois convenceu o filho a fazer de cicerone, numa rápida mas completa excursão. Singapura é uma cidade como nunca tinha visto; de uma organização e civilização gritantes, em que o mais simples dos habitantes está disposto a ajudar. É pouco vulgar chegar a um sítio tão estrangeiro e imediatamente sentir uma empatia pelo local, pela arquitectura e pela originalidade de tudo o que nos rodeia. À falta de melhor palavra, Singapura é isso mesmo, uma cidade original.
Depois de uma visita guiada que durou até às 2 da manhã, tivemos que voltar ao hotel para dormir um par de horas, tomar um duche e preparar para mais 4 horas de voo direito ao destino final.
Se tive e tenho dificuldades em descrever, no seu todo, a rápida mas esmagadora impressão que tive da minha anterior paragem, não me sinto mais inspirado para descrever a última. Dili não foi o destino desejado se me fosse dada a escolha, tão pouco era um destino hipotético. Foi uma surpresa que obrigou a 3 semanas de mentalização até à partida. Aterrado no outro lado do mundo, a quase meio dia de distância de todos e tudo o que me é próximo, não podia estar numa apatia maior. Não obstante a enorme comunidade portuguesa, a diversidade de nacionalidades e uma cultura que ainda mostra muitos sinais da nossa influência, o encaixe num destino longínquo e tropical como este é (não redundantemente) estrangeiro.
Timor, na boca dos que já o viveram, é um país que constitui uma experiência de vida única, com uma energia e uma vida singulares que supera qualquer expectativa que se possa ter formulado. É uma experiência cuja energia e vida estou à espera de receber.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
The Timor Experience; Parte 1 - Inov?

Pela segunda vez na vida, achei por bem investir na internacionalização. Cada vez mais me convenço que, mais do que uma vontade de viver uma realidade diferente e viajar facilitadamente, é uma predisposição ou inclinação para ir viver no estrangeiro.
Nos tempos idos de Erasmus, tinha como critério que o lugar que escolhesse para estudar por seis meses fosse o mais longe ou diferente de Portugal possível; evitei, por isso, Espanhas e Franças. Depois de 6 meses na Áustria, a missão a que me tinha proposto, estava plenamente cumprida. Uma experiência única, amigos com quem mantenho contacto regular e um arrepio na espinha a cada vez que penso voltar. Foi um sítio que me disse muito, que me obrigou a crescer e onde criei hábitos que hoje, 4 anos depois, vejo-me a manter.
A faculdade acabou, a vida de trabalhador começou, a vontade de voltar para o estrangeiro não morreu. Além da vontade, nem os motivos são os mesmos. Assim, increvi-me no prgrama Inov-Contacto, para tentar, uma segunda vez e em moldes não tão diferentes, vir para o estrangeiro. Sabia que, profissionalmente, os destinos para os quais pudesse ser "enviado", não coincidiriam com os que pessoalmente eram os eleitos.
A cerimónia de informação dos destinos foi absolutamente única pois estava tudo em aberto; as nossas escolhas não contavam nada para a ponderação e ali, em pouco mais de uma hora e meia, comunicaram a 560 pessoas qual o seu destino para os seis meses seguintes.
O anúncio foi feito, por países, alfabeticamente. Quando acabaram a letra S e as esmagadora maioria das zonas do mundo já estava coberta, não conseguia já imaginar onde seria colocado; só me passava pela cabeça "Zimbabwe"
Quando anunciaram o meu nome, associado a Timor-Leste, fiquei num estado de abstracção total e absoluta. Estava longe de o considerar como um destino possível, longe de o considerar como um destino apetecível e em 10 segundos que pareceram dez horas, tudo me passou pela cabeça.
Quando alguém se candidata a um programa como estes, tem que haver a mentalização de que podemos ser colocados em qualquer parte do mundo, mais do que isso, temos que nos conformar com esse destacamento e acatá-lo. Agora, já chegado ao destino, e iniciada a adaptação, resta aproveitar, ou tirar o melhor partido, desta experiência.
Ditto.
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