O Dialecto está de cara lavada. Quer dizer, primeiro que tudo, não tem cara para lavar, tem uma imagem a renovar. Talvez não tenha passado tempo suficiente para justificar esta alteração, mas achei que, em todo o caso, o devia fazer. Fiel ao seu nome, e à minha missão, o dialecto continua a palrar as suas baboseiras, sujeitas e ansiosas de críticas, por crescer ser o mais importante. A linguagem é a mesma(não cedo ao acordo), os assuntos são os do costume, os leitores esperam-se ser os mesmos, e com sorte outros tantos que consiga entusiasmar.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vi pela primeira vez este vídeo no ginásio, sem som. Fiquei imediatamente estático a olhar para a sua simplicidade e surpreendente eficácia. Memorizei que era da nova música dos Temper Trap, chamada Love Lost. Felizmente, a música é do mesmo calibre do videoclip.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Estás Bem?

sábado, 9 de janeiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

342 filmes de 2009


É inevitável que, chegando a estes últimos dias de 2009, se façam retrospectivas a torto e a direito de tudo e mais alguma coisa.
O cinema não podia ficar de parte, claro está, mas se as cerimónias que recompensam os melhores filmes do ano que passou, deixam injustamente de fora alguns, surge agora esta retrospectiva, por demais abrangente, que, em 7 minutos, mostra-nos à laia de trailer, o que de melhor e de pior se fez em 2009.

Faz parte da magia do cinema haver projectos melhores e outros piores. Os melhores sustentam-se a si próprios, sobrevivem ao teste do tempo e a qualidade não decresce; os piores, ou caem no total esquecimento, ou tornam-se filmes de culto, ou célebres pela negativa. Depois há aqueles filmes que dentro da mediania lhes acontece o mesmo.
A verdade é que em "apenas" 7 minutos, o escritor e designer Kees van Dijkhuizen, fez um apanhado não excessivamente tendencioso, que tem a particularidade de tornar mais interessante aquilo que não o foi, e melhor o que já o era.

2009 não será, certamente, o ano que marcará para sempre o mundo do cinema; como em todos os anos houve do melhor e do pior, se bem que o balanço foi bastante positivo e, competitividades à parte, este vídeo faz-nos ver e perceber porque é que realmente gostamos tanto tanto de Cinema.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tomataaada!

Não, não é a tomatina de Buñol, nem uma briga de noite entre forcados e equipas de rugby, o amasso aconteceu mesmo na cara de Berlusconi. O actual Primeiro-Ministro italiano, figura mediática e singular ocupando ou não aquele cargo, volta a estar em polémica por ser alvo, literalmente, das atenções.
Ontem, à saída de um comício foi agredido com uma miniautura do Duomo, ou esmurrado, as opiniões divergem (?!). O agressor foi imediatamente identificado e detido. O motivo que o levou a atacar Il Cavaliere pode ter a ver com o seu desempenho enquanto chefe de estado, presidente do AC Milan ou principal accionista da Mediaset. Não deve faltar quem se ache lesado ou mal representado, mas nem o que já foi unânimemente classificado como acto de terrorismo foi suficiente para fazer recuar Berlusconi que, mesmo com a boca ensanguentada, nariz e dois dentes partidos, teve forças para se levantar e mostrar a todos que estava bem.

Com um ano e meio de cargo já acumulou mais peripécias mediáticas do que muitos chefes de estado no final de carreira. Assim que me lembre, de repente, só Bush conseguiu proeza parecida; mas enquanto aquele ficava na memória por gaffes seguidas e absurdas que roçavam a imbecilidade, este demarca-se pela lata e frontalidade com que fala de quem e do que lhe apetecer. Indiferente ninguém lhe fica, é impossível, nem Isabel II se deixou ficar quando, na fotografia de família da cimeira dos G20, Berlusconi gritou "Mr. Obama! Mr. Obama!" e HRH se voltou para trás e disse para quem quisesse ouvir, "why does he have to shout?"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

2012


"Este é o meu último filme apocalíptico", diz Emmerich, obvia e reiteradamente devoto do tema; depois de "O Dia da Independência", "O Dia Depois de Amanhã" e agora "2012", vai parar de fazer filmes com datas certas para o mundo acabar. O ponto de partida agora é o chamado fenómeno 2012, que consiste no conjunto de crenças (que remontam ao calendário Maia) assim como teorias científicas, que devido à emissão de chamas solares numa dimensão sem precedentes, causarão o fim do mundo como o conhecemos no ano de 2012. No centro de tudo está, para não variar, uma família americana, esteriotipada de pais divorciados, criança revoltada, novo marido, casa de madeira, relvado verde e restruturação familiar em tempo de crise. Também não convém esquecer que o pai de família, personagem principal da história, é um escritor semi-falhado que tenta avisar todos do cataclismo iminente. Não gozo na descrição, porque a história central parte e gira em torno disto, pelo que podia estar a descrever qualquer dos anteriores filmes de Emmerich, realizador Austríaco, que parece ter abraçado de alma e coração a nação americana de uma forma estranha: o patriotismo é exagerado e a concretizção nauseabunda. Enaltece-os para os dizimar; não só ao povo como aos seus monumentos. Já não podemos contar quantas maneiras foram empregues para destruir O Us Bank Tower, o Washington Monument e a pobre da Casa Branca(ver vídeo acima). Tudo isto para apontar o pior, ou menos louvável de 2012. Quando entramos na sala, sabemos perfeitamente para o que vamos, e nesse sentido não nos podemos achar desiludidos: 2012 dá-nos o que fomos procurar, porque para quem vê o trailer não vai ao engano. Explosões, personagens de cartão, cenas de uma americanada desconfortável, efeitos especiais de ponta: tudo aquilo que 250 milhões de dólares podem pagar, e que Roland Emmerich consegue misturar e cozinhar em duas horas e meia de filme. Dizer que isto não é cinema não é justo, porque se for um tema ou um formato que não nos fascine, então não vamos. Se formos do género que embora preferindo um filme mais intelectualmente desafiante, gostemos de ver um episódio de domingo à tarde, então 2012 não pode nem surpreende pela negativa, pois é o exemplo do género médio que representa.

Master Of Shadows

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vale Tudo Menos Arrancar Olhos Neste Natal

Estamos a ser bombardeados com as campanhas publicitárias de supermercados mais surreais de que me lembro. Se há cerca de um mês o anúncio do Pingo Doce ficou famoso pelas piores razões, o Continente e especialmente o Modelo, estão agora a atacar da mesma forma. Atacar, sendo aqui, note-se a palavra de ordem. A Popota, figura de destaque do Natal das crianças do Modelo, este ano perdeu as estribeiras e pôs-se a dançar um wegue wegue com coreografia semi porno quase a pedir varão. O restyling não é novo, já tinha dançado Shakira, já tinha provocado o suficiente, até agora ter virado Poputa. A Leopoldina não é de se ficar, e também quis mudar, ams de forma mais radical. Passou de Avestruz para corpo de Lara Croft, a cara essa, permanece igual, não vão os miúdos achar que ela já não é a mesma. A poputa ao menos manteve-se fiel ao que sempre foi, a Leopoldina é que passou de avestruz com ar simpático, a cuidado-com-esta.

Se há uns anos todos cantavam alegremente "Bem vindos ao mundo encantado dos brinquedos onde há Reis, Princesas, Dragões...", agora não será de admirar que vejamos uma miúda a abanar o rabo a gritar "wegue wegue no Modelo é sempre a bombar, vamos lá Yo, é a loucura!" Por mais que achemos este anúncio de levar às lágrimas, é inevitável concluirmos que para o target talvez não seja o mais apropriado. Então sim, agora é caso para dizer que vale tudo menos arrancar olhos; se a campanha do Pingo Doce era involuntariamente hilariante, o Modelo agora está a preparar uma contra-campanha, para evr quem faz a pior publicidade. O próximo ataque do Modelo é ver a Popota vestida de Carlinhos na Baixa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

5:08

Não é Salzburgo, não há copos de chocolate, nem tem 5 minutos e 8, mas tu sabes!
Parabéns Ravaroni!

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Supernova

Que o futuro é apocalíptico, e que o Homem sofrerá pelo próprio deslumbramento com as suas capacidades na evolução do conhecimento e da descoberta do desconhecido não é tema novo. Lá está, não será nunca assunto que revolucione, apenas o fará a maneira como se aborde.

Uma nave de emergência médica é chamada a responder a um pedido de socorro vindo de um planeta distante e abandonado. Ao chegar ao destino sofrendo de danos quase irreparáveis, a tripulação depara-se com o socorrido e uma estranha e indescritível matéria que parece atrair e modificar todos os que com ela entram em contacto. Depressa descobrem que essa matéria é mais do que um fascinante artefacto: é uma substância criada por alguém (que não chegamos a descobrir) e que tem como consequência repor ao estádio anterior, todos aqueles que são suficientemente inteligentes e desenvolvidos para a ter descoberto. É inevitável que, de forma mais ou menos ostensiva, todos os filmes cuja temática se centre na exploração espacial tenham uma grande componente filosófica; a necessidade de tal consequência é lógica: a partir do momento em que o Homem se vê num ambiente desconhecido, ou caminhando ao infinito, conjectura sempre sobre as suas origens, a sua evolução e o seu desaparecimento. As viagens são demoradas, o ambiente é claustrofóbico na sua enormidade, a racionalidade de cada um não coincide com as dos demais; uns tornam-se racionais, pragmáticos, outros selvagens ou paranóicos. Acaba por ser, no fim de contas, um estudo sobre o comportamento humano num futuro que pelas nossas atitudes se revela como um nosso passado.

Falei, a propósito do The International sobre a falta de coerência dos estúdios sobre ao tipo de filme que se quer. Quando difere da matriz sazonal ou do estereótipo do que vende, há que encomendar as necessárias alterações, mesmo que essas às vezes impliquem quase um novo filme. Supernova é um desses exemplos quintessenciais que criou um fenómeno de culto. A pré-produção demorou anos, as filmagens meses. Visto o produto final, o estúdio achou que não era o que o público queria ver. Reduziram o filme de 130 para 90 minutos. Encomendaram novas cenas de acção e inclusive chamaram Francis Ford Coppola para deixar o seu toque. O que resultou foi um filme que não obstante ter sido trucidado por alguma crítica e público, mantém um fascínio e uma coerência numa manta de retalhos. É uma obra que revisito invariavelmente e pela qual tenho um encantamento, para muitos inexplicável. Seja pela atmosfera, pela temática ou pelo arrojo (ausente, para muitos) How do we put out a fire that can burn up the stars? É com esta interrogação que Angela Bassett acaba o filme e deixa tudo em aberto, a confirmação de uma certeza fatidicamente longínqua, num cliffhanger que merecia uma acompanhada continuação. Ou talvez não.

In The Spirit Of Friendship

quarta-feira, 27 de maio de 2009

OMG! OMG! OMG! OMG!

Vejam, é óptimo!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Speechless

Não há uma unica versão no youtube que dê para incorporar no blog, por isso sigam este link:

http://www.youtube.com/watch?v=RxPZh4AnWyk

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Clássico de Spielberg


É um cliché chamar génio a Spielberg. Indiana Jones, ET, Jurassic Park, Schindler's List, Amistad, O Resgate do Soldado Ryan, Minority Report: há grandes cineastas que passam uma vida inteira sem dirigir filmes cuja qualidade e a resposta da crítica seja tão irrepreensível. Pus-me a pensar e conclui que por maior lugar-comum que seja, a reputação e a notoriedade de Spielberg é, sem dúvida, facto provado.

Tudo isto porque hoje resolvi rever e reviver o meu maior filme de infância. Nenhum filme houve que eu tivesse visto tantas vezes, nem outro que eu associe mais à minha "juventude". O Parque Jurássico apanhou todos desprevenidos. Os detractores dos efeitos digitais, os seus admiradores, a população geral que não estava à espera de algo assim. A reacção dos paleontólogos nessa já clássica cena em que pela primeira vez reagem às criaturas extintas há 65 milhões de anos é de antologia; a falta de palavras para descrever o que está a frente dos seus olhos é paralela à nossa que não obstante meros observadores, somos tão parte daquele espectáculo como as personagens. O melhor é que só passaram 30 minutos desde que Spielberg nos convidou para esta viagem. É impossível ao mais céptico dos espectadores refutar que a vontade de se deixar levar para dentro do écran é inegável. A criança dentro de nós solta-se, ri-se, emociona-se e treme ao sabor da câmara firme e precisa de Spielberg.

Se procurarem na net os momentos que revolucionaram o cinema, decerto que encontrarão este Parque Jurássico no topo de qualquer lista por os seus responsáveis terem arriscado tanto e terem conseguido dar-nos a magia a que o cinema se propõe. Ainda hoje, ao rever este filme, repetindo muitos dos diálogos, e sabendo todos os desfechos, surpreendi-me e vibrei quase como da primeira vez.

Perguntam-me porquê rever alguns filmes várias vezes. Há aqueles que a televisão nos obriga, há os chamados guilty pleasures, há os que merecem e há os que já são parte de nós. Tenho vários filme que são o exemplo de cada uma destas categorias; depois tenho este, que, à sua maneira e em diferentes medidas, é um pouco de todas.

Welcome To Jurassic Park

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O Vídeo que Faltava


É quase transcrever a cena inteira mas é impossível não o fazer:
"que no puedo vivir asi, que me va a explotar la cabeza"
"damela, damela.....que me des la pistola!!"
"te vas a matar!"
"you people are both crazy, how the hell am I going to explain this to my husband?"

sábado, 28 de março de 2009

"Benicio del Toro Se Queda Sin Respuestas"

Aí está uma entrevista que "dói" ver. Steven Soderbergh resolveu fazer um filme biográfico sobre o suposto herói revolucionário Che Guevara, em que exalta a figura e omite a realidade. Quem foi esse personagem, o que fez e aquilo que representa, é impossível não se saber, aliando ou não a isso as nossas ideologias políticas discordantes; agora quando alguém conscientemente concorda interpretar um papel verídico, há que se informar sobre ele. A prova de que del Toro não o fez, ou finge não ter feito está aqui documentada. A enrevistadora, é certo, não deveria ter entrado a matar com a espada tão desembainhada, o que faz da entrevista ainda mais desconfortável de se assistir.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Malho