Começo o vídeo a pensar: já vi isto 100 vezes. Continuo o vídeo: bem apanhado, bem montado e música do Ludovico Einaudi encaixa muito bem. Acabo o vídeo: catatónico.
À falta de melhor palavra, Assombroso.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
terça-feira, 7 de junho de 2011
Batalha Naval?!
Quando me aventuro nas críticas de cinema, acho que me repito quando falo na crise de ideiais de Hollywood: esse entedintemento global de que as forças criativas parecem estar a migrar para o universo das séries televisivas, resumindo-se o cinema cada vez mais a sequelas, prequelas, revisitações, etc. Até aí tudo bem e parece haver uma razão compreensível. Há uns tempos vi umas manchetes sobre um filme a lançar em 2012 chamado "Battleship". Não li a notícia em si, esperando para saber mais quando a produção começasse a andar.
Ora bem já anda. "Battleship" SÓ é Batalha Naval em Inglês, mas na minha inocência, não fiz a associação Podemos então esperar por um filme baseado no jogo de tabuleiro clássico que conta no elenco com, adivinhe-se, Rihanna e um orçamento de duzentos milhões de dólares. Tenho dito.
Smoke N' Oakum
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Nós
Sou patriota e patriota convicto. Não sei se é pelo facto de estar a viver a 15 mil kilómetros de distância ou se é por Portugal estar a passar pela sua maior crise de identidade, que este meu sentimento está especialmente acentuado. Custa ver que neste último ano nada mais parece vir de Portugal que o profundo dramatismo, inércia absoluta e vitimização sem precedentes. Não é novidade para mim nem para ninguém que estas são características do comum português que mais facilmente se deixa mergulhar no pior, quando pode tentar lutar pelo melhor. Não se pede, sensatamente, que haja coesão política, mas que haja coesão de bom senso. É mais do que decidir o que está certo e o que está errado, é mais do que escolher Norte ou Sul, é ter um diariamente renovado sentimento de orgulho pelo lugar onde nascemos, crescemos e que nos deu as características que por mais que queiramos, não abandonamos. Se as características se tornam, na maior das vezes, tradições, não há como não ter orgulho desse nosso país. Na crise estamos emaranhados e não a podemos contornar; há que mentalizar que é um caminho que temos que fazer e que os mesmos erros não podemos repetir.
Se o “se” parece ser um ponto de partida para um qualquer raciocínio, então usemo-lo para propor um Portugal mais brioso, mais vaidoso das suas características, que venda o que tem de bom e que esse seja um processo individual. Se já era patriota, agora sou mais.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Bale ou não?
Valerá a pena atravessar metade do mundo para vir da Europa para Bali? Os europeus que lá se encontram chegam por ser mais um ponto na sua "Backpacking Trip", outros passam lá lua de mel, outros vêm motivados pelo quão exóticos os roteiros turísticos ou os filmes fazem parecer.Segundo a Wikipédia, a Indonésia é composta por cerca de 17.500 ilhas. O que é que faz de Bali tão especial que quase ninguém saiba sequer dizer o nome de outra ilha do país? Não há opinião unânime quanto a isto, mas é inegável que é uma concentração turística massiva, uma mistura de raças e povos impressionante sem por isso perder a sua identidade.
Numa ilha tão pequena podem satisfazer-se os gostos dos mais cosmopolitas ou dos mais zens; se bem que os primeiros saem a ganhar pela cada vez maior ocidentalização da ilha.
Valerá, por isso, a pena o preço do bilhete e o tempo da viagem? É subjectivo. Quanto a mim, não vale. Ainda assim tenho um especial carinho por aquela pequena ilha que, no espaço de dois meses, me relembrou o que é a civilização que desde Janeiro desconheço. Se é com este pano de fundo que se chega a Bali, então nada melhor. O dinheiro que já lá deixei e aquele que gastei nas viagens foi, podendo roçar a contradição, inegavelmente bem empregue. Resta saber se até Julho farei jus ao ditado popular de que "não há duas sem três".
Everything In Its Right Place - Radiohead
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Adagio a D - Punk - Tron Legacy OST
Tinha uma série de posts alinhavados para hoje. Filmes que trouxe e já vi desde a minha chegada a Timor. Ficam para amanhã. Hoje, sinto-me forçado a escrever sobre uma das melhores descobertas a nível de bandas sonoras dos últimos tempos.
O meu lado infantil estava numa enorme antecipação para ver Tron: O Legado, sequela a um filme B de culto dos anos 80, que a Disney resolveu investir como grande proposta de Inverno. Foi anunciado, logo de início, que a dupla francesa Daft Punk iria compor a banda sonora para este filme; escolha óbvia e agora plenamente justificada.
Os Daft Punk criaram mais do que um simbiótico ambiente tecnológico para este filme, criaram uma obra, suficientemente autónoma e adulta que lhes rendeu os mais unânimes elogios da crítica especializada. Mais do que as influências electrónicas necessárias dada a temática, há marcados traços e influências de Hans Zimmer, Vangelis e Maurice Jarre que encaixam que nem uma luva no material de destino e conferem um cariz épico e inesquecível ao projecto.
Como exemplo máximo da eficácia deste trabalho, está a forma como o filme foi montado. Em cinema, a música é composta ou adaptada conforme a montagem final do filme. Aqui, esses cortes foram feitos de acordo com o material composto pelos Daft Punk. Práctica nada comum, mas uma vez ouvidas as peças, justifica-se inteiramente. Faixas como The Fall, Recognizer, C.L.U. e Adagio For Tron destacam-se num trabalho sem partes fracas.
Como exemplo último e final, é este Encom, Part II que, não obstante a curta duração, é de uma riqueza invulgar e viciante por isso mesmo.
O meu lado infantil estava numa enorme antecipação para ver Tron: O Legado, sequela a um filme B de culto dos anos 80, que a Disney resolveu investir como grande proposta de Inverno. Foi anunciado, logo de início, que a dupla francesa Daft Punk iria compor a banda sonora para este filme; escolha óbvia e agora plenamente justificada.
Os Daft Punk criaram mais do que um simbiótico ambiente tecnológico para este filme, criaram uma obra, suficientemente autónoma e adulta que lhes rendeu os mais unânimes elogios da crítica especializada. Mais do que as influências electrónicas necessárias dada a temática, há marcados traços e influências de Hans Zimmer, Vangelis e Maurice Jarre que encaixam que nem uma luva no material de destino e conferem um cariz épico e inesquecível ao projecto.
Como exemplo máximo da eficácia deste trabalho, está a forma como o filme foi montado. Em cinema, a música é composta ou adaptada conforme a montagem final do filme. Aqui, esses cortes foram feitos de acordo com o material composto pelos Daft Punk. Práctica nada comum, mas uma vez ouvidas as peças, justifica-se inteiramente. Faixas como The Fall, Recognizer, C.L.U. e Adagio For Tron destacam-se num trabalho sem partes fracas.
Como exemplo último e final, é este Encom, Part II que, não obstante a curta duração, é de uma riqueza invulgar e viciante por isso mesmo.
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
The Timor Experience; Parte 2 - A Partida
Chegado o dia da antecipada partida, lá agarrei nas minhas tralhas e fui direito à minha próxima casa. Depois de uma muito rápida paragem em Paris, segui para Singapura, onde ficaria uma noite. Uma vez com 11 horas de escala pela frente, achámos por bem ir dar uma volta pela cidade, pois podíamos não voltar a ter esta oportunidade. De mapa na mão e esquecendo o cansaço acumulado, saímos do hotel perguntando a locais qual o melhor caminho para o centro, ou quais os sítios indispensáveis para visitar, já que só tínhamos essas 11 horas.A primeira pessoa que nos ajudou, uma senhora que acabava de estacionar o carro em que trazia toda a família, imediatamente chamou o filho para dizer quais os sítios ideias para ir. Como percebeu que tínhamos pouco tempo para ter uma ideia da cidade, convidou-nos, primeiro, para jantar e depois convenceu o filho a fazer de cicerone, numa rápida mas completa excursão. Singapura é uma cidade como nunca tinha visto; de uma organização e civilização gritantes, em que o mais simples dos habitantes está disposto a ajudar. É pouco vulgar chegar a um sítio tão estrangeiro e imediatamente sentir uma empatia pelo local, pela arquitectura e pela originalidade de tudo o que nos rodeia. À falta de melhor palavra, Singapura é isso mesmo, uma cidade original.
Depois de uma visita guiada que durou até às 2 da manhã, tivemos que voltar ao hotel para dormir um par de horas, tomar um duche e preparar para mais 4 horas de voo direito ao destino final.
Se tive e tenho dificuldades em descrever, no seu todo, a rápida mas esmagadora impressão que tive da minha anterior paragem, não me sinto mais inspirado para descrever a última. Dili não foi o destino desejado se me fosse dada a escolha, tão pouco era um destino hipotético. Foi uma surpresa que obrigou a 3 semanas de mentalização até à partida. Aterrado no outro lado do mundo, a quase meio dia de distância de todos e tudo o que me é próximo, não podia estar numa apatia maior. Não obstante a enorme comunidade portuguesa, a diversidade de nacionalidades e uma cultura que ainda mostra muitos sinais da nossa influência, o encaixe num destino longínquo e tropical como este é (não redundantemente) estrangeiro.
Timor, na boca dos que já o viveram, é um país que constitui uma experiência de vida única, com uma energia e uma vida singulares que supera qualquer expectativa que se possa ter formulado. É uma experiência cuja energia e vida estou à espera de receber.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
The Timor Experience; Parte 1 - Inov?

Pela segunda vez na vida, achei por bem investir na internacionalização. Cada vez mais me convenço que, mais do que uma vontade de viver uma realidade diferente e viajar facilitadamente, é uma predisposição ou inclinação para ir viver no estrangeiro.
Nos tempos idos de Erasmus, tinha como critério que o lugar que escolhesse para estudar por seis meses fosse o mais longe ou diferente de Portugal possível; evitei, por isso, Espanhas e Franças. Depois de 6 meses na Áustria, a missão a que me tinha proposto, estava plenamente cumprida. Uma experiência única, amigos com quem mantenho contacto regular e um arrepio na espinha a cada vez que penso voltar. Foi um sítio que me disse muito, que me obrigou a crescer e onde criei hábitos que hoje, 4 anos depois, vejo-me a manter.
A faculdade acabou, a vida de trabalhador começou, a vontade de voltar para o estrangeiro não morreu. Além da vontade, nem os motivos são os mesmos. Assim, increvi-me no prgrama Inov-Contacto, para tentar, uma segunda vez e em moldes não tão diferentes, vir para o estrangeiro. Sabia que, profissionalmente, os destinos para os quais pudesse ser "enviado", não coincidiriam com os que pessoalmente eram os eleitos.
A cerimónia de informação dos destinos foi absolutamente única pois estava tudo em aberto; as nossas escolhas não contavam nada para a ponderação e ali, em pouco mais de uma hora e meia, comunicaram a 560 pessoas qual o seu destino para os seis meses seguintes.
O anúncio foi feito, por países, alfabeticamente. Quando acabaram a letra S e as esmagadora maioria das zonas do mundo já estava coberta, não conseguia já imaginar onde seria colocado; só me passava pela cabeça "Zimbabwe"
Quando anunciaram o meu nome, associado a Timor-Leste, fiquei num estado de abstracção total e absoluta. Estava longe de o considerar como um destino possível, longe de o considerar como um destino apetecível e em 10 segundos que pareceram dez horas, tudo me passou pela cabeça.
Quando alguém se candidata a um programa como estes, tem que haver a mentalização de que podemos ser colocados em qualquer parte do mundo, mais do que isso, temos que nos conformar com esse destacamento e acatá-lo. Agora, já chegado ao destino, e iniciada a adaptação, resta aproveitar, ou tirar o melhor partido, desta experiência.
Ditto.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Ciência e Religião postas em Contacto.
A ideia de que não estaremos sozinhos no Universo, divide opinões e crenças. Os cientistas, por um lado, mais pragmáticos e "racionais", que só veem como possível a eventual certeza de haver vida inteligente lá fora; os religiosos, por outro, que tendencialmente crêem que aquela eventualidade ou não é possível ou não querem que o seja. A discussão deste tema tem ramificações várias, e implicações que não serão, obviamente, liquidas para todos. Consequente a esta discussão é o inevitável tema da religião e da crença amplamente considerada.
Tudo isto a propósito do filme Contacto, de 1997, que ontem revi, e que uma vez mais me pôs a pensar. A discussão que põe em cima da mesa, é exactamente esta: confrontados com uma mensagem misteriosa captada pela cientista Ellie Arroway, e confirmada por outros cientistas pelo mundo fora, a forma como todos lidaremos com essa eventualidade acaba por reduzir-se ao medo, à crença, à religião e à coragem. Como tal, cada personagem incorpora um esteriótipo, move-se e age como tal, numa história que evolui de uma forma alegórica para nos pôr, de facto, a discutir os exactos temas que aqui são abordados e que todos se batem por resolver.
Os referidos temas do medo, crença, religião e coragem são debatidos à exaustão pelas personagens de Jodie Foster e Matthew McConaughey, cuja química e empatia abunda, não obstante estarem nos extremos opostos da opinião. Ela, cientista, não cede na busca de sinais de vida inteligente e a completa descrença em Deus, ele, um padre, que não consegue apoiá-la.
O que Contacto faz, e bem, é não oferecer uma resposta ou uma certeza relativamente a nada; não toma o partido de nenhuma das facções, nem as afasta. Ambas são válidas, pois não há uma certeza, e apesar de divergentes, não as aborda como incompatíveis.
Acabamos o filme exactamente na mesma posição que o começámos: a levantar as questões que interessam, mas agora motivados pelo que vimos tão impecávelmente exposto. É esta a razão pela qual o cinema ainda nos apaixona; por duas horas vemos uma dissertação que diz tudo e não diz nada, que nos deixa na interrogação, que é suficientemente audaz para tocar em assuntos de natureza susceptível sem os reduzir a troça.
Tudo isto a propósito do filme Contacto, de 1997, que ontem revi, e que uma vez mais me pôs a pensar. A discussão que põe em cima da mesa, é exactamente esta: confrontados com uma mensagem misteriosa captada pela cientista Ellie Arroway, e confirmada por outros cientistas pelo mundo fora, a forma como todos lidaremos com essa eventualidade acaba por reduzir-se ao medo, à crença, à religião e à coragem. Como tal, cada personagem incorpora um esteriótipo, move-se e age como tal, numa história que evolui de uma forma alegórica para nos pôr, de facto, a discutir os exactos temas que aqui são abordados e que todos se batem por resolver.
Os referidos temas do medo, crença, religião e coragem são debatidos à exaustão pelas personagens de Jodie Foster e Matthew McConaughey, cuja química e empatia abunda, não obstante estarem nos extremos opostos da opinião. Ela, cientista, não cede na busca de sinais de vida inteligente e a completa descrença em Deus, ele, um padre, que não consegue apoiá-la.
O que Contacto faz, e bem, é não oferecer uma resposta ou uma certeza relativamente a nada; não toma o partido de nenhuma das facções, nem as afasta. Ambas são válidas, pois não há uma certeza, e apesar de divergentes, não as aborda como incompatíveis.
Acabamos o filme exactamente na mesma posição que o começámos: a levantar as questões que interessam, mas agora motivados pelo que vimos tão impecávelmente exposto. É esta a razão pela qual o cinema ainda nos apaixona; por duas horas vemos uma dissertação que diz tudo e não diz nada, que nos deixa na interrogação, que é suficientemente audaz para tocar em assuntos de natureza susceptível sem os reduzir a troça.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Reorganização da Vida
Portugal tem a fama de ter um dos melhores sistemas de Multibanco da Europa. Rápido, eficaz e versátil. Há pouca coisa que não possamos fazer em pouco tempo numa caixa Multibanco; e só nos apercebemos dessa comodidade quando chegamos ao estrangeiro e, por comparação, o serviço lá é mais restritivo. É normal que estejamos, portanto, habituados a poder fazer um sem número de coisas cada vez que vamos a uma caixa Multibanco; tão habituados que há pessoas que resolvem reorganizar toda a sua vida à nossa frente. Pagam a água, a luz, o telemóvel, fazem transferências para os pais, para os amigos, para os primos e levantam dinheiro, duas a três vezes de seguida do mesmo cartão. Tudo isto, na hora de almoço, quando há uma fila de gente com vontade de fazer o mesmo e outros que querem levantar uns míseros 10 Euros, mas que se vêm obrigados a levantar logo 40 ou 50, para não terem que passar por aquela experiência tão depressa.O netbanking serve para alguma coisa, e se muitos já o usam, outros parecem evitá-lo ou ignorá-lo. Por isso, e até podermos levantar dinheiro de outra forma - que assim de repente não estou a ver qual, a menos que seja fora de horas de ponta - cá estaremos a ver as finanças dos outros reorganizadas.
At My Most Beautiful
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
A Few Days Of Summer
O que me leva a escrever pela primeira vez, pós-férias de Verão, não é, como habitualmente, a música ou o cinema. Passado quase um mês desde a última vez que aqui vim, foram vários os tópicos que me foram passando pela cabeça que tive vontade de passar a palavras. As músicas que ouvi pela primeira vez e as que revisitei pela milionésima. Os filmes que vi e revi e as cenas que me marcaram. Os lugares onde fui e aqueles onde regressei.
Fazer um relatório está longe de ser aquilo que quero ou devo fazer, mas ignorar tudo o que tenho feito, não me é possível. Se por um lado há momentos e sítios e sítios que nos sentimos na obrigatoriedade de partilhar e espalhar, por outro há situações em que não o fazemos por não querermos ou por não caberem em palavras. A minha viagem ao outro lado do mundo não pode ser documentada em imagens a que qualquer um tem acesso, nem por descrições que nem a todos fazem sentido ou têm interesse; da mesma forma que o meu regresso às origens com tudo o que isso implica, só a mim faz sentido.
O que é que me fez sentido? Londres, Bangkok, Patpong Market, Tuc Tuc Ride, Scirocco, Lebua, Phi Phi Leh,I~, Bamboo Island, Maya Beach, Massage, Bird Song Intro, Drumming Song, 528491, S. Martinho, Família, Sono, Mini, Minis, Sol, Praia e todas aquelas pequenas coisas (mais ainda) que uniram todas estas e que marcaram, sem sombra de dúvida, o meu Agosto de 2010.
528491
Fazer um relatório está longe de ser aquilo que quero ou devo fazer, mas ignorar tudo o que tenho feito, não me é possível. Se por um lado há momentos e sítios e sítios que nos sentimos na obrigatoriedade de partilhar e espalhar, por outro há situações em que não o fazemos por não querermos ou por não caberem em palavras. A minha viagem ao outro lado do mundo não pode ser documentada em imagens a que qualquer um tem acesso, nem por descrições que nem a todos fazem sentido ou têm interesse; da mesma forma que o meu regresso às origens com tudo o que isso implica, só a mim faz sentido.
O que é que me fez sentido? Londres, Bangkok, Patpong Market, Tuc Tuc Ride, Scirocco, Lebua, Phi Phi Leh,I~, Bamboo Island, Maya Beach, Massage, Bird Song Intro, Drumming Song, 528491, S. Martinho, Família, Sono, Mini, Minis, Sol, Praia e todas aquelas pequenas coisas (mais ainda) que uniram todas estas e que marcaram, sem sombra de dúvida, o meu Agosto de 2010.
528491
terça-feira, 13 de julho de 2010
Let Go
Adoro quando isto acontece. Redescobri, por acaso, uma música que associo ao meu Verão de há 3 anos.
A razão porque não me tenho lembrado dela ultimamente, ultrapassa-me, mas este Let Go dos Frou Frou, não pode continuar esquecido.
A razão porque não me tenho lembrado dela ultimamente, ultrapassa-me, mas este Let Go dos Frou Frou, não pode continuar esquecido.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Florence ex Machina
O concerto da Aula Magna foi um presságio mais que evidente. Florence Welch começava a criar em Portugal um pequeno culto. Agora, no seguimento da edição de 2010 do Optimus Alive, da qual Florence fez parte no primeiro dia, restam poucas dúvidas que foi uma das presenças mais fortes, e dos concertos que mais atraiu e conquistou.Honestamente, por ser um reconhecido fanático do seu primeiro álbum, Lungs, tive medo que o concerto viesse a desiludir. Quase não havia razão para isso: a opinião de quem esteve no concerto da Aula Magna foi unânime e positiva.
De facto não tinha eu fundamento. Quase nenhuma das músicas resultou em palco da mesma maneira que no CD, mas a presença e a qualidade de Welch, a superioridade do material e a rendição absoluta do público fez deste um concerto à parte. Num dia em que o programa era o mais forte e coeso do festival (apesar de XX ser muito, muito bom não se enquadrava num seguimento destes) Não foi díficil eleger o concerto mais completo, forte e satisfatório que este.
Florence + The Machine claramente aumentou o número de seguidores a 8 de Julho, com merecido fundamento que justifica quer a passagem para palcos maiores, quer eventos isolados.
Florence + The Machine - Cosmic Love
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
A vontade não falta e as intenções são as melhores, mas a razão de ter escrito tão pouco nos últimos tempos não teve - infelizmente - a ver com uma ausência física que me impossibilitasse de vir ao blog, mas com razões de outra ordem.
Além do que venho comentando de cinema, as coisas que achava que podia partilhar, transformavam-se em textos dos quais desistia por falta de entusiasmo. Publicar vídeos sem os comentar ou explicar a sua razão de ser não me fazia sentido, porque seria um pretexto preguiçoso de manter o blog activo - não querendo com isto dizer que, mais cedo ou mais tarde, o venha a fazer; mas por agora, ou até agora não me fez sentido.
Quis, ao contornar essa ideia, começar com o vídeo de um dos excertos dessa grande obra-prima do cinema, Beleza Americana, que é uma das cenas pesadas, filosófico-existencialistas chamem-lhe, que mais gosto. Depois pensei: se acho necessário escrever críticas aos filmes que vou vendo, porque não evocar os que já vi, através de cenas que os representem, mas não substituem, de forma a reviver momentos que me disseram tanto. Com sorte, e repetindo o meu lema do título, muitos mais gostarão.
Não nego que tenho vontade e intenção de tornar mais diversos os assuntos de que escrevo, mas não os vou forçar. Apenas deixa-los surgir, quando ache que justifique. Até lá, vou chagar a paciência, com a humilde admiração ao cinema, a rendição absoluta à música e a vontade de pôr em palavras, imgens ou sons aquilo que vai marcando a minha e a nossa actualidade.
Einstein's Wrong
Além do que venho comentando de cinema, as coisas que achava que podia partilhar, transformavam-se em textos dos quais desistia por falta de entusiasmo. Publicar vídeos sem os comentar ou explicar a sua razão de ser não me fazia sentido, porque seria um pretexto preguiçoso de manter o blog activo - não querendo com isto dizer que, mais cedo ou mais tarde, o venha a fazer; mas por agora, ou até agora não me fez sentido.
Quis, ao contornar essa ideia, começar com o vídeo de um dos excertos dessa grande obra-prima do cinema, Beleza Americana, que é uma das cenas pesadas, filosófico-existencialistas chamem-lhe, que mais gosto. Depois pensei: se acho necessário escrever críticas aos filmes que vou vendo, porque não evocar os que já vi, através de cenas que os representem, mas não substituem, de forma a reviver momentos que me disseram tanto. Com sorte, e repetindo o meu lema do título, muitos mais gostarão.
Não nego que tenho vontade e intenção de tornar mais diversos os assuntos de que escrevo, mas não os vou forçar. Apenas deixa-los surgir, quando ache que justifique. Até lá, vou chagar a paciência, com a humilde admiração ao cinema, a rendição absoluta à música e a vontade de pôr em palavras, imgens ou sons aquilo que vai marcando a minha e a nossa actualidade.
Einstein's Wrong
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terça-feira, 11 de maio de 2010
"Uma Questão de Fé"

É com o título "Uma Questão de Fé" que o site do Sapo define a cobertura da visita do Sumo Pontífice a Portugal. Não podia ser mais acertada. A abordagem da temática da Fé, complicada por si só, separa por um lado aqueles que em nada acreditam, daqueles que se recusam a conceber uma vida sem a existência de Deus. Extremismos positivos ou negativos à parte, a Fé que move milhões, mobilizou hoje Lisboa, de uma forma que há muito não se via. Foi impressionante, esmagador e poderoso.
Assistir à Missa de Domingo no Vaticano, foi uma experiência única pelas razões óbvias: a cidade, a beleza natural, a diversidade de povos e línguas e a dimensão magnânime que a fé assume naquela circunstancia é indiscritível. 3 anos depois tive a sorte de poder assistir à Missa do mesmo Papa em Lisboa. Escusado será dizer que foi um momento mais marcante e mais poderoso do que aquele a que assisti no Vaticano. A Lisboa que conhecemos estava cheia e mobilizada com um sentimento de união que não há memória. Mais de 80 mil pessoas encheram o renovado Terreiro do Paço e rezaram por Portugal e pelo Mundo. O dia de hoje fez crescer nuns e nascer noutros a paixão que há por este país e acima de tudo por esta cidade. A crise da Igreja e a aparente crise da Fé é patente e amplamente debatida, mas por mais que se tente arranjar explicação para uma tão colossal afluência, é para mim inconcebível achar que não haja outra explicação que não a de fé. O esforço para a reaproximação tem que partir não só da Igreja como também dos cristãos; vendo que o dia de hoje mostrou que apesar das dúvidas, muitos regressaram, só podemos ser optimistas ao achar que se fomos capazes do mais, vamos ser capazes do menos. Se afluímos no extremo máximo, não temos como nem porquê não afluir no dia-a-dia. Não é discurso de evangelização ou conversão, mas sim de reflexão. Reflexão que muitos hoje fizeram, que muitos hoje cumpriram em nome de uma fé que mobilizou um país, que parou uma cidade que por de uma maioria manifesta se tratar justificou essa mobilização. A questão da fé parou Lisboa e estarreceu todos aqueles que como eu estiveram hoje em pleno Terreiro do Paço a assistir a um momento marcante da nossa História, da nossa humanidade e da nossa grandeza.
Science and Religion
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Enxurrado para Casa
O tempo parece não se decidir. Confrontados com isso, saímos todos de casa e chegamos ao destino com um ar deslavado e desgrenhado; a chuva lava a cidade, mas parece deslavar-nos. Apesar disso gosto de chuva. Não me vejo a viver num ambiente soturno que vive permanentemente num clima de chuva ininterrupta, mas estes dias que hoje começam fazem-me relembrar o quanto já tinha saudades e o quanto realmente gosto deles. Não acredito, mesmo, que seja o único a pensar assim. Por adorar uns bons dias de chuva, não significa, forçosamente, que os prefira. Nada melhor que dias de sol, com calor para neles fazer o que se queira; mas enquanto que esses dias, logicamente, nos obrigam a sair de casa, estes forçam-nos a ficar, o que não é nem pode ser mau. Muitos de nós podemos ter a sorte de em casa nos sentirmos bem, seja sozinho, seja acompanhado para gozar (ainda que inconscientemente) da casa onde vivemos e onde nos afeiçoamos. Quanto ao que me diz respeito, sim gosto deste tempo.
Kissing In The Rain
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A Idade da Indecência
Já estamos todos fartinhos de saber que séries só vendem com gente bonitinha à frente. Cai um avião numa ilha deserta, cheia de desconhecidos talhados para sex symbols; uma sociedade de advogados com dramas amorosos que mais parecem backstage de um desfile; vivos, mortos, presos, livres, ricos pobres, todos estão convenientemente deslavados num arranjo pouco natural. O mesmo podemos dizer das supostas idades das personagens que alguns actores encarnam. Basta olhar para todos as séries (e filmes, claro está) onde as colegiais parecem saídas de uma fraternidade de veteranos de faculdade, e os pais parecem poucos anos mais velhos. Para isso vejamos um exemplo paradigmático: na genial série Nip/Tuck veja-se as personagens de Joely Richardson e John Hensley, que faziam de mãe e filho, quando na realidade tinham 12 anos de diferença. A explicação desta pequena curiosidade pode prender-se mesmo até com a própria mensagem da série: o conceito de beleza e perfeição em que a sociedade se afoga, faz recorrer a estériotipos que no ecran resultam, mas cá fora não. Nunca a velha suspension of disbelief fez tanto sentido.
Rock The Casbah
Rock The Casbah
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Ao Som da Estação
Depois de um mês de ausência, marquei o regresso por mostrar a imagem e o som do verão. Mas, querendo voltar a escrever regularmente no blog, e não querendo manter-me sempre na mesma área, reparo que é complicado, senão mesmo impossível. Dou por mim a ouvir uma meia dúzia de músicas repetidamente, sabendo que ficaram elas associadas a pessoas, coisas e sítios deste meu último(?) ano de soltura.
Tomb Of The Primes - Steve Jablonsky
Uma vez mais Steve Jablonsky volta a lançar um trabalho em plena época balnear, que teima em manter-se na cabeça (minha e não só). Este é um tema que ao lado de Infinite White, se destacam tanto no tom, como no estilo de um álbum bastante heterogéneo. Cada vez mais em músicas instrumentais, as vozes femeninas têm presença por forma a transmitir a ideia de calma e tranquilidade. Não fugindo esta peça à regra, nem ao pastiche da Media Ventures, vale por si só como uma entrada marcante e significativa.
Alguém Me Ouviu - Mariza e Boss AC
Se este dueto é improvável, mais ainda foi a minha reacção ao produto final. Cantarem simultâneamente, seria impossível, porque os estilos de ambos são diametralmente opostos; a solução foi a óbvia: cantarem alternadamente, num meio caminho entre estilos, palavras e sentimentos. Vejo-me claramente inclinado para as partes de Mariza, não por gostar de fado, (mas não do dela), mas porque é indiscutívelmente a parte mais forte, até a nível musical, os incontornáveis e essencias violinos e a típica e inigualável guitarra portuguesa. Foi, sem sombra de dúvida, a música mais marcante que ouvi nos últimos tempos; é uma rendição total e absoluta que não diminui, e prova que por mais detractor que possa ser da música comercial portuguesa, sei ceder e render quando a qualidade fala por si.
Favela Escape - Craig Armstrong
Quanto à música anterior falei de rendição. Não foi exagero; mas se essa palavra foi bem empregue, terei que descobrir uma outra mais forte e significativa que chegue para descrever esta música. O filme de que faz parte é de qualidade francamente duvidosa, mas quando pela primeira vez a ouvi, há cerca de 9 meses, "rendi-me" por completo. Armstrong voltou a empregar o seu estilo percussivo, juntando uma orquestra de violinos, criando um tema poderoso, marcante de fácil compreensão e memorização, mas de desafiada degustação. Recomendo, obviamente que ouçam a música na sua totalidade, mas a maior e última riqueza da mesma encontra-se de 1:15 a 1:42.
I60 BPM - Hans Zimmer
Que Zimmer é um incontornável nome da composição não é segredo, muito menos o seu talento. A razão pela qual é considerado, cada vez mais como o mais influente compositar da cena internacional, prende-se com a sua versatilidade já provada, ainda que mantendo o seu estilo. Este I60BPM, é uma obra complexa, mas de atenção merecedora. A forma como os coros se misturam com a eclética percussão e o omnipresente sintetizador, numa composição irregular mas plenamente coerente, é digna de nota.
Tomb Of The Primes - Steve Jablonsky
Uma vez mais Steve Jablonsky volta a lançar um trabalho em plena época balnear, que teima em manter-se na cabeça (minha e não só). Este é um tema que ao lado de Infinite White, se destacam tanto no tom, como no estilo de um álbum bastante heterogéneo. Cada vez mais em músicas instrumentais, as vozes femeninas têm presença por forma a transmitir a ideia de calma e tranquilidade. Não fugindo esta peça à regra, nem ao pastiche da Media Ventures, vale por si só como uma entrada marcante e significativa.
Alguém Me Ouviu - Mariza e Boss AC
Se este dueto é improvável, mais ainda foi a minha reacção ao produto final. Cantarem simultâneamente, seria impossível, porque os estilos de ambos são diametralmente opostos; a solução foi a óbvia: cantarem alternadamente, num meio caminho entre estilos, palavras e sentimentos. Vejo-me claramente inclinado para as partes de Mariza, não por gostar de fado, (mas não do dela), mas porque é indiscutívelmente a parte mais forte, até a nível musical, os incontornáveis e essencias violinos e a típica e inigualável guitarra portuguesa. Foi, sem sombra de dúvida, a música mais marcante que ouvi nos últimos tempos; é uma rendição total e absoluta que não diminui, e prova que por mais detractor que possa ser da música comercial portuguesa, sei ceder e render quando a qualidade fala por si.
Favela Escape - Craig Armstrong
Quanto à música anterior falei de rendição. Não foi exagero; mas se essa palavra foi bem empregue, terei que descobrir uma outra mais forte e significativa que chegue para descrever esta música. O filme de que faz parte é de qualidade francamente duvidosa, mas quando pela primeira vez a ouvi, há cerca de 9 meses, "rendi-me" por completo. Armstrong voltou a empregar o seu estilo percussivo, juntando uma orquestra de violinos, criando um tema poderoso, marcante de fácil compreensão e memorização, mas de desafiada degustação. Recomendo, obviamente que ouçam a música na sua totalidade, mas a maior e última riqueza da mesma encontra-se de 1:15 a 1:42.
I60 BPM - Hans Zimmer
Que Zimmer é um incontornável nome da composição não é segredo, muito menos o seu talento. A razão pela qual é considerado, cada vez mais como o mais influente compositar da cena internacional, prende-se com a sua versatilidade já provada, ainda que mantendo o seu estilo. Este I60BPM, é uma obra complexa, mas de atenção merecedora. A forma como os coros se misturam com a eclética percussão e o omnipresente sintetizador, numa composição irregular mas plenamente coerente, é digna de nota.
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domingo, 30 de agosto de 2009
Allons-y!
É de facto curioso alguns de nós termos a inclinação, senão mesmo a tendência para puxar ao sentimento, seja por uma imagem, um som, uma vivência, uma provação ou uma transição. O que faz de nós aptos a crescer é a capacidade de olhar para trás, e realizar que tudo o que passou, nos fez crescer.Quando devaneio, gosto pouco de falar na primeira pessoa; ainda que transcrevendo isoladamente, muito duvido que esteja sozinho no raciocínio. Se assim não fosse, não haveria empatia, muito menos química entre pessoas por mais diferentes que sejam e que se achem; aliás, é mesmo pela diferença de feitios, vivências, idades e educações que por vezes as melhores experiências surgem. Estamos a elas sujeitos durante todo o ano, mas não será o verão mais propício a que certos sentimentos se acentuem? Por menos comum que a "migração" seja, o paralelismo da mesma faz-nos reencontrar amigos e sítios de toda a vida: todos mudaram, em maior ou menor escala, contribuindo para um misto de saudosismo e construção involuntária de um novo futuro. Este misto vem, então acentuar esses mesmos sentimentos. Os dias que por mais compridos que sejam, são por vezes desperdiçados em sono fora d'horas, e as noites aproveitadas como gozo e vontade de diversão, seja ela qual for. É inevitável que se associem certas imagens ou certas músicas a um verão, por serem as formas que melhor nos fazem recordar o que aquele tempo significou. Fica como imagem o inigualável pôr do sol daquela minha praia, e som o "I Gotta Feeling". Não foram raras as vezes que tive o pressentimento que uma noite seria em grande; este ano muitas foram.
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sábado, 1 de agosto de 2009
Coisas Minhas: São Martinho do Porto
Agosto começa hoje com um dia não tão radioso como se esperava, mas que em nada destoa do tempo estranho que tem estado ultimamente. O último verão que, se tudo correr bem, vou poder estar um mês inteiro na praia começa hoje, e estou disposto a aproveitar ao máximo para que arrependimentos não restem. São Martinho e o seu muito desdenhado clima e praia vão receber quem está disposto a aceitá-lo e lá tenha raizes ou afeições.
The Only Moment We Were Alone
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