Pode ser uma palavra usada à exaustão sempre que se queira caracterizar ou rotular um movimento de massas, mas em nenhum outro encaixa mais do que com o Facebook. Dispensando apresentações e aparentemente inabalável ao decurso do tempo, não estranha que, passado pouco tempo desde a sua implementação, que Hollywood fosse buscar a história dos seus criadores para lucrar uns milhões, conferir mais mística ao instituto e dar a conhecer de forma dramatizada (?) o seu percurso. Numa verdadeira roda viva desde que assinou, há dois anos, o superior "O Estranho Caso de Benjamin Button", David Fincher não seria uma escolha óbvia ou previsível para conduzir esta adaptação ao cinema. Nomes como Chris Columbus, Ron Howard, os costumeiros "adaptadores" de projectos de massa, não deitaram as mãos a um projecto que benificiou por isso mesmo. O toque negro, cru e inteligente de Fincher encaixou que nem uma luva numa história cujos intervenientes são movidos pela ganância misturada com frustrações pessoais e gosto pelo voyeurismo, que, não acaba por diferir muito das personagens por si dirigidas em obras primas anteriores.Quanto de verdade estará numa história verídica, primeiramente transposta para o livro "The Accidental Billionaires" de Ben Mezrich e depois adaptada para o cinema, está obviamente aberta a discussão e é alvo de especulações, mas enquanto exercício de análise ao fenómeno actual, the Social Network é um pequeno grande filme, inteligente, voraz e crítico a um vício de massas que não mostra sinais de abrandamento.
Creep
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