Era uma questão de tempo até Tim Burton deitar as mãos à obra de Lewis Carroll, "Alice No País das Maravilhas". Pode parecer cliché dizer isto, ou então falta de candidatos ao lugar, mas nos dias de hoje, qualquer história ou livro de temática fantasiosa ou gótica a "necessitar" de adaptação ao cinema, espera pelo incentivo de Tim Burton ou Terry Gilliam.A história de Alice No País das Maravilhas faz parte do imaginário infantil de qualquer um, porque o insano mundo criado por Lewis Carroll é suficientemente eclético para angariar crianças pela sua componente infantil, e adultos que o encaram como um elaborado estudo psicológico.
A adaptação de Burton não é um remake, nem uma sequela, mas antes uma revisitação do mundo, que pela sua estrutura acaba por ser ambos. Mas a maior característica deste Alice é que Burton conseguiu a proeza de fazer o espectador sair do cinema sem saber se gostou ou não, tal como um sonho. As falas, o humor, os eventos e as personagens são de tal maneira non-sense que só num filme em que a própria personagem constantemente se pergunta se está num sonho ou não, fazem sentido. Mas feitas contas, Alice é um filme que vale a pena pelo que se vê, e não pelo que se ouve. O desvaire é típico de Burton e, portanto, irrepreensível (se bem que as suas antigas colaborações com Rick Heinrichs, eram bem melhores) tudo o resto é uma diversão adequada, numa linha pouco fiel à história original que tem no seu centro a apagada Mia Wasikowska no papel de Alice, e a irrepreensível Helena Bonham Carter como a rainha DE COPAS.
Alice and Bayard's Journey
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