Quando falamos de séries, toda a gente acha que Flashforward ou ainda está activa ou que vai na segunda série. Infelizmente, ou felizmente, ficou-se pela primeira. Infelizmente porque era uma das melhores séries de 2010 - uma corrida contra o tempo, bem estruturada e executada ao estilo de 24 - felizmente, porque se tivesse continuado, poderia ter perdido grande parte da sua força, como aconteceu com Prison Break.A história gira em torno de um apagão global de cerca de dois minutos, em que toda a gente no mundo viu o seu futuro daí a seis meses. Quando acordam, o caos é geral. Contam-se milhões de mortos e de imediato todos os que conseguiram ver o seu futuro (sim, houve quem não visse nada) entram num estado de apatia total por o futuro que viram ser-lhes completamente inconcebível, passando depois, para um esforço para tentar contrariar ou concretizar esse futuro.
Implausibilidades e improbabilidades à parte, Flashforward acaba por ser mais um ensaio à natureza humana e às diferentes formas de encarar um futuro distante mas agora conhecido.
A meio da temporada, a série perde alguma força, retomando-a nos episódios finais, com a aproximação do "Dia D". Flashforward ficará recordada, principalmente, por ter acabado totalmente em aberto; algumas respostas foram dadas, mas muitas ficaram por revelar. O problema é que nada disto foi intencional, dada a imprevisível decisão da ABC em cancelar a série por não ter o número esperado de telespectadores. Se séries com menos audiências e de muito menor qualidade se mantêm no ar há anos sem fim e sem qualquer razão aparente, o cancelamento desta, ironicamente não foi previsto.
The Surface of the Sun
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