Jerry Bruckheimer é o rei do Verão. Numa carreira que conta já com 40 anos, é considerado um dos produtores mais bem sucedidos da indústria do cinema, com filmes que são uma máquina de fazer dinheiro, e cujos fracassos contam-se pelos dedos. Filmes como A Trilogia de Os Piratas das Caraíbas, O Tesouro, O Rochedo, Armageddon, Pearl Harbor, Inimigo Público, Caça ao Outubro Vermelho, Top Gun, Rei Artur, entre outros, mostram bem que não obstante as possibilidades de fracasso ou o desconhecimento do público quanto ao temas, as vendas mais do que pagaram os custos de produção. Nem sempre, porém, o padrão de entretenimento manteve-se, ou o lucro suplantou o mínimo exigível; mas o que destaca e define Bruckheimer é que a fórmula do sucesso, copiada, mas não igualada por outros no ramo, assenta nos mesmos critérios que se revelam por isso mesmo eficazes. Para isso basta ver a maneira como Bruckheimer conduziu a adaptação ao cinema de Piratas das Caraíbas - um género que não atraía público há mais de 20 anos e uma história baseada numa atracção da Disney que tinha tudo para ser um flop, mas que se revelou um êxito estrondoso que teve duas sequelas e outra a caminho. E como se o cinema já não bastasse para estabelecer um nome e ter sucesso, CSI, também produção sua, dispensa apresentações.
Questão seguinte: como é que se explica que todas as suas intervenções têm um automaticamente um selo autoral maior que o dos próprios realizadores? Será a sua posição enquanto produtor mais infléxivel que os restantes? Imporá um estilo a obedecer na maneira de adaptar, escrever e realizar os projectos que escolhe produzir? Sem dúvida. Talvez seja esse o segredo do toque de midas do actual gigante produtor de Hollywood que está para o mercado dos Blockbusters como os irmãos Weinstein estão para os mercados dos Óscars.
BMBBO
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