Em plena década de 50, Frank e April Wheeler, mudam-se para um suburbio no Connecticut encorporando, à superfície (como o é sempre) o ideal americano. A família feliz, a casa ideal, os filhos desejados, os vizinhos presentes. O ideal americano, ou o esforço para o atingir e a consequente e lógica teatralidade, sempre degenera numa podridão, num colete de forças INvisível, que não é mais que o maior medo da grande parte da sociedade em qualquer época: a banalidade, a rotina, a falta de espontaneidade e a percepção de que não querendo deixar uma marca perene exterior, a realização interior também não terá lugar. É este o centro de Revolutionary Road, dissertação (não original mas maracante) sobre a pressão posta no instituto de casamento e de relação feliz, em que o tiro sai pela culatra.A título de curiosidade, o filme é realizado por Sam Mendes, actual marido de Kate Winslet. Este marca o primeiro reencontro na tela de Winslet e DiCaprio, como casal, e Kathy Bates como secundária 12 anos após Titanic. Há outras curiosidades, que não vou aqui revelar, porque iria estragar o elemento surpresa da história, mas que por coincidência ou não estão lá também.
Nomeações para os Óscars:-Melhor Actor Secundário - Michael Shannon;
-Melhor Guarda-Roupa;
-Melhor Direcção Artística
Nota: Kate Winslet não foi nomeada por este seu papel (não obstante o ter sido, e ter ganho o globo de ouro) porque a Academia decidiu antes nomeá-la por The Reader- O Leitor, por não permitir que um actor seja nomeado duas vezes na mesma categoria]
End Title From Revolutionary Road
3 comentários:
2º parágrafo revela uma fantástica capacidade de copy paste do autor deste post.
boa vasco é assim mesmo!
não copiei não pasteei, pah, deixei-me levar!
eu bem q desconfiava.... tanto palavreado rico e uma abordagem do enredo tão bem feita, não podia vir daquela cabeçinha... obrigada ravara!
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