O Dialecto está de cara lavada. Quer dizer, primeiro que tudo, não tem cara para lavar, tem uma imagem a renovar. Talvez não tenha passado tempo suficiente para justificar esta alteração, mas achei que, em todo o caso, o devia fazer. Fiel ao seu nome, e à minha missão, o dialecto continua a palrar as suas baboseiras, sujeitas e ansiosas de críticas, por crescer ser o mais importante. A linguagem é a mesma(não cedo ao acordo), os assuntos são os do costume, os leitores esperam-se ser os mesmos, e com sorte outros tantos que consiga entusiasmar.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Wireless


Passaram 2 semanas desde que tentei instalar wireless em minha casa. Os telefonemas foram aos milhares, os empregados da Zon mais uma vez mostraram a sua incompetência quer ao telefone, quer na loja, até foram precisos dois routers.
Ah, como se não bastasse, também já tenho certificado de acesso à wireless da Católica. Será que uma comunicação destas merece um post? Talvez não, mas para mim foi um feito; além de que tenho etiquetas que identificam cada post, e este é mais um para o monte dos "para encher".

Não Há Direito!

Na passada terça feira, noticiei aqui o caso do homem que em pleno Tribunal da Figueira da Foz, cortou o próprio dedo com um cutelo, em sinal de protesto à decisão de expropriação de um seu terreno.
Hoje, em pleno desabafo com a Dóna Fátima Lopes, Orico Santos (de sua graça) queixa-se que tudo isto é uma vergonha, e de que há de fazer justiça...pelas próprias mãos, quer-nos parecer!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Irrecorribilidade

O que um mau exame nos faz pensar. Somos seres insatisfeitos, grande parte de nós, pelo menos. Entramos para a escola, queremos dar-nos com os mais velhos, e estar uns anos a acima. Chegamos ao segundo ciclo e queremos ser rebeldes como os do liceu. No liceu estamos na rampa para a faculdade, sinal de autonomia e realização máximas. Chegamos à faculdade, tudo é um entusiasmo, até ao dia que nos começamos a fartar de tudo aquilo, não querendo nada mais do que começar a trabalhar, ser donos de nós, do nosso dinheiro da nossa independência.
É certo que quando lá chegamos, damos por nós a querer voltar para trás. Deixamos verdadeiramente de ser patrões de nós próprios, de poder fugir para a praia a qualquer hora do dia ou da noite; de andar pela cidade; não fazer nada, e fazer tudo, enfim, sermos verdadeiramente donos de nós.
Será que a nossa vontade de termos a nossa própria casa, as nossas viagens, é directamente proporcional às desvantagens de deixarmos de ter a liberdade de estudantes? As vantagens monetárias serão compensatórias?
Enfim, a nulidade dependente de arguição do 120, nº2 d) a propóstito do despacho do Debate Instrutório, não merece mais importância do que a que lhe estou a dar, mas faz pensar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Nada a dizer.

"The Only Moment We Were Alone" - Explosions In The Sky

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Insólito!

Em pleno gabinete da juíza, no Tribunal da Figueira da Foz, num processo de execução, um homem cortou um dedo com um cutelo que trazia escondido, como forma de protesto à decisão da juíza.

O Melhor Emprego do Mundo

Retirado do site da TSF:
"Uma empresa australiana está a oferecer o melhor emprego do mundo, com apenas uma vaga. O candidato seleccionado irá receber um ordenado milionário e terá de viver seis meses numa casa de luxo em uma ilha paradisíaca e experimentar várias actividades, entre as quais mergulho e escalada. Terá também de manter um blogue actualizado com fotografia e vídeo."

Até que ponto é que podemos considerar isto um emprego? Não há ordenado, colegas, patrão é discutível, horários, deveres, direitos, não são iguais aos dos comuns mortais. Pareço quase um socialista sindicalizado, como estou longe disso, calo-me; mas que é um bom "emprego", isso é.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Austrália De e Por Baz Luhrman



Sete anos após Moulin Rouge, baz Luhrman regressa à cadeira de realizador, desta vez com um tema que lhe diz mais ainda que os anteriores: Austrália, a sua terra Natal. Como seria de esperar, todos os profissionais envolvidos, desde o elenco à equipa técnica são australianos, todos lutando para fazer o melhor para vender o seu país, contando uma história que nos faça lembrar que há mais lá que cangurus.

No filme, realmente há bastante mais que cangurus, resumido-se a sua intervenção a uma cena genial; mas não há tanto mais quanto seria de esperar. O que temos aqui é um bom filme, é verdade. Luhrman quer reviver, e fá-lo bem, todos os grandes clássicos da época de ouro do cinema, não plagiando ou imitando, mas prestando-lhes a devida homenagem. Aquilo a que Luhrman se propõe e não cumpre é fazer deste épico um acontecimento tão marcante e grandioso como os filmes que homenageia. A culpa não é de uma falta de ritmo, mas antes de uma decisão de que tipo de filme quer fazer e de como o filmar. A primeira meia hora, parece retirada dos excessos estilísticos de Moulin Rouge, que não têm aqui o encanto do musical, jogando antes contra o épico. Depressa Luhrman se redime e aborda a história como deve ser. Kidman e Jackman estão irrepreensíveis nos seus papéis (ela peca por algum overacting no início, mas lá se acalma) e o pequeno aborígene que é suposto comover-nos, tão depressa o faz isso mesmo, como o oposto. O factor místico/cultural associado à Austrália é o que mais vai distanciar o público da história. Acho bem que se mantenham na história todas essas características culturais do povo aborígene, mas chega a roçar o ridículo transformando uma cena impressionante (a da debandada do gado) num momento que até o mais transigente se vai ver desafiado a aceitar.

Austrália está longe de ser um mau filme. É um filme Bom. Mas não é bom filme suficiente que faça renascer os grandes roamances épicos, como tinha obrigação. Baz é capaz de bem melhor. Mais tempo dispendido no argumento e na contenção estilística tinham benificiado o filme, que ainda assim nos faz assistir por quase três horas a uma bela história, bem filmada, melhor representada e algo nostálgica.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sofia Coppola: Um Resumo

Já tinha para mim que Sofia Coppola era uma cineasta de excepção. Há duas noites não sabia que filme rever, tirei um à escolha e saíu um dos meus preferidos: Lost In Translation. A propósito dele, lembrei-me de passar aqui em revista a curta mas bastante significativa carreira de Coppola, prova viva de que "filho de peixe sabe nadar", não tendo aproveitado as cunhas do pai, tornou-se grande por mérito próprio.

As Virgens Suicidas (1999)
O título não deixa ninguém indiferente, assim como o filme, que marca a primeira incursão da realizadora/ argumentista no cinema mainstream e que conta a história trágica das cinco irmãs Lisbon que vivem sob um tecto de regras e obsessionismo católico. O suicídio final (que não é obviamente surpresa) provoca em nós o mesmo fascínio que nos vizinhos. Por mais que conjecturemos hipóteses, Coppola cria-nos uma atmosfera de mistério e inocência de uma história não tão fora do vulgar quanto isso.






Lost In Translation (2003)
Não é exagero chama-lo uma pequena obra prima. Para quem se entregue a este filme, aparentemente tão simples, de dois americanos perdidos em Tóquio e no mundo, descobre a profunda mensagem que Sofia nos quer fazer perceber: um olhar, uma atitude, um pensamento, e uma final mensagem imperceptível ao ouvido dizem tanto mais que um desabafo. Coppola não só é hábil escrever personagens e a filmá-las, como também em 100 minutos nos faz pensar e interiorizar aquilo que sabemos, mas não exteriorizamos. Lost In Translation não é um filme fácil. Mesmo. É um pequeno enorme filme, parte dos meus indispensáveis. Se quatro nomeações e um Óscar nas categorias principais para um filme com um orçamento irrisório não são explicativas, então não sei o que será.



Marie Antoinette (2006)
Adaptações ao cinema da última Rainha de França, foram mais que muitas. Como esta, não houve nenhuma. Não que tenha sido melhor ou mais explicativa que as outras, mas sem dúvida irreverente na abordagem. Um retrato fiel, porém anacrónico, da corte francesa entregue a luxos desmedidos enquanto o povo morria à fome. Coppola abordou a vida da rainha não tanto como a déspota irresponsável que foi, mas mais como mais uma das culpadas, vítima de uma corte decadente e de uma educação alheia à realidade.
Não é uma lição de história que Coppola nos quer dar; é um retrato intimista de uma grande figura que até hoje nos fascina.

Com um pequeno grande repertório como este, só é de esperar que a próxima obra da autora, seja de igual calibre.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Malho

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Reviver O Tal Canal!

Após várias reposições e pedidos, finalmente houve o bom senso de editar em DVD o Tal Canal. Salta à vista de todos que Herman José, já não é o que era, e o Tal Canal é a prova mais óbvia. Pode ser um cliché dizer que ele é o maior comediante do nosso país, mas é verdade que o é; se nos formos a lembrar de grandes momentos cómicos de Televisão, o Herman esteve presente na esmagadora maioria deles. Eu próprio sou daqueles que foge a sete pés de ficção portuguesa, mas o que é verdade é que o Tal Canal tinha actores extraordinários, capazes do melhor quando bem dirigidos.

O que faz do Tanal assim tão bom é que acima de tudo era uma sátira da televisão portuguesa dos anos 80 e tinha muita comédia non-sense. Informação 3, O Tempo dos Mais pequenos, Jaquina Jaquina Jaquina, Cozinho Para o Povo e especialmente o Diário de Marilú, eram todos eles irrepreensíveis. Agora que já revisitei a série, sou um fã ainda maior. Aconselho todos a fazer o mesmo, para ver o humor português na sua melhor forma.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Batman e os Óscars

O Cavaleiro das Trevas, foi indiscutívelmente um dos filmes mais marcantes deste ano que passou. Veio redefinir a abordagem ao género dos super-heróis, aumentou claramente a fasquia estabelecida no filme anterior e esteve envolto em polémica, quer por ter sido o filme final de Heath Ledger, quer por ameaçar seriamente Titanic como o o filme mais rentável de sempre. Mas será que na época de prémios que agora começa vai ser devidamente recompensado, ou ignorado como foi o caso de tantos outros marcos do cinema que ficaram a ver passar navios?

Se as nomeações para outras cerimónias forem indicadoras de alguma coisa, então Batman não está na melhor das posições; tem sido quase universalmente ignorado noutras categorias que não a de Melhor Actor Secundário. Ainda que os críticos de renome pelo mundo fora, coloquem o filme no topo das suas listas, não deixa de ser frustrante que não tenha, por enquanto, o reconhecimento merecido (nas referidas cerimónias, claro).

É certo que o género do filme normalmente não tem este tipo de reconhecimento nas cerimónias de prémios (exceptuando as categorias técnicas), mas os elogios que o filme tem recebido, claramente ultrapassam esse "handicap". A própria abordagem de Nolan à história é a de criar um homem normal (ou talvez não) numa sociedade mergulhada em anarquia. Para quem viu o filme, sabe tão bem como eu, que não parece que estamos a ver um filme de super heróis tal como os que chovem todos os anos; antes um thriller dentro do 'crime-genre', muito longe da abordagem gótica de Tim Burton, e mais ainda do carnaval de Joel Schumacher. Circularam ainda teses, a meu ver ridículas, de que o filme é neo-conservador passando o lema de "some men just want to watch the world burn", e de compararem o próprio Batman a George Bush. Todas estas politiquices podem justificar a ausência de nomeações, que parecem só funcionar para alguns temas, razão pela qual os prémios da academia (que nelas mergulham e na mais das vezes, as fomentam) têm caído em descrédito ou indiferença.

Imune a tudo isto parece estar a prestação de Heath Ledger, malogrado actor que certamente vai ver o seu papel de Joker nomeado pela Academia. Quanto a esta questão, podemos perguntar-nos se a razão de ser desta quase certa nomeação se deve a questões políticas e polémicas, se a um verdadeiro mérito. A primeira hipótese pareceria justificar-se pelo facto de a academia ter tendência a fazê-lo, ou pelo menos por que convêm fazê-lo; mas admitir isso seria desacreditar o valor do actor e do seu papel, o que seria a injustiça maior, já que é ele mesmo que ajuda a elevar o filme tão alto.

Seja como for, qualidade ao filme, ninguém tira. Reconhecimento pelos entendidos, pode não vir a ter, mas o público pode vir a fazer justiça quando agora em Janeiro voltar às salas de cinema, e suplantar, ou pelo menos ameaçar Titanic como filme mais rentável de sempre, nos EUA pelo menos, faltando-lhe apenas 30 milhões de dólares, valor nada complicado de auferir.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Oferta Única


Comprei ontem a revista automagazine. Vinha plastificada, e com um autocolante a dizer que tinha como oferta a revista Super Interessante. O que é realmente super interessante é que esta revista de oferta é de Dezembro de 2007.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Balanço de um Ano

Outro ano acaba. Foi um ano melhor? Pior? Igual? Medindo-o em eventos, foi um ano marcante. A crise instalou-se a nível mundial, a América elegeu um novo presidente, os combustíveis flutuaram. Não foi um ano bom, mas já tivemos pior, e é por isso mesmo que acho que não podemos ser ingénuos ao ponto de acreditar que virá um ano sem acontecimentos negativos marcantes que nos faça concluir, mais uma vez “que não há memória de um ano assim”.
Olhando para trás, tentando definir este ano, vejo-o como um ano de chegadas e um ano de partidas, um ano de ganhos e perdas, de alegrias e tristezas.
É inevitável que, ao recordar um ano, não nos lembremos do bom e do mau, do que ganhámos e do que perdemos. 2008 foi o ano em que uns amigos chegaram e outros partiram, dos que se ausentaram e dos que regressaram.

Foi o ano em que vi a minha família aumentar (ao ser tio pela segunda e terceira vez no espaço de um mês), e diminuir ao ver partir o meu primo-irmão Pedro e ter, para querer manter, amigos fora de série.
Tive a alegria de a tarde e más horas ter acabado o meu curso, e começar o meu mestrado; a sorte de passar duas semanas a correr o Egipto de Norte a Sul; a habilidade de manter o carro dos meus sonhos e a percepção de que aos 24 tudo isto não é tão fora do normal, apenas forte e marcante.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Como o Natal nos revela.


Não é de todo despropositado que fale sobre este assunto na antevéspera de Natal (se bem que o queria ter feito mais cedo).
Este ano o Banco Alimentar Contra a Fome, em Portugal e Itália, registou um aumento de donativos na ordem dos 17%. Há quem encha a boca para dizer que o ser humano em tempos de crise se torna egoísta e mau. Para quem apoia essa teoria, eis a prova do contrário.
Esta notícia pode não ser novidade para muitos, mas não é demais fazê-la circular, e lembrar a todos de que somos, de facto, capazes.

Outro vício de Música

Meus amigos, mais uma vez peço-lhes que não olhem para a imagem, e que ouçam com muita atenção. O filme de onde é tirada não interessa pra nada, é igual a tantos outros. A banda sonora, não por inteiro, destaca-se. Cada vez mais tenho seguido o trabalho de Craig Armstrong desde Moulin Rouge, passando por The Clearing, World Trade Center e especialmente por Elizabeth: The Golden Age. Se vos interessar, digam, que recomendo mais!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Dia de anos

Hoje faço

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

VOX POPULI, II: Gisela Dá Porrada

Vox Populi regressou para o regozijo dos milhares de seguidores que vibraram com a primeira parte desta rúbrica. Palavrões chovem, braços voam, nível instala-se. Não conheço quem não tenha adorado este vídeo; há até aqueles que fizeram de certas passagens o seu toque de mensagem. Não revelo nomes. Por agora, deliciem-se com o vídeo e com as palavras de todos os que me enviaram comentários.


"Vox Nobilis nº2: Beleza! Honestidade! Inocência! Palavras que ganham sentido quando se descreve a cena, a vida, a Gisela!"
Filipe Ravara


"Claramente que a Gisela é uma Senhora! Ela é a prova de que os livros da Paula Bobone têm imensa utilidade. Parabéns Gisela, concordo que, de facto, a Sandrinha é de um baixo nível tremendo.
É tão triste assistir a uma cena destas... Equiparo toda esta situação a:
Uma mosca que chama outra mosca de porca porque anda metida em cima do esterco."

Tomás Mesquitella

"Quem não viu tem que ver antes que a gisela desfaça a outra
Ficará para sempre a pergunta: "Será que vais ser capaz de dar 1 filho ao luís?" e a gisela não vai de modas e BATSEUU na cara da outra... ficou td REZISTADO...
" a Gisela puxou-me os cabelos para fora" (para aonde seria, pergunto eu) e a gisela diz "dou-te na cara e dou-te na tromba se for preciso". O grande mestre foi logo chamado para a liça, mas o micro aaaatingiu o que ela disse
Enfim, a Sandra remata com... "eu mato-a, eu esterrinco-a até à morte, eu mato-a... eu n desço ao nivel dela (pq ela é mt fina), mas se for preciso baixar ao nível dela eu ponho-a no hospital, ponho a gaja no hospital."
"Eu sou assim, eu sou assim, Santa paciência ela volta-me a dizer alguma coisa q eu n gosto e leva logo na tromba." " Entra a matar, desfaço-a, vai pro banco de SAN José" VIVA PORTUGAL"

Francisca Correa Nunes

"Para começar, quero dizer que não gosto do nome "Gisela". É feio! Acho que se fizéssemos uma estatística de quantas pessoas com o nome Gisela ou Soraia deram pó torto, teríamos um número, diria eu, vá lá 98%! Portanto, o vídeo a que acabámos de assistir é perfeitamente natural e até óbvio. Se a moça se chamasse Matilde, o máximo que aconteceria era ver uma cara feia e talvez um "tu és uma estúpida, vê lá se é preciso chamar o Jarbas!".
O repto está lançado: Mães e Pais deste Portugal, se quiserem ver pancadaria das antigas, comecem por escolher bem o nome dos vossos rebentos! Vocês sabem quem são!"

Pedro Lobo Xavier

O que dizer...? Muito bem escolhido Sr. Cid. Será difícil igualar a POPULIdade deste vídeo. O bater no fundo da televisão portuguesa.
A Marília e a “Caterina” cresceram. Amadureceram e tornaram-se mais refinadas. Mudaram de nome e tornaram-se na Gisela e na Sandra, respectivamente. Falam, discutem... Porém não se contentam com as palavras e partilham contacto. Adivinha-se um final trágico pois Sandra promete esterincar (?) Gisela até à morte. Será que Gisela vai ficar “alejada”?

Duarte Coutinho

OPTIMus


As palavras aqui não são precisas

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Carros, não o filme.

Carros. Deve haver gente tão mais capaz de falar sobre carros do que eu. Limito-me a gostar muito, mas a não perceber tanto como queria, daí forçar-me a, de vez em quando, ler uma Auto Hoje, Auto Foco, etc.

Quem me conhece, está farto de saber e ouvir falar que não há carro melhor que o meu, e não o trocava por nenhum: consequência lógica de ter a sorte de guiar o carro dos meus sonhos. Mas ainda pensando se tivesse que escolher, qual seria? Não sei, francamente. A razão pela qual digo que não trocava o meu é também por não haver nenhum dentro dos mesmos valores que me faça perder o sono.

Sempre tive uma panca por jipes, e agora uma fixação por SUV's, mas vendo agora que qualquer trophy-wife anda montada num Cayenne, que Q7's e X5's e X6's nascem do chão, numa cidade onde não há sítio para os meter, pergunto-me até que ponto é que será prático para mim ter um. Quando for maiorzinho, tiver a minha garagem e viver mais à larga, penso nisso!

Enquanto não me puder deliciar ao volante de um carro de luxo pequeno, assim tipo um Aston Martin Vanquish (1), Spyker c8 Laviolette (2), Lamborghini Reventon (3) Audi R8(4)...


...espalharei o terror por esse mundo fora em meu MINER!

sábado, 13 de dezembro de 2008

*Christmas* is all around, actually

Há um conjunto de filmes que toda a gente associa ao natal. Assim que chegamos a esta época, as televisões repetem pela milionésima vez filmes que com o natal pouco ou nada têm a ver.

Nunca a minha casa da Chamusca se vestiu de Natal tão tarde como este ano, mas já vai sendo tradição que quando tal acontece, o Love Actually está de alguma forma presente - ou o filme ou a banda sonora.
Deve haver muito pouca gente que ainda não o tenha visto: não por estar na tal fase de repetição à exaustão na televisão, mas porque é o filme de natal que precisamos. É uma história-mosaico, em que nos vemos de alguma forma representados. É o humor, é o ambiente, é a história e a mensagem que até o mais cínico se vê desafiado a criticar.

O quanto eu gosto deste filme não é segredo, mas se há quem dúvidas tenha, sugiro que veja este vídeo. Sei quem me vai criticar ou revirar os olhos por achar que este é um dos melhores aberturas de um filme, mas em apenas 1:12, Richard Curtis, com simplicidade, inteligência e sensibilidade conseguiu escrever e filmar o que muitos sabemos, mas não realizamos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lucky - Jason Mraz & Colbie Caillat


Aqui está uma música que descobri e gostei bastante. Não é AQUELA coisa, mas antes que nos fartemos dela na telefonia, aqui deixo um "you heard it here first" (acho eu)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Família da Ilha Paraíso

Dois hectares de terra servem de nova casa a uma família alemã, que para cá escapou querendo criar um novo estilo de vida que leva o ser naturalista ao extremo. As crianças não vão à escola, os pais é que as ensinam; exercício físico só no trabalho, porque o desporto antagoniza as pessoas; as doenças curam-se por si só, por serem um processo de renovação do corpo humano, logo nem as crianças recebem acompanhamento médico; os alimentos não são cozinhados, porque o fogo mata a comida e se os animais comem desta maneira e não são loucos, nós tal devemos fazer, e deixaremos de o ser.

O patriarca da família é um ex guitarrista punk, que desenvolveu esta ideia de sociedade simplista, mas exigente após uma incursão quase fatal pelas drogas e pelo álcool, que só se viu curada com uma temporada entregue a si mesmo no meio da selva. Agora curado, não achou nada melhor que sujeitar toda a família ao estilo de vida que o salvou, acreditando que o pode salvar a eles também. Salvar, ao que parece, do que é ser igual a todos nós: não isolados, mas integrados numa sociedade pejada de diferenças, qualidades e defeitos que nos fizeram, afinal de contas, evoluir para o que somos hoje.

Num pequeno bocado de terra em que uma família cria as suas regras, orquestradas pelo isolamento (não total, pois não dispensam Internet e o telefone), há planos para a expansão: o patriarca quer aumentar o número de filhos de 5 para 20. O patriarca tem é que lidar com as eventuais baixas, uma vez que a matriarca fugiu para a Alemanha porque não aguentou a pressão.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Está tudo Speedado


Diz-se que um argumento para o Speed 3 corre por Hollywood. O primeiro teve boas "rodas" para andar, segundo é mau que dói, o terceiro não se imagina como pode funcionar. O esquema é sempre o mesmo, portanto, o que muda parece ser só o meio de transporte. Por isso venha de lá qual quiserem, não contem é comigo para gastar gasolina para ver a Sandra Bullock aos comandos de um avião, de um comboio ou de um triciclo imparáveis.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

5020, Salzburg, Österreich


Faz precisamente hoje dois anos que esta fotografia foi tirada. Estava em Salzburgo a viver há já três meses, o passear em grupo a seguir ao jantar já se tinha tornado um hábito e nem as temperaturas abaixo de zero nos impediam de manter a rotina. O saudosismo com que olho para trás e me faz rir cada vez que me lembro de cada dia naquele pequeno canto da europa tão meu, não me faz, nem por um segundo triste; antes com pena por não ter ficado mais tempo, pois seis meses para devorar tanta coisa, não chegam nem por sombras.
Por mais que as fotografias nos ajudem a recordar, a verdadeira memória está-nos gravada. Cada viagem, cada noite, cada experiência, cada amigo, cada riso, cada contratempo está lá para fazer desta experiência tão mais que um todo mas uma compilação de cada coisa, tão grande na sua pequenez.

Ein andere blick, ist in ein andere reise nach die traum Stadt Salzburg war.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

( )

"São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo cegou-nos, o medo nos fará continuar cegos."
São palavras de um autor que não prezo, quer pela escrita, quer pelas ideologias ou crenças. Mas o que diz neste excerto diz muito.
Será que precisamos de um evento marcante para nos apercebermos de uma nossa realidade ou característica? Chamemos-lhe "traço". É o traço intrínseco a todos nós, ou alimentamo-lo? Por mais que não gostemos, ou evitemos embrenhar por pensamentos mais ou menos profundos, mais ou menos existencialistas, maçudos, preguiçosos mas todos eles inerentes, a verdade é que por vezes para lá somos levados. Toda a realidade pré e pós cegueira tem um momento comum: aquele que fez o estado de coisas alterar-se, momento esse cuja causa não interessa, mas cuja importância, essa sim, releva. Agiremos, ou teremos que agir dependentes apenas de um evento? Se sim, prova que a nossa característica de cegos não mais desaparecerá pois faltou-nos percepção, acção, fazendo de nós cobardes; por recearmos conhecer a verdade, ou por recearmos a consequência da aceitação da mesma. Se não, faz de nós seres corajosos e determinados.

Posta esta distinção, é inevitável vermo-nos colocar, ou tentar, pelo menos, numa delas. A verdade é que acho que o ser humano não encaixa verdadeira e realmente numa só, mas em ambas. Por mais destemido que o determinado seja, o medo está sempre presente, medo esse que por vezes veste a capa de senso ou racionalidade como lhe quisermos chamar. Mas ter medo é ser Humano, faz parte daquilo que nos define, daquilo que nos move.

Que obra é esta que me levou a um tão grande desvaire? "Ensaio Sobre a Cegueira", do Saramago. Quando perguntei a um amigo se já tinha visto o filme, respondeu-me com um "não vejo essas comunices!" Ri-me. Mas quando me sentei na sala de cinema para ver o filme, sabia para o que ia. Não me ia sentar num congresso comunista, para isso estaria no campo pequeno. Não ia ver uma comediazinha romântica ou um qualquer thriller no-brainer, para isso estava noura sala. Sabia que estava a pagar para me sentar num filme que não é fácil, para o qual me estava disposto a entregar, para pensar. Quem for disposto a não o fazer, então não vale a pena entrar. Quem vá para lá criticar a inverosimilhança da história ou dos eventos, está a atacar o filme, mas pelas razões erradas. A razão pela qual a mulher (sem nome, ela e qualquer dos outros) é imune ao contágio; ele não ter manifestações médicas; todos os infectados serem entregues a si próprios e sua convivência, é aqui o menor dos assuntos de debate, até porque esta não é uma história que seja verosímil. O que é, é o que lhe subjaz. A razão pela qual o filme está envolto em polémica prende-se por isso mesmo, o confronto com a nossa possibilidade de estarmos entregues aos nossos instintos animais, claro que a natureza gráfica das imagens e dos eventos não ajuda. Se formos bem a ver, este é o fio condutor da filmografia de Fernado Meirelles que nos tem dado filmes que cada um à sua maneira nos fazem pensar e falar. Foi assim com Cidade de Deus, O Fiel Jardineiro e agora com o Ensaio Sobre a Cegueira, todos eles por coincidência (ou talvez não) baseados em obras já publicadas.

Não vão ver. A menos que tal como eu, estejam dispostos a deixar-se pensar e debater sobre questões filosóficas, agora com um motivo: a cegueira do ser humano.