O Dialecto está de cara lavada. Quer dizer, primeiro que tudo, não tem cara para lavar, tem uma imagem a renovar. Talvez não tenha passado tempo suficiente para justificar esta alteração, mas achei que, em todo o caso, o devia fazer. Fiel ao seu nome, e à minha missão, o dialecto continua a palrar as suas baboseiras, sujeitas e ansiosas de críticas, por crescer ser o mais importante. A linguagem é a mesma(não cedo ao acordo), os assuntos são os do costume, os leitores esperam-se ser os mesmos, e com sorte outros tantos que consiga entusiasmar.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Titan's smashed... - Duelo de Titãs

O Duelo de Titãs não atrai público ao engano. Quem esteja minimamente familiarizado com a história, não pode estar à espera de ver um filme verosímil, "sério" ou profundo. Se a história do choque entre Zeus e Hades, deuses rivais, que disputam a posição de supremacia da Terra, jogando os humanos como peões não for conhecida de todos, então o próprio poster do filme avisa que só lá deve entrar quem estiver disposto a deixar-se divertir. Não posso dizer que gostei do Choque de Titãs pela profundidade da história, que é nenhuma, pela verosimilhança, que também é inexistente, ou pela qualidade das actuações que é bastante duvidosa; gostei de Choque de Titãs por ser exactamente aquilo que promete e deve ser. Gostei da parvoíce, da energia, da diversão. O esquematismo da história e dos eventos não estorvam, os clichés são inevitáveis e inofensivos e a sensação de tongue-in-cheek é uma mais valia.

Por outro lado, O Duelo de Titãs é o mais recente caso em que os produtores resolveram, à ultima da hora, optar por um novo compositor (a 1 mês da estreia mundial) Ramin Djawadi foi chamado para compor uma partitura funcional e pipoqueira, em cima do joelho, quando Craig Armstrong, que trabalhava há meses nela juntamente com Matt Bellamy e os Massive Attack viu o seu trabalho ir por água abaixo. Se os exemplos de Timeline e Tróia serviram de alguma coisa, é que esta decisão, na maior das vezes não é benéfica. Até ouvir o trabalho rejeitado de Armstrong, não posso tomar posição, mas a julgar pelo serviçal trabalho de Djawadi, não me parece que venha estar enganado.

Scorpiox

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Jason Bourne no Iraque - Green Zone

Fazer filmes sobre a guerra do Iraque não é fácil. Abordar um tema actual com repercussões no mundo inteiro e passível de ferir susceptibilidades manifesta as óbvias dificuldades, razão pela qual com a excepção (discutível) de Estado de Guerra, nenhum filme de guerra ambientado no medio oriente ficou na memória pelas melhores razões.
A abordagem de Paul Greengrass, proveniente de documentários de guerra, catapultado para a fama por ter dirigido os dois últimos capítulos da saga de Jason Bourne, foi fiel ao seu estilo contando a história de um tenente americano determinado a desmascarar um tráfico de influências, uma teia de mentiras e uma iminente insurgência. O facto de Greengrass trazer atrás grande parte da equipa com que trabalhou na saga de Bourne, é simultâneamente a maior força e a maior fraqueza do filme: o talento, o estilo e o ritmo são irrepreensíveis, mas a manutenção desse estilo faz-nos inevitavelmente concluir que Green Zone é um filme que não se aguenta sozinho. Parece, por um lado, a parte 4 da referida saga e, por outro, mais um no filão de filmes ambientados na guerra do Iraque, por não fugir aos traiçoeiros clichés do género, como por não trazer nada de novo. Para se abordar uma temática que não tem resolução definitiva, ou se propõe um desfecho utópico/hipotético, ou cai-se no mesmo lugar-comum que todos os outros já caíram.
Green Zone fazendo um pouco de ambos, não se esquiva, porém, do esquecimento em que vai cair; vale não tanto pelo conteúdo, mas pela forma como Greengrass o filma e nos cativa e, especialmente, ao som da frenética e soberba banda sonora de John Powell.

Opening Book

terça-feira, 6 de abril de 2010

Concertos?

Tenho notado que as minhas reservas quanto a concertos têm mudado ultimamente. Como viciado e devoto bandas sonoras que sou, e pelo que tinha ouvido em vídeos, sempre achei que uma actuação ao vivo não iria fazer justiça a alguma das mais complexas peças que oiço. Até ao ano passado quando fui assistir, por duas vezes, ao concerto da Lisbon Film Orchestra, que contrariou a minha posição.

O problema que tinha não era com concertos em geral, era com os artistas em específico - estrelas de renome, de popularidade colossal que dão concertos de qualidade bastante duvidosa. As músicas trabalhadas em estúdio resultam bem, ao vivo perdem o encanto. Esta posição não pode, obviamente ser generalista - mais uma vez os melhores são capazes do pior, e vice versa.

Pela segunda vez, no espaço de um ano, perdi a oportunidade de assistir a um concerto de alguém por só tardiamente os ter descoberto. Aconteceu no final de 2009 quando descobri que o compositor clássico Ludovico Einaudi, tinha dado um concerto em Lisboa 3 dias antes de ter ficado viciado. Voltou a acontecer hoje quando, me perguntaram se tinha ido ao concerto dos Florence + The Machine que esgotou a Aula Magna no dia 16 Março , quando só há 1 semana os conheço e oiço sem parar. Não duvido que mais cedo ou mais tarde voltem, mas espero que a o ditado do "não há duas sem três" não se aplique aqui outra vez.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Conta é a Notoriedade do Resto

Desconcerta-me o facciosismo dos pseudo-entendidos que estão por detrás da selecção de nomeados e prémios. Se um filme agradou desmesuradamente a crítica, há a inevitável tendêncida de premiar, ou pelo menos nomear todas as partes do mesmo - basta olhar para as categorias técnicas que o gigante do ano passado, Slumdog Millionaire, arrecadou, por ser o filme indicado a levar tudo. Como não se pode justificar atribuir o prémio máximo a um filme com uma ou duas nomeações, há que indicá-lo para 4 ou 5 mais, para fazer peso. É uma verdadeira injustiça, pois não se reconhece o que de melhor se fez no ano que passou, passando tudo por um jogo de interesses e políticas de facciosismo.

Tudo isto a propósito da banda sonora de Anjos e Demónios. Hans Zimmer dispensa apresentações; é um compositor de renome e com provas dadas. Se bem que isso não é sempre líquido, pois os melhores são capazes, por vezes, do mais desenxabido; o seu trabalho para a sequela d'O Código Da Vinci superou as expectativas. É um trabalho complexo, dinâmico e eficaz, que tem a mais valia de funcionar tão bem com ou sem imagens. Independentemente das críticas associadas ao filme de que faz parte (à semelhança do que aconteceu com o seu antecessor) o feedback que teve foi extraordinário. Zimmer fez o melhor uso de coros, cordas e percussão criando uma sólida partitura que convida à revisitação. Nomeação aos Óscars? Não. Zimmer foi nomeado por Sherlock Holmes, que não retirando as qualidades (é de facto muito boa e inovadora quando poderia não ter sido), mas viu a sua nomeação por Anjos e Demónios açambarcada pelo fenómeno the Hurt Locker de Marco Beltrami.
Não morro de amores por Marco Beltrami, não acho que os seus trabalhos sejam propriamente ricos melodicamente e, não obstante contar já duas nomeações, a falta de interesse dos seus trabalhos, na minha opinião, atinge com Hurt Locker o seu exemplo último. Compare-se a diferença entre ambos e logo se conclua.


Não quero com isto dar a entender que venho tentar boicotar a popularidade de Hurt Locker (que poderia fazê-lo) por ser um incondicional fã das adaptações de Dan Brown (que não sou), mas na minha óptica, ser devoto da arte da composição instrumental é saber separar as águas e reconhecer as mais valias ou superioridades de certas partituras, ainda que estejam associadas a filmes menores. Mais uma vez é de reter: gostos não se discutem e a subjectividade é isso mesmo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Sécondieme

Não tenho noção de qual é o número estimado de leitores mensais da revista Premiere, única e fiável revista de cinema em Portugal. Desde 1999 (com uma interrupção de quase um ano) que sou assíduo leitor desta revista, tendo guardado e lido cada número, como reconhecido vício de um vício.
Este mês, porém, a revista tardou em ser publicada; muitos, inevitavelmente pensaram, que tinha sido cancelada, ou então o atraso seria devido à cerimónia dos Óscares, que por razões de formatação, impressão e distribuição nunca é acompanhada no mesmo mês. Contrariando esse medo, as boas notícias chegaram: a revista não foi cancelada e a publicação tardia deveu-se, também, ao acompanhamento dos prémios da Academia.

Porém, essa razão não foi a única. Com um novo design, um novo alinhamento e uma nova equipa, este recomeço não descurou a paixão pelo Cinema. Estas são as boas notícias. As más, é que absolutamente nada estava errado com o formato antigo e, "entre secções que foram transformadas, outras que foram descontinuadas e outras que são inteiramente novas", nasceu uma revista que abdicou de tudo o que dava força à antiga edição e introduziu rúbricas que, não sendo desnecessárias, estão longe de superar ou mesmo compensar, as antigas.

Pelo que venho lendo, a opinião não é singular. Imagens desproporcionadamente grandes, textos comparativamente pequenos e vagos, poucas notícias, pouco entusiasmo. Acima de tudo, há aquela sensação de chegar ao fim da revista e perguntar "onde é que está o resto?". Sei que pode ser a minha década de habituação a um formato brilhante e internacionalmente harmonizado a falar, mas mesmo que se quisesse mudar ou refazer, então que se inovasse. O balanço final é exactamente o contrário.

Não perdendo, imagino, leitores, arrisca-se a que estes se sintam menos entusiasmados a correr para as bancas todos meses. Além do que noticiava e documentava, analisava com graça e inteligência, através de rúbricas bem pensadas e eficazes, a história, os factos e as notícias do cinema que todos os que compravam, adoravam.

Melhores dias virão, acredito, porque a expressão do público através da opinião ou da adesão, irá falar mais alto, para que ao menos a única publicação nacional concentre, como dantes o que mensalmente queremos e ansiamos ler.

The Painted Veil

domingo, 21 de março de 2010

O Primeiro Bom Sabor de Verão - Wolf Gang - The King and All Of His Men


Desesperados que estamos todos por um raiozinho de sol, ou um bocadinho de calor, basta um domingo como hoje, com um pôr do sol como há muitos meses não via, para utópicamente achar que o bom tempo chegou de vez. Como é óbvio que não chegou, ouço à exaustão o equivalente musical à boa disposição do tempo quente: Wolf Gang - The King and All Of His Men.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Videoclip do Limbo - The Lovely Bones


Como tomar posição face a um filme que tecnincamente é irrepreensível, tem um mestro do suspense a dirigi-lo, mas tem uma história tão banal e previsível que dava para contar em metade do tempo? Qualquer apreciador de cinema, à medida que vê este The Lovely Bones - Visto do Céu, tem perfeita noção que as qualidades do filme se devem unica e exclusivamente a Peter Jackson. Visualmente é um filme soberbo, numa versão Alice No País das Maravilhas com partes impróprias a menores de 16 anos. O limbo de Susie é extraordinário e encaixava soberbamente num videoclip; num filme de duas horas e meia acusa o cansaço e o alienamento.Digna de nota é a sequência da irmã da personagem principal a invadir a casa do assassino.
Não tendo a originalidade como móbil, a trunfo só podia estar mesmo na mensagem. Nem aí a vejo. The Lovely Bones é um filme excessiva e infundadamente pretencioso que nem um culto conseguiu reunir.

Alice - Cocteau Twins

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Off With Her Heeeead" - Alice No País das Maravilhas

Era uma questão de tempo até Tim Burton deitar as mãos à obra de Lewis Carroll, "Alice No País das Maravilhas". Pode parecer cliché dizer isto, ou então falta de candidatos ao lugar, mas nos dias de hoje, qualquer história ou livro de temática fantasiosa ou gótica a "necessitar" de adaptação ao cinema, espera pelo incentivo de Tim Burton ou Terry Gilliam.
A história de Alice No País das Maravilhas faz parte do imaginário infantil de qualquer um, porque o insano mundo criado por Lewis Carroll é suficientemente eclético para angariar crianças pela sua componente infantil, e adultos que o encaram como um elaborado estudo psicológico.
A adaptação de Burton não é um remake, nem uma sequela, mas antes uma revisitação do mundo, que pela sua estrutura acaba por ser ambos. Mas a maior característica deste Alice é que Burton conseguiu a proeza de fazer o espectador sair do cinema sem saber se gostou ou não, tal como um sonho. As falas, o humor, os eventos e as personagens são de tal maneira non-sense que só num filme em que a própria personagem constantemente se pergunta se está num sonho ou não, fazem sentido. Mas feitas contas, Alice é um filme que vale a pena pelo que se vê, e não pelo que se ouve. O desvaire é típico de Burton e, portanto, irrepreensível (se bem que as suas antigas colaborações com Rick Heinrichs, eram bem melhores) tudo o resto é uma diversão adequada, numa linha pouco fiel à história original que tem no seu centro a apagada Mia Wasikowska no papel de Alice, e a irrepreensível Helena Bonham Carter como a rainha DE COPAS.

Alice and Bayard's Journey

sexta-feira, 12 de março de 2010

Every Fan Has His Day - John Powell - Green Zone


Ao contrário do que à primeira vista possa parecer, não é o quarto filme de Jason Bourne. O que muda é o cenário, e o nome da personagem principal. De resto, Matt Damon e Paul Greengrass, voltaram a fazer o mesmo. É esperar pela estreia desta semana de Green Zone, thriller de acção ambientado no Iraque.
Por enquanto, fico com o presente que John Powell tão raramente nos dá. Um desvaire de orquestração dominado por percussão e violino que hoje chegou "à minha mão" e que vou devorar sem parar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Oscar Breakdown

"Longa" e "Sem Surpresas" foi a reacção quase unânime do público à entrega de Óscars de domingo à noite. A 82ª cerimónia era já à partida um evento de vencedores pré anunciados, à espera de um evento para oficializar o favoritismo. Com 6 Óscars, Hurt Locker - Estado de Guerra, dominou a noite em detrimento de Avatar que partindo com 9 nomeações, levou apenas 3 em categorias secundárias. Sem qualquer espécie de dúvida, esta edição ficou marcada pelo confronto entre estes dois filmes, mas no final, o que aconteceu foi uma batalha de David e Golias: Hurt Locker, filme independente e de baixo orçamento levou a melhor sobre a produção mais cara e rentável da história. Até na categoria de melhor realizador, Kathyn Bigelow, venceu levando a melhor sobre o ex-marido, James Cameron, que sentado no lugar imediatamente atrás, assistia à sua crecente derrota.

Se a cerimónia do ano passado chamou atenção de todos pela inovação, humor e entertenimento, a deste foi marcada pela longa duração, previsibilidade e falta de espectáculo. Ao contrário das opiniões que tenho lido, achei o humor da apresentação de Alec Baldwin e Steve Martin bastante adequada, se bem que por vezes retraída. O segmento de apresentação dos nomeados ao Óscar de melhor banda sonora foi realmente espectacular.
Por outro lado, ninguém consegue muito bem explicar a razão do segmento sobre os filmes de terror, a rapidez de Tom Hanks a anunciar o Óscar de Melhor Filme, o desastre do segmento in memoriam, a ineficaz escolha de cenas de filmes, a omissão de Farrah Fawcett e a falta de organização da equipa de produção.
Terminada a espera e anunciados os vencedores, resta-nos (em Portugal), esperar por aqueles filmes que não nos deram oportunidade de ver.

Melhor Filme: The Hurt Locker - Estado de Guerra;
Melhor Actor: Jeff Bridges - Crazy Heart;
Melhor Actriz: Sandra Bullock - The Blind Side;
Melhor Actor Secundário: Christoph Waltz - Inglorious Basterds - Sacanas Sem Lei;
Melhor Realizador: Kathryn Bigelow - The Hurt Locker - Estado de Guerra;
Melhor Argumento Original: The Hurt Locker - Estado de Guerra;
Melhor Argumento Adaptado: Precious;
Melhor Fotografia: Avatar;
Melhor Design de Producção: Avatar;
Melhor Montagem: The Hurt Locker - Estado de Guerra;
Melhor Guarda Roupa: Jovem Victoria;
Melhor Banda Sonora: Up;
Melhor Música: Crazy Heart;
Melhor Caracterização: Star Trek;
Melhores Efeitos Visuais: Avatar;
Melhor Som: The Hurt Locker - Estado de Guerra;
Melhores Efeitos Sonoros: The Hurt Locker - Estado de Guerra;
Melhor Filme de Animação: Up;
Melhor Filme Estrangeiro: El Secreto de Sus Ojos;
Melhor Curto Documentário: Music By Prudence Melhor Documentário: The Cove - A Baía da Vergonha Melhor Curta Metragem: The New Tenants Melhor Curta Metragem Animada: Logorama

sábado, 6 de março de 2010

Pushed - Precious

Irónicamente invisível durante toda a vida, Precious teve tudo menos um normal crescimento. Os constantes devaneios que se sobrepõem à brutalidade do seu dia-a-dia são a projecção de uma realidade distante e idílica que Precious acha que nunca virá a ter. Vendido como um drama de puxar à lágrima, Precious é bastante mais que isso. A brutal realidade com que Lee Daniels nos mostra uma hitória vertiginosamente chocante e assustadoramente real, faz com as lágrimas não caiam e dêem lugar a um paralelo sentimento de emoção. Ao contrário da esmagadora maioria dos candidatos aos Óscars, em que o que é dito conta tudo, em Precious o que não é dito conta mais. A iliteracia das personagens e das suas vidas constrói uma literacia desentimentos e de mensagem que muitos tentam e poucos conseguem. Se Gabourey Sidibe não parece que vá ganhar, já Mo'Nique, pode ir preparando o discurso de vitória merecida.



Oh Happy Day

quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma Velha Educação - Uma Outra Educação

Embuída numa previsibilidade gritante, aqui está um dos dez nomeados ao prémio de Melhor Filme na próxima edição dos Óscars. Uma Outra Educação conta a história de Jenny, uma inteligente e determinada adolescente de classe trabalhadora na Inglaterra dos anos 60, que ao iniciar uma dúbia relação com um homem mais velho, vê a sua situação académica, bem como o seu futuro numa universidade de prestígio ameaçados. Adaptado das memórias de Lynn Barber e servido por um elenco de reputados actores britânicos, Uma Outra Educação, acaba por ser o representante daquele reduto de bons filmes que a BBC anualmente lança, como proposta inteligente, contida e com mensagem, que se viu recompensado nas nomeações da Academia.
O disparate da introdução de 10 nomeados (ao invés dos antigos 5) reflecte-se em situações como esta, um filme só com duas outras nomeações, que se viu chamado à corrida dos dez finalistas para encher; não com isto querendo dizer que é um mau filme, é apenas um filme bastante aceitável, seguro nos padrões da Academia, mas que não ficará na memória por muito mais tempo. De relevo é a interpretação de Kerry Mulligan, nomeada ao Óscar de Melhor Actriz Principal, que carrega o filme nas suas costas conferindo-lhe uma maior densidade.
Desire

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Esquizofrenia por Scorcese - Shutter Island

O terror é difícil de abordar. Por outra, é difícil de o tornar eficaz. Nas décadas de 70, 80 e 90, Hollywood aterrorizou verdadeiramente o mundo com filmes com premissas mais ou menos verosímeis, que pela novidade cumpriram o objectivo a que se propuseram. Nos dias de hoje não é tão fácil; o género está gasto, banalizado e com má reputação graças a incursões disparatas e desnecessárias que afastaram os aficionados do género.
Eis que Scorcese, em 2010, resolve adaptar o romance Shutter Island de Dennis Lehanne, ensaio sobre a loucura e a esquizofrenia que trazem por arraste o terror, filmado com a paixão inconfundível do realizador de Taxi Driver. Shutter island não é um filme para todos. Não é terror simples, não é psicologia olvidável, nem é para o estômago de todos. Mais uma vez nos é dada uma lição de como embrenhar o espectador numa história, pondo-nos tão à deriva como os personagens em si, questionando tudo, não acreditando em nada, fazendo de nós detectives no limbo da sanidade, em que a solução só nos é revelada (definitavemente) quando o realizador quer.
Se há previsibilidade, é discutível; não havendo, é bom. Havendo, melhor ainda. se calhar estamos mais envolvidos do que achamos.

Zepp Overture

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A muitos Pés da Terra - Up In The Air - Nas Nuvens

Ryan Bingham despede pessoas como profissão. O começo e o final do seu dia não são constantes. Os destinos, variáveis. Inerente a este estilo de vida, orgulhosamente proclamado, está a solidão e o distanciamento de qualquer pessoa ou bem. Tal realidade não tem uma causa, foi uma rotina adoptada, reiterada e consciente que se tornou único facto. Havendo patrões que não têm a coragem de despedir os seus trabalhadores, contratam quem os faça, e é aqui que entra em força Ryan Bingham que parece ser a pessoa mais adequada à tarefa.

Por vezes penso que me é difícil escrever sobre um filme, não sabendo por onde começar e onde terminar. Up In The Air - Nas Nuvens, garanto, é o filme que mais me custa a descrever, criticar (positiva ou negativamente) e por isso, a tomar uma posição. De antemão, qualquer pessoa de bom senso olha de lado ao próprio ponto de partida da história, mas se em alguns casos, essa realidade serve para expandir uma história, aqui não. Up In The Air é imoral. É com toda a probabilidade o filme mais imoral que vi nos últimos tempos; imoralidade essa não física, gráfica, chocante mas idealmente fria, distante e bruta.
A propaganda da empresa para a qual Ryan Bingham trabalha professa uma pseudo-moral de que um despedimento é a porta para novas oportunidades; moral essa que não é, pelo desenrolar da história, descartada, satirizada ou reprovada. As acções das duas principais personagens só os qualificam como iguais ou piores a essa mesma política de emprego. O distanciamento de tudo, acompanhado por uma rotatividade de gente com quem se cruzam no dia a dia, acaba por ser a mensagem última: a solidão não compensa. Pior, a razão pela qual as pessoas se casam, juntam e assim permanecem é a de se evitar a solidão a curto, médio e longo prazo.

Veja-se o filme de outro prisma: estrutural e linearmente, não é mais do que tantas outras histórias que se centram num "proscrito" por vontade própria, que acaba por mudar o seu estilo de vida e o seu egoísmo porque alguém melhor assim o convenceu. Há sempre o final arrependimento e abandono da vida que se criou e um regresso, ou tentativa pelo menos, à vida que se deixou escapar. O que aqui se destaca é que com o mesmo molde se conseguiu atrair um maior número de público, crítica e prémios pelos actores angariados, pelos diálogos escritos, e pelos planos filmados. Nesse aspecto gostei, e muito, de Up In The Air. Jason Reitman, representante anual do filme independente nas nomeações da Academia, mereceu, este ano, lá estar por ter conseguido a magnífica proeza de ter vendido uma moral involuntária ou voluntariamente (não sei qual é a pior) imoral de forma tão categórica.
Não me surpreende minimamente (acharia até estranho se não assim não fosse) que George Clooney e especialmente Vera Farmiga, estejam nomeados (não irão ganhar) por papéis aos quais trouxeram tanta profundidade. Aqui está uma prova de que não é preciso gritar, chorar, maquilhar ou trejeitar para se fazer um magnífico papel; é saber mostrar em expressões e meros diálogos o que se sente.
Se se entra em empatia, vai depender de cada um; há quem consiga e vá deixar-se seduzir pelos momentos cómicos em detrimento dos dramáticos ou não cómicos; outros, como eu, não conseguem. A mensagem e a premissa entram em conflito directo com os valores; valores esses que não abdicamos.

Honey and The Moon

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Woody Works - Whatever Works

Chegados a Fevereiro sabemos que vamos ter direito ao nosso habitual presente de Woody Allen. Uma história diferente num cenário revisitado, com os jeitos de sempre. Com isot podemos definir o novo trabalho de Woody Allen. Mas não é suficiente; embora a simplicidade da história, a linearidade do enredo e os maneirismos de sempre, a Allen basta-lhe uma hora e meia para nos deixar realizados após uma espera de 12 meses.
Allen é o único autor que, nos dias de hoje, idealiza, escreve e filma como fazia há 40 anos. Os mesmos opening credits, os diálogos inteligentes e eficazes, a atmosfera singular, a teatralidade da encenação e os díspares actores em jeito de improviso ao sabor dos seus maneirismos. Aqui transferiu-os, com marcado ênfase, para a personagem de Larry David, que encarna um alter-ego de Allen, não só na vida real, como nas personagens que vem personificando quando aparece no écran.
O que mais marca este último trabalho é a ainda mais presente teatralidade de toda a história, possível de ser encenada num qualquer palco, não só pela funcionalidade dos locais onde se desenvolve, como pela narrativa em si, com uma personagem principal que frequentemente fala e interage com o público embrenhando-o ainda mais na história com uma leveza de espírito que só Allen nos traz.
Nem de propósito, um filme de Allen enche mais uma sala do que muitos candidatos aos prémios da Academia. Pode ser mais do mesmo, pode não estar à altura de nomeações, mas é um culto que move muita gente; uns simpatizantes, outros, como eu, devotos.

El Noi de La Mare

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Invictus para Eastwood

Fazer vénia a Eastwood é lei. Qualquer plano que filme é de achar soberbo. Cada filme que faz está num patamar acima de qualquer comum obreiro. Era uma óptima maneira de começar uma crítica a um filme de Clint Eastwood, porque estava a favor da corrente generalista e da especializada. Lamento mas não estou. Se bem que reconheço os valores de Imperdoável e Meia Noite na Jardim do Bem e do Mal, não me prostro aos pés do seu autor. Gostos. Acho que Hollywood se está a tentar, e cada vez mais, agarrar ao reduto da geração de ouro do Cinema.
Quando entrei para ver Invictus, posso dizer, por isso, que as minhas expectativas não estavam propriamente no topo; mais uma vez estava lá para ver se percebia o porquê de tanta maravilha.
Não foi Invictus que mo provou, mas o que mais se aproximou. Há de facto sentimento, nobreza e carisma na homenagem que se presta a Nelson Mandela, mas não ao ponto da rendição ser absoluta. É um filme que tem boa projecção quando se sai da sala, fica bem perguntar se já se viu e dizer que se gostou, mas não vai ficar na memória. Escandalizava muitos se Morgan Freeman não se visse mais uma vez nomeado, mas não vai permanecer. E se alguém me conseguir explicar o porquê da nomeação de Matt Damon a melhor actor secundário por um papel rotineiro, agradeço.
Para todos os efeitos, Invictus não sairá vitorioso da corrida aos Óscars. Vai com duas nomeações, e é assim que de lá sairá.

Dedication and Windsong

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu Tenho

Novo ataque da Vodafone - Sound Experience.

Fazer publicidade é lixado. Tem-se na mão a responsabilidade do sucesso de um produto, que pode, em muito, ter sucesso pela maneira como se vende. Não confundir, porém publicidade com marketing. Há empresas com esquemas de marketing excelentes, mas com publicidade danosa - a Frize, por exemplo.

Mas se há coisa que acho que se faz muito bem em Portugal é publicidade: consegue-se pôr um produto a vender pela reconhecida eficácia como ele foi vendido, quer em anúncios televisivos, quer em banners de rua - na linha da frente estando, indiscutívelmente, a Super Bock. Agora, aproveitando a estreia e a afluência em massa aos cinemas de Avatar, a Vodafone resolveu enverdar pela Sound Experience, um projecto que se quer paralelo ao 3D, mas que, ao contrário daquele, tem efeitos diferentes, não necessáriamente melhores.

Somos sujeitos a 2-3 minutos de anúncio, sem imagem, de olhos fechados, em que o que ouvimos deve sugerir o que não podemos ver. Ideia brilhante, bem concebida, mas totalmente desdequada à Vodafone. Se o anúncio "avião" ainda é suportável, (mas não mais que uma vez) o da aula de música é de quase obrigar o mais paciente e entusiasta espectador a sair da sala. Pensava, da primeira vez que fosse piquinhice só minha, mas pela reacção de quem rodeia, já vi que não.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

The Road To The Oscars: Os Titânicos Morreram

É oficial; pela lista que hoje de manhã foi anunciada, não podemos concluir outra coisa que não "os blockbusters" morreram. Como "único" representante do género está Avatar, que por si só carrega o peso do hype, das receitas milionárias e da representação do cinema caro de qualidade.

Pela primeira vez, a Academia resolveu introduzir os dez nomeados à categoria de melhor Filme, passo que ao invés de trazer entusiasmo, não trouxe outra coisa que não insatisfação. Por várias razões.
Se anos houve que a escolha de 5 nomeados pareceu injusta por deixar de fora candidatos que mais mereciam vencer, não era aumentar o número de candidatos para o dobro que resolveria a situação. Segundo, tamanha variedade não vai mais do que dividir votos, num ano que não há nenhum favorito, a consequência é apenas e só a de eleger, com menos força, o que a maioria votou. Terceiro, não houve ano em que nos parecesse tão pouco especial a vasta lista de candidatos.

Avatar foi para o público o fascínio da tecnologia, quer a nível de perfeição técnica, de espanto com o 3D, ou por ter sido o filme que finalmente destronou Titanic como o mais rentável filme da História (não ajustado à inflacção).

Não posso escrever como fosse propriamente uma novidade, viso que no ano passado fiz igual observação: exceptuando as eventuais 5 ou 4 surpresas, os 4 ou 3 esquecimentos, as 3 ou 2 revoltas, nada realmente mudou. O que mais podemos notar é que a par do que há muito se repara, o arrojo do cinema independente ou de baixo orçamento leva a melhor sobre a disparatada e pouco cuidada barulhada ou superficial infantilidade dos blockbusters. Com a excepção de Duplicity e Ágora, não me lembro de nenhum filme que por nós tenha passado que tenha marcado pela positiva e tenha sido esquecido.

O facto de olharmos para esta lista e não podermos dizer se concordamos ou não com as escolhas da Academia deve-se unicamente às distribuidoras nacionais. Não conhecemos mais de metade dos filmes. Quer os arrebata nomeações, quer os silenciosos (mas mais interessantes).

Tal como se vem a passar, desde há muito, com o presente anual de Woody Allen, que é dado aos Estados Unidos em Novembro. Nós recebemo-lo no início de Fevereiro.

I Claim Your Sun

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Não é Preciso Ter Pé Pesado

Foi revelado ontem que a Citröen e a Peugeot vão mandar chamar mais de 97 mil veículos em toda a Europa por causa de um problema nos pedais.

Em causa estão os modelos C1 da Citröen e 107 da Peugeot, produzidos na República Checa pelo Grupo Francês PSA que também produziu o semelhante Toyota Aygo. De acordo com a gigante japonesa Toyota, o Aygo começou a acusar problemas no pedal do acelerador, por este, em alguns caso, não voltar à posição original depois de pressionado.

A medida de recolha destes veículos é puramente preventiva, pois os responsáveis não acreditam que o mesmo problema se registe nos modelos da Citröen e da Peugeot. Não estando, para já, agendada uma recolha semelhante em Portugal, os proprietários serão comunicados por carta do problema, caso contrário, há desculpa para andar a abrir nas estradas, não se poupa é no susto.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Noves Fora...Nada

Noves fora nada, é a conclusão que a maioria tira ao sair da sala de cinema. Aliás, nada do que escrever aqui é novidade ou começo de uma tendência; o entendimento e a opinião generalizada é de que um filme tão cheio de talento pareça tão vazio.

Chicago, há sete anos, afastou o público da mesma maneira que Moulin Rouge, dois anos antes, o havia atraído e Rob Marshall reincidiu na arrojada tarefa de conduzir ao grande ecrã um premiado e renomado músical da Broadway e, à semelhança do que fez com Chicago não maravilhou, ou mais, piorou. Se com Chicago tinha a fasquia alta para superar, com Nove, tinha-a elevadíssima e espalhou-se tal foi a ambição.

Se formos a ver, não está, tecnicamente, nada de errado com Nove. O (muito) bom elenco está lá, o argumento não destoa, e Rob Marshall sabe filmar de forma agradável, firme e eficaz. mas para um filme desta envergadura, queria-se mais do que a superficialidade; é o que separa um bom número músical ou videoclip de um filme de duas horas.

Se a agora defunta Miramax estivesse ainda em exercício, não era de todo difícil descobrir de onde tinha vindo este filme. Veio dos irmãos Weinstein - que não deixa de ser a mesma coisa - um filme pensado, executado e publicitado para a época dos prémios. E vai tê-los, ou pelo menos, ser nomeado a eles.

Eis a mais pura injustiça de Hollywood: muita parra, pouca uva.

Be Italian

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Globos de Ouro

O caminho para os Óscars abriu, oficialmente, ontem à noite; não por a lista dos nomeados ter sido anunciada, mas por terem sido anunciados os vencedores dos Globos de Ouro. Desde o seu princípio que os Globos de Ouro quiseram, não "oficialmente", fazer frente aos prémios da Academia. Missão frustrada, mas não se morre por isso - está, por seu lado, na linha da fente nos prémios televisivos.

O ano que agora se está a premiar parece estar a ser sui generis - Up In The Air, a que a crítica não tem poupado elogios, ficou-se pelo melhor argumento. Depois, temos lá Robert Downey Jr., a ganhar por Sherlock Holmes - que não vai acontecer nos Óscars, Meryl Streep por Julie & Julia, idem, bem como Sandra Bullock que parece determinada a mostrar que não caiu em desgraça, por mais evidências em contrário.

A lista de nomeados dos prémios da Academia não tarda aí, até lá, as várias cerimónias menores apresentam as suas escolhas, convenientemente estreadas nas vésperas, enquanto que nós, por alguma razão que me ultrapassa, só as veremos, quando em Hollywood se estiverem a apanhar as canas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Dança dos Reboots

Não fora a oferta de adaptações ao cinema de filmes de super-heróis já suficientemente alargada, parece que não mostra sinais de abrandar. Hollywood tem feito proliferar as adaptações a um ritmo crescente, assustador e desnecessário, não aprendendo os grandes estúdios com os seus erros, nem tão pouco conseguindo antecipar o falhanço de projectos condenados desde a sua génese.
Se por um lado houve adaptações que resultaram extremamente bem, refelctindo-se tal valor, não só em receitas como em críticas, por outro, casos houve em que não foram para além da boa vontade ou da ambição.

Acontece que surgiram segunda-feira, dia 13, notícias, de que a próxima sequela do Homem Aranha havia sido cancelada. Ainda nos iniciais estados de pré-produção, e debatendo-se com questões de timing de filmagens e re-angariação de elenco, foi decisão do estúdio optar pelo final cancelamento desta sequela e apostar na revisitação do franchise.

Qualquer que seja a abordagem a este tema, há problemas para todos os gostos.
Era precisa uma nova sequela? Para quem gostou das três anteriores, então quer parecer que sim, a avidez por novos enredos, efeitos especiais e malabarismos a meio-ar parece não iria mal vista, reflectindo-se, à semelhança dos anteriores, em receitas milionárias. Para quem aqueles filmes não disse nada, vai achar perfeitamente desnecessária, problema, no entanto, resolvido, basta meter o dinheiro ao bolso ou optar por outro filme.

Com o cancelamento da nova sequela, é necessário o recomeço? Não. Acho que não deve haver muita gente que tenha ficado aliviado com esta notícia, nem tão pouco quem a tenha achado coerente. Opiniões à parte, quando um filme, ou neste caso, uma trilogia, baseada numa banda desenhada de sucesso, com uma incontável legião de fãs, é alvo de um recomeço com uma equipa e elenco novos, nem se pode dizer que seja uma decisão estratégica. É desperdício de dinheiro, é descrédito às obras anteriores, e possibilidade de não retorno financeiro. O reboot da saga de Batman revelou-se plenamente justificado e inteligente, não por ser a coisa mais necessária do mundo, mas porque as últimas incursões a cargo de Joel Schumacher foram dos mais atrozes ataques à inteligência e ao bom senso; reflectiram-se em buracos financeiros e críticas negativas cerradas. Já Hulk, teve um reboot 5 anos depois sem os mesmos efeitos.

Como é que se explica que uma trilogia que rendeu quase 2 biliões e meio de dólares em todo o mundo, justifique, 3 anos depois um recomeço do zero?
Não me sinto "pessoalmente" atacado; na minha opinião não foram as mais bem conseguidas adaptações e as duas sequelas (contrartiamente ao entender crítica especializada) foram dos piores filmes que me lembro de ter visto.
Por isso, e afinal de contas, para mim, se calhar nem são tão más notícias quanto isso: vão refazer uma banda sonora que até nem desgostava em miúdo; mas se é necessária, inteligente e racional esta escolha, de investir, tão pouco tempo depois, tanto dinheiro num projecto bem sucedido em detrimento de outros, não, não é.


Alone

sábado, 9 de janeiro de 2010