A revista Visão da semana que passa hoje de validade fazia um apanhado da última década, com artigos de reputados escritores da praça, sob o título hiperbólico d'"A Década que Chocou o Mundo".
A década de 2000 não acredito que tenha sido a que mais marcou ou determinou o mundo no último século; sem dúvida que fotografias, figuras e acontecimentos fizeram parte do mediatismo mundial e cravaram o seu lugar na história, mas não de uma forma desproporcianadamente mais marcante que outras décadas passadas - veja-se as décadas de 30 e 40, que cicatrizaram directa ou indirectamente meio mundo, privando-o de tudo o que lhe era permitido. Tais privações vieram, no mais, criar um sentimento de necessária mudança posterior que veio sim, culminar na década iniciada com o virar do século.
A crónica, em 130 páginas, vem-nos resumir, à laia de livro de mesa de café o que de mais marcante definiu estes dez últimos anos, tanto a nível internacional como nacional. É de louvar, mas não surpreende pela habitual qualidade, que uma revista como a Visão dedique tão exaustiva embora bastante resumida crónica a um assunto tão importante. Na sua globalidade, não vai surpreender ninguém, porque por mais "desinformados" que sejam alguns leitores, os mais importantes pontos, todos os sabemos; mas não nos faz mal recordá-los.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Se Pocahontas tivesse um AVATAR, Dançava com Lobos
Fiz, salvo erro, dois posts exclusivos a Avatar durante a sua produção. Depois de um silêncio de 12 anos, o novo projecto de James Cameron, queria-se grandioso e polémico, dado que o seu anterior trabalho, Titanic, tornou-se o mais rentável filme da história, ao auferir mais de um bilião de dólares.Cameron está habituado, sem dúvida, a dirigir filmes colossais e, tendencialmente, de ficção científica, por isso não era estranho que regressasse ao género no qual se sente mais à vontade.
Avatar conta a história da colonização e domínio do Planeta Pandora, por humanos que se servem de Avatares - corpos controlados e criados através de uma mistura de ADN humano e extraterrestre - para interagir com os Na'vi. No centro da história, está Jake Sully, ex-marine paralisado, que através do seu Avatar, aproxima-se da população de Pandora, e com a qual cria afinidades incompatíveis com a sua missão. É sabido e lógico, que cada vez mais se torna difícil ser-se inovador a nível de história, mas Avatar não traz o mínimo de inovação (além da técnica digital evidente) que seria de esperar. Os paralelismos com filmes como Danças Com Lobos, ou até com Pocahontas são mais que óbvios; a isso misturados os ingrediantes mágicos e típicos de Cameron - temos Avatar, o filme que mais desilude porque reparamos que doze anos de preparação deram-nos um espectáculo visual soberbo que nos faz esquecer que muito pouco se passa por detrás.
War
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Ágora

Hypatia: filósofa, mulher digna de respeito, defesa e admiração, alvo de discórdia, inveja e revolta. Se as circunstâncias em que estava envolvida não eram propícias para que desse a ensinar ao mundo aquilo para o qual não estava preparado, então foram elas próprias que ditaram o seu destino. Num mundo em que a fé é de todos e de nenhuns, em que um dia se é venerado, no seguinte proscrito e que a olhos vistos o que demorou séculos a contruir, descobrir e desenvolver é deitado por terra cresceu uma verdadeira figura pioneira que poucos conhecem, mas a quem tantos mais devem.
Parece ser sempre conveniente, ou digamos tendencial que se publicite uma história destas, que a personagem à roda de quem gira, mudou o curso da história e este não mais seria o mesmo. À sua pequena grande maneira é verdade. A história do cinema essa é que não mudará depois da estreia deste Ágora - não por não ser digno, mas porque não parece ser adequado a uma distribuição em massas. Para todos aqueles que viram o trailer, não podem ter deixado de achar que, esteticamente, se tratava d' A Paixão de Cristo 2 - aliás não os podemos culpar; Ágora não é um filme feito para ser resumido em 2 minutos, mas para ser contado em 2 horas.
É certo que toda a mística da civilização egípcia - romanizada ou não - desperta um interesse e é sempre uma mais valia numa história nela ambientada, mas isso aliado a uma história que vale por si só, a uma forte mão ao leme e uma vontade de aprender com o entretenimento, melhoram tão mais a matéria. Não há, nem pode haver, em pleno século 21 nenhuma história que se queira desta magnitude, que não veja factos Históricos manipulados, datas alteradas em favor de uma narrativa mais fluida; mas também sabemos que não podemos acreditar como sendo real todo e qualquer facto, toda e qual personagem. Ágora romanceia personagens e acrescenta factos, mas para tal temos os livros de história, convidados à visita para quem quiser, aprender um pouco mais.
Pela mão de Alejandro Amenábar, somos conduzidos para o meio de uma torre de Babel, para um mundo efervescente de conhecimento em que uma mulher procura e conjectura respostas no céu, que só séculos depois teriam aceitação global. Algo que Amenábar soube fazer, e bem, foi introduzir, espaçadamente, o outro lado da observação. Se nós ao olharmos para o céu da noite vemos o infinito sem o compreendermos, então a câmara também olha para baixo, do alto de milhares de kilómetros,para uma Terra fascinante com múltiplos e confusos sons que não entendemos. Isto é saber fazer bom cinema sem precisar de muito dinheiro. É saber usar um elenco de quase desconhecidos (à excepção de Rachel Weisz) e transformá-los nas personagens que foram convidados a encarnar.
Agora
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Porquê Hans Zimmer?
Já foram alguns os compositores aos quais dediquei um espaço especial ou uma menção digna. Hans Zimmer, compositor e artista por excelência que já anda nestas lides há 25 anos, começou a carreira em Londres vindo de Frankfurt. Os seus esforços e o seu talento conferiram-lhe uma reputação de fazer inveja e é hoje, possivelmente, o compositor mais influente da cena internacional. Podendo ser, esta influência, discutida ou afastada pela ainda preponderância de John Williams, o que é facto é que estão ambos os dois no topo da cadeia. São naturalmente poucos aqueles que se podem dar ao luxo de recusar um trabalho, muito menos aqueles que gozam do privilégio de ser a primeira escolha. Zimmer faz mais hoje em dia do que ser um exemplo para os que partilham dos seus gostos e preferem o seu estilo; tendo fundado a empresa Media Ventures, agora Remote Control. Desta escola saíram alguns dos mais emergentes compositores dos últimos anos. Os principais detractores do género, atacam Zimmer pela linearidade das suas composições; mais ainda de formar os seus discípulos como pequenos clones.Acho que essa opinião não pode nem deve ser atacada por mim, nem por qualquer outro, por mais que dela absolutamente discorde. Não é de bom tom atacar os trabalhos de John Williams e John Barry, por mais que caiam na repetição. Repetição não, desculpem, fidelidade ao estilo. E se a eles essa lhes é permitido tal protecção, então a Zimmer só pode também ser.
Aliás, mesmo que não nos queiramos guiar pelos gostos duvidosos do público, o que é facto é que a crítica, também ela parece ter reconhecido, ao longo destes anos os seus feitos, e as mais valias que as suas obras vieram contribuir para a música em geral.
Rain Man, Driving Miss Daisy, Gladiador, A Barreira Invisível, O Rei Artur, O Último Samurai, Hannibal, O Pacificador, Pearl Harbour, o Código DaVinci, Anjos e Demónios, Batman Begins, O Cavaleiro das Trevas destacam-se, juntamente com as suas Seis Nomeações ao Óscar (com uma vitória, por O Rei Leão). Tudo isto a propósito de nos últimos dias me ter achado viciado no seu "Woad to Ruin"
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Tomataaada!
Não, não é a tomatina de Buñol, nem uma briga de noite entre forcados e equipas de rugby, o amasso aconteceu mesmo na cara de Berlusconi. O actual Primeiro-Ministro italiano, figura mediática e singular ocupando ou não aquele cargo, volta a estar em polémica por ser alvo, literalmente, das atenções.
Ontem, à saída de um comício foi agredido com uma miniautura do Duomo, ou esmurrado, as opiniões divergem (?!). O agressor foi imediatamente identificado e detido. O motivo que o levou a atacar Il Cavaliere pode ter a ver com o seu desempenho enquanto chefe de estado, presidente do AC Milan ou principal accionista da Mediaset. Não deve faltar quem se ache lesado ou mal representado, mas nem o que já foi unânimemente classificado como acto de terrorismo foi suficiente para fazer recuar Berlusconi que, mesmo com a boca ensanguentada, nariz e dois dentes partidos, teve forças para se levantar e mostrar a todos que estava bem.
Com um ano e meio de cargo já acumulou mais peripécias mediáticas do que muitos chefes de estado no final de carreira. Assim que me lembre, de repente, só Bush conseguiu proeza parecida; mas enquanto aquele ficava na memória por gaffes seguidas e absurdas que roçavam a imbecilidade, este demarca-se pela lata e frontalidade com que fala de quem e do que lhe apetecer. Indiferente ninguém lhe fica, é impossível, nem Isabel II se deixou ficar quando, na fotografia de família da cimeira dos G20, Berlusconi gritou "Mr. Obama! Mr. Obama!" e HRH se voltou para trás e disse para quem quisesse ouvir, "why does he have to shout?"
Ontem, à saída de um comício foi agredido com uma miniautura do Duomo, ou esmurrado, as opiniões divergem (?!). O agressor foi imediatamente identificado e detido. O motivo que o levou a atacar Il Cavaliere pode ter a ver com o seu desempenho enquanto chefe de estado, presidente do AC Milan ou principal accionista da Mediaset. Não deve faltar quem se ache lesado ou mal representado, mas nem o que já foi unânimemente classificado como acto de terrorismo foi suficiente para fazer recuar Berlusconi que, mesmo com a boca ensanguentada, nariz e dois dentes partidos, teve forças para se levantar e mostrar a todos que estava bem.
Com um ano e meio de cargo já acumulou mais peripécias mediáticas do que muitos chefes de estado no final de carreira. Assim que me lembre, de repente, só Bush conseguiu proeza parecida; mas enquanto aquele ficava na memória por gaffes seguidas e absurdas que roçavam a imbecilidade, este demarca-se pela lata e frontalidade com que fala de quem e do que lhe apetecer. Indiferente ninguém lhe fica, é impossível, nem Isabel II se deixou ficar quando, na fotografia de família da cimeira dos G20, Berlusconi gritou "Mr. Obama! Mr. Obama!" e HRH se voltou para trás e disse para quem quisesse ouvir, "why does he have to shout?"
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Quem Tem Medo Do Lobo(Filme) Mau...?
...aparentemente parece que ninguém, porque o público tem estado a aderir em massa a esta nova saga, adaptada pela primeira vez ao cinema o ano passado, sendo este o segundo capítulo dos livros de Stephanie Meyer. Não tenho total legitimidade para apontar o dedo à qualidade do material de origem, porque o desconheço, ficando-me somente pelo que li em resumos. Verdade é que aos magotes tudo lê e vê o que há da saga Twilight, como se de um novo Harry Potter se tratasse, mas as comparações ou paralelismos devem ficar-se por aí. Eis um fenómeno de popularidade que me ultrapassa. por melhor que o material literário seja em comparação (só mesmo em comparação) o enredo não é propriamente inovador, rico nem cativante; é uma revisitação com floreados do tema de Romeu e Julieta, adaptado para quem tem preguiça de o ler e com vampiros (supostamente) cool. Há tambem lobisomens que por não terem frio fazem publicidade a ginásio e com quem têm uma guerra amena. Pegam-se, batem-se, esfolam-se e depois pedem um desculpa aí. No meio temos uma humana que para além de não se rir muito, é um joguete no meio da versão americana do elenco dos morangos. o que não falta para aí é filmes maus, mas este é daqueles que dói mesmo: duas horas que parecem dez, cenas de acção de adormecer, personagens e actores que se passeiam sem objectivo e diálogos que não há palavras para descrever a falta de cuidado e de jeito. Arrependo-me hoje, seriamente, de ter ajudado a contribuir para a receita auferida, mesmo não faendo os neus 5€ qualquer diferença, mas não gastarei outros porque dificilmente vejo dinheiro pior empregue.
The Meadow
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Knight in a retrospecting armour.
Se as memórias não são já suficientes e presentes, eis que sou surpreendido com uma boa notícia. Hoje, ao passar os olhos pelas actualizações que os meus amigos iam fazendo no Facebook, descubro que um amigo meu de Erasmus, que ainda vive em Salzburgo diz a todos que Cameron Diaz e Tom Cruise, lá foram vistos a filmar o seu mais recente filme, "Knight and Day" de James Mangold. Claro que, num instante, inundou-se o seu post de comentários e fizemos nossa a missão de tentar descobrir fotografias. Parece que lá estão a filmar há alguns dias, e ficarão, pelo menos, mais uma semana. Claro que a localização não vai fazer pelo filme, o que fez pela "Música No Coração", mas pela escassez de vez que filmagens lá tiveram lugar, vai ser bom ver (e para nós recordar) Salzburgo.


Hoppipolla


Hoppipolla
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domingo, 22 de novembro de 2009
Natal a meio gás (meio azul, entenda-se)
A Popota ameaçou, a Leopoldina imitou, O Marquês descambou. Se já para nós foi demais engolir a saia que a Samsung, o ano passado, resolveu pôr no Cristo-Rei, este ano, e chegada a altura de iluminar Lisboa, o assassinato não foi menos grave que o do ano passado. De quem foi a ideia de travestir a base do Marquês de Pombal, ou de escolher as sugestivas iluminações da Rua Castilho, não sei; o facto é que a par do poder de compra, também o bom gosto teimou em tirar férias mais um ano.
Resolvi agarrar no carro e correr Lisboa para ter uma ideia de como os comerciantes projectam o Natal deste ano. Se cada vez mais nos apercebemos que as iluminações mais pequenas são as melhores, também reparamos que as maiores, e que por todos mais vistas, são as mais desconexas e espalhafatosas. Fiéis ao facto de S. Nicoloau vestir de Azul e não de Encarnado, também as luzes adoptaram tendencialmente essa côr. Se me perguntam, esse Azul não liga ao Natal. E se o miradouro de S. Pedro de Alcântara esteve na berra nestes últimos meses, então no Natal, vai estar a bombar à séria; é uma autêntica rave com flashes dignos da pista de baixo do Lux. Se calhar não está tudo tão deconexo quanto isso. Se quase podermos andar de t-shirt na rua em fins de Novembro pouco nos lembra o Natal, então estas luzes até acabam por fazer algum sentido.
Sunrise
Resolvi agarrar no carro e correr Lisboa para ter uma ideia de como os comerciantes projectam o Natal deste ano. Se cada vez mais nos apercebemos que as iluminações mais pequenas são as melhores, também reparamos que as maiores, e que por todos mais vistas, são as mais desconexas e espalhafatosas. Fiéis ao facto de S. Nicoloau vestir de Azul e não de Encarnado, também as luzes adoptaram tendencialmente essa côr. Se me perguntam, esse Azul não liga ao Natal. E se o miradouro de S. Pedro de Alcântara esteve na berra nestes últimos meses, então no Natal, vai estar a bombar à séria; é uma autêntica rave com flashes dignos da pista de baixo do Lux. Se calhar não está tudo tão deconexo quanto isso. Se quase podermos andar de t-shirt na rua em fins de Novembro pouco nos lembra o Natal, então estas luzes até acabam por fazer algum sentido.
Sunrise
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
"...that's the thing i love about NY. Everyone is not from here"
Nova Iorque. Capital do mundo, aglomerado de povos, mescla de espaços, amálgama de religiões, inevitável e indiscutível centro de fascínios e paixões - nada espanta que tenha um esforço cinematográfico que vá demonstrar, ainda que tardiamente, o amor por esta cidade. Narrativamente inconvencional, o puzzle de curtas histórias e diferentes núcleos cruza-se quando assim tem de ser, ou quando a sorte assim o determina. De homenagens, declarações e postais está a cidade farta, pelo que serve este esforço não como palavra final e definitiva mas como mais uma. A ideia por detrás deste projecto não poderia ser mais inteligente ou racional: a cada realizador de cada uma das 11 curtas, foram dadas 3 linhas de orientação, filmar em 24 horas, montar numa semana e introduzir um sentimento de um determinado bairro. O que todos mais sabemos, repetimos e aqui ouvimos é que o que mais se gosta em Nova Iorque, é o facto de nunca se saber quem se encontra e onde se encontra; todos são estranhos e por esse afastamento compelem a aproximar-se. Esse fio condutor está presente numa hora e meia de filme que numa sucessão de estilos e histórias, filmados com uma fotografia penosamente desinteressante é suficiente em cada segmento, mas insuficiente num todo. Além de um factor importantíssimo e estranhamente ausente: a falta do lado cosmopolita, atraente e quente pelo qual a cidade é conhecida.New York, I Love You não vai poder admitir nunca reacções polarmente opostas, tão pouco extremistas. É um filme-puzzle, em que cada história é quase autónoma, o que é simultaneamente uma grande força e uma grande fraqueza.
Se tiver que destacar uma curta, não hesitaria em escolher a realizada pelo superior realizador indiano Shekar Kapur, que dirige Julie Christie, Shia LaBeouf e John Hurt num pequeno mundo que parece a milhas de distância de Nova Iorque, mas que pela sua força e singularidade, é um filme ainda mais distinto, dentro desse já tão diferente puzzle.
Let's Do It, Let's Fall In Love
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
2012
"Este é o meu último filme apocalíptico", diz Emmerich, obvia e reiteradamente devoto do tema; depois de "O Dia da Independência", "O Dia Depois de Amanhã" e agora "2012", vai parar de fazer filmes com datas certas para o mundo acabar. O ponto de partida agora é o chamado fenómeno 2012, que consiste no conjunto de crenças (que remontam ao calendário Maia) assim como teorias científicas, que devido à emissão de chamas solares numa dimensão sem precedentes, causarão o fim do mundo como o conhecemos no ano de 2012. No centro de tudo está, para não variar, uma família americana, esteriotipada de pais divorciados, criança revoltada, novo marido, casa de madeira, relvado verde e restruturação familiar em tempo de crise. Também não convém esquecer que o pai de família, personagem principal da história, é um escritor semi-falhado que tenta avisar todos do cataclismo iminente. Não gozo na descrição, porque a história central parte e gira em torno disto, pelo que podia estar a descrever qualquer dos anteriores filmes de Emmerich, realizador Austríaco, que parece ter abraçado de alma e coração a nação americana de uma forma estranha: o patriotismo é exagerado e a concretizção nauseabunda. Enaltece-os para os dizimar; não só ao povo como aos seus monumentos. Já não podemos contar quantas maneiras foram empregues para destruir O Us Bank Tower, o Washington Monument e a pobre da Casa Branca(ver vídeo acima). Tudo isto para apontar o pior, ou menos louvável de 2012. Quando entramos na sala, sabemos perfeitamente para o que vamos, e nesse sentido não nos podemos achar desiludidos: 2012 dá-nos o que fomos procurar, porque para quem vê o trailer não vai ao engano. Explosões, personagens de cartão, cenas de uma americanada desconfortável, efeitos especiais de ponta: tudo aquilo que 250 milhões de dólares podem pagar, e que Roland Emmerich consegue misturar e cozinhar em duas horas e meia de filme. Dizer que isto não é cinema não é justo, porque se for um tema ou um formato que não nos fascine, então não vamos. Se formos do género que embora preferindo um filme mais intelectualmente desafiante, gostemos de ver um episódio de domingo à tarde, então 2012 não pode nem surpreende pela negativa, pois é o exemplo do género médio que representa.
Master Of Shadows
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Vale Tudo Menos Arrancar Olhos Neste Natal
Estamos a ser bombardeados com as campanhas publicitárias de supermercados mais surreais de que me lembro. Se há cerca de um mês o anúncio do Pingo Doce ficou famoso pelas piores razões, o Continente e especialmente o Modelo, estão agora a atacar da mesma forma. Atacar, sendo aqui, note-se a palavra de ordem. A Popota, figura de destaque do Natal das crianças do Modelo, este ano perdeu as estribeiras e pôs-se a dançar um wegue wegue com coreografia semi porno quase a pedir varão. O restyling não é novo, já tinha dançado Shakira, já tinha provocado o suficiente, até agora ter virado Poputa. A Leopoldina não é de se ficar, e também quis mudar, ams de forma mais radical. Passou de Avestruz para corpo de Lara Croft, a cara essa, permanece igual, não vão os miúdos achar que ela já não é a mesma. A poputa ao menos manteve-se fiel ao que sempre foi, a Leopoldina é que passou de avestruz com ar simpático, a cuidado-com-esta.
Se há uns anos todos cantavam alegremente "Bem vindos ao mundo encantado dos brinquedos onde há Reis, Princesas, Dragões...", agora não será de admirar que vejamos uma miúda a abanar o rabo a gritar "wegue wegue no Modelo é sempre a bombar, vamos lá Yo, é a loucura!" Por mais que achemos este anúncio de levar às lágrimas, é inevitável concluirmos que para o target talvez não seja o mais apropriado. Então sim, agora é caso para dizer que vale tudo menos arrancar olhos; se a campanha do Pingo Doce era involuntariamente hilariante, o Modelo agora está a preparar uma contra-campanha, para evr quem faz a pior publicidade. O próximo ataque do Modelo é ver a Popota vestida de Carlinhos na Baixa.
Se há uns anos todos cantavam alegremente "Bem vindos ao mundo encantado dos brinquedos onde há Reis, Princesas, Dragões...", agora não será de admirar que vejamos uma miúda a abanar o rabo a gritar "wegue wegue no Modelo é sempre a bombar, vamos lá Yo, é a loucura!" Por mais que achemos este anúncio de levar às lágrimas, é inevitável concluirmos que para o target talvez não seja o mais apropriado. Então sim, agora é caso para dizer que vale tudo menos arrancar olhos; se a campanha do Pingo Doce era involuntariamente hilariante, o Modelo agora está a preparar uma contra-campanha, para evr quem faz a pior publicidade. O próximo ataque do Modelo é ver a Popota vestida de Carlinhos na Baixa.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Publicidade Enganosa?
É impressionante o quanto um bom marketing consegue vender um produto por pior que seja. Todos estamos habituados a ver anúncios na rua, na televisão, em revistas e jornais, que nos chamam a atenção quer seja pelo mediatismo, quer pela eficiência (e em alguns casos, até ambos). Sendo o marketing, essencial e literalmente, um estudo de mercado, o objectivo final é o de vender ao público um determinado produto de forma eficaz e não distanciada, obviamente, desse objecto. A eficácia final seria dar ao público alvo exactamente aquilo que quer para que o proveito fosse mútuo.
Tudo isto a propósito de Surrogates - Os Substitutos, o mais recente veículo de Bruce Willis. A falta de originalidade patente no projecto faz com que se tenha que investir tudo o que se pode no marketing. A ideia de que as máquinas nos vão substituir cada vez mais, começando no mais trivial até àquele limite razoável, não é uma ideia nova, tão pouco é a ideia de perfeição inerente. O filme entra por aí e há pouco mais a descrever, porque pouco mais se passa; foi aqui que o valioso marketing atacou sem travão. Não sei se por consciente decisão dos produtores, que sabendo que tinham um produto mais do que medíocre nas mãos, resolveram apostar numa manobra de venda da maior qualidade; ou se essa mesma manobra pela qualidade ofusca o produto que vende. Engana-nos esta publicidade porque nos leva a crer que vamos ver algo de bastante melhor do que uma revisitação vulgar de um tema batido.A mensagem, as questões, as dúvidas, a perfeição a dualidade Homem-máquina está mais presente em três posters do que em duas horas de filme.

Kayla
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Óscar Duo
Já se começa a preparar a próxima cerimónia dos Óscars e a busca para o próximo apresentador já começou. Desde que nesta última cerimónia se resolveu, e bem, dar uma cara lavada a uma cerimónia que já começava a acusar algum cansaço, há que manter esse mesmo registo. Como diz o ditado, em equipa que ganha não se mexe, os produtores já foram atrás de Hugh Jackman, apresentador da última cerimónia. Ao ter educadamente recusado o convite, e tendo Ben Stiller depois feito o mesmo, pergunta-se agora qual será o nome que se segue.
Não será um, mas ao que tudo indica, dois. Fala-se de Steve Martin e Alec Baldwin a apresentarem conjuntamente, fenómeno que não acontecia desde 1929. Já que estão numa de trazer nomes antigos de volta, que tal convidarem Whoopi Goldberg, cujas duas cerimónias atraíram as mais elevadas audiências?
Opening Theme
Não será um, mas ao que tudo indica, dois. Fala-se de Steve Martin e Alec Baldwin a apresentarem conjuntamente, fenómeno que não acontecia desde 1929. Já que estão numa de trazer nomes antigos de volta, que tal convidarem Whoopi Goldberg, cujas duas cerimónias atraíram as mais elevadas audiências?
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Fák Yu áll Démokrratz
O Governador da Califórnia, antigo Conan e Exterminador tem uma nova forma de se dirigir aos inimigos. É que agora, num despacho de resposta a um membro da assembleia geral, Schwarzenegger juntou, subtilmente as palavras "fuck you" na vertical, como primeiras letras de cada linha. Claro que face a isto, cada um reage à sua maneira: uns acham que seja propositado, outros, como logicamente o staff do Governador, uma estranha coincidência. Claro que foi uma coincidência; que tinha a probabilidade de 8 mil milhões para uma de acontecer (conclusão das contas do jornal The Independent)!
Charlie Wilson´s War
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Para Encher
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Armados com Facebook é Doce.
Não relacionadas com cinema, esta semana li algumas das notícias mais estranhas dos últimos tempos. Cada uma delas estranha e polémica à sua maneira, não deixam de fazer parte daqueles fenómenos que esporadicamente surgem e nos põem a falar.
No Domingo, foi detido em Covas do Barroso o padre Fernando Guerra por supeitas de posse ilegal e tráfico de armas. A detenção foi feita no final da missa, esperando a GNR que o pároco se desparamentasse, para proceder às buscas. Este incidente foi amplamente noticiado, mas devo dizer que o que mais gostei foi o do "i" de terça-feira que noticiava sob o genial título de "O Crime do Padre Armado". Não faltam citações dos locais, que oportunamente desconfiavam há muito tempo, e que sabem que, mais cedo ou mais tarde, o padre voltará.."A população vai aceitar o regresso, vai. É tão natural como a sede. Todos lhe têm medo"... pudera não, há quem não tenha medo agora de não dar no ofertório?
O facebook parece ser obsessão global, melhor companhia de quem trabalha, e óptimo passatempo daqueles que estão mais livres. Grupos surgem ao pontapé com os mais variados temas, grupos de causas e ódios formam-se e há quem obsessivamente cresça nos Mafia Wars e Farmvilles. Parece que agora temos também uma outra boa nova.. A eleição da Miss e Mister facebook 2009! A Miss está escolhida e é portuguesa! Tarefa que a 'obriga' a passar três horas por dia ao computador para dar conta das suas responsabilidades! Mais, há a probabilidade de o Mister ser também português através de sondagens recentes! Qualquer dia temos a Mónica Marques ao lado do Cristiano Ronaldo no Madame Tussaud.
Finalmente o que mais temos visto e especialmente ouvido(!) ultimamente é a nova campanha do Pingo Doce. O anúncio, invulgarmente comprido, e a música assustadoramente ridícula, da-nos que pensar. Foi de propósito, ou é involuntariamente cómico? A propósito deste anúncio, Bruno Nogueira falou na TSF e fez um comentário, no seu habitual modo sarcástico e incisivo que não deixa escapar nada. Cruzamento de histórias: já há no facebook um grupo de gente "que não grama o anúncio", assim como um quizz para saber que cliché do Pingo Doce és tu? Sabe bem gostar tão pouco...
Trial By Fire
No Domingo, foi detido em Covas do Barroso o padre Fernando Guerra por supeitas de posse ilegal e tráfico de armas. A detenção foi feita no final da missa, esperando a GNR que o pároco se desparamentasse, para proceder às buscas. Este incidente foi amplamente noticiado, mas devo dizer que o que mais gostei foi o do "i" de terça-feira que noticiava sob o genial título de "O Crime do Padre Armado". Não faltam citações dos locais, que oportunamente desconfiavam há muito tempo, e que sabem que, mais cedo ou mais tarde, o padre voltará.."A população vai aceitar o regresso, vai. É tão natural como a sede. Todos lhe têm medo"... pudera não, há quem não tenha medo agora de não dar no ofertório?
O facebook parece ser obsessão global, melhor companhia de quem trabalha, e óptimo passatempo daqueles que estão mais livres. Grupos surgem ao pontapé com os mais variados temas, grupos de causas e ódios formam-se e há quem obsessivamente cresça nos Mafia Wars e Farmvilles. Parece que agora temos também uma outra boa nova.. A eleição da Miss e Mister facebook 2009! A Miss está escolhida e é portuguesa! Tarefa que a 'obriga' a passar três horas por dia ao computador para dar conta das suas responsabilidades! Mais, há a probabilidade de o Mister ser também português através de sondagens recentes! Qualquer dia temos a Mónica Marques ao lado do Cristiano Ronaldo no Madame Tussaud.
Finalmente o que mais temos visto e especialmente ouvido(!) ultimamente é a nova campanha do Pingo Doce. O anúncio, invulgarmente comprido, e a música assustadoramente ridícula, da-nos que pensar. Foi de propósito, ou é involuntariamente cómico? A propósito deste anúncio, Bruno Nogueira falou na TSF e fez um comentário, no seu habitual modo sarcástico e incisivo que não deixa escapar nada. Cruzamento de histórias: já há no facebook um grupo de gente "que não grama o anúncio", assim como um quizz para saber que cliché do Pingo Doce és tu? Sabe bem gostar tão pouco...
Trial By Fire
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Jar Jar Cameron, o Avatar de James
James Cameron está de bico calado há 12 anos desde que fez Titanic, tudo porque tem estado em preparação para o seu próximo filme, este Avatar, que se prevê revolucionário em termos de efeitos visuais. Da história em si pouco se sabe, mas do que nos foi dado a ver, parece que Cameron foi possuído pelo mesmo espírito que fez descambar George Lucas na Ameaça Fantasma de Star Wars. Tudo aqui é digital, e para um hype tão grande, a previsão não é a melhor. Esperemos que nos engane.
sábado, 24 de outubro de 2009
Mr & Mrs Duplicity

É inevitável, ao sabermos da premissa deste filme, não fazermos paralelismos com o primeiro date de Brad Pitt e Angelina Jolie, há quatro anos atrás em Mr. & Mrs. Smith. Onde ali o produto estava mais virado para a pipoca, o barulho e a diversão, aqui está mais virado para a selectividade, o raciocínio e o gozo intelectual. Esclarecido fique que não se deve nunca considerar estes como produtos rivais, porque apesar das aparentes e numerosas semelhanças, igualmente variados são os pequenos detalhes que muito os afastam.
Numa narrativa a transbordar de flashbacks, somos apresentados a Claire Stenwick e Ray Koval, a trabalhar para companhias rivais, que parecem partilhar muito mais do que um passado como agentes secretos. Todos se têm em extrema boa conta, assim como não substimam ninguém; a falta de confiança alheia é algo que está sempre presente, porque como sensatos que são, sabem que podem ser vítimas de algo que eles próprios são capazes de fazer. A maneira como a história nos é contada está nas hábeis mãos de Tony Gilroy que só nos deixa saber aquilo que ele quer que saibamos. Intrigas e reviravoltas a mais podem jogar contra mas também a favor; acho que é tudo uma questão de coerência e de habilidade. Fôra a história desprovida destas reviravoltas em excesso, ser-nos-ia mais fácil descobrir o que não tínhamos (ainda) que saber.
Tony Gilroy tem sido um caso de sucesso, tendo como mais marcantes os seus argumentos para toda a saga de Jason Bourne, O Advogado do Diabo e mais recentemente o seu definitivo salto em Michael Clayton, pelo qual conseguiu uma nomeação ao Óscar de Melhor Realizador. Contidamente deu-nos provas de que os seus trabalhos eram dignos de registo e com óbvias provas de qualidade. Nesta sua segunda incursão pela realização, Gilroy não se afasta do género no qual se mostra à vontade, dando-nos personagens fortes e decidas, porém atípicas que quer num registo mais dramático ou comédico comunicam através de fortes e inteligentes diálogos que as caracterizam e destacam. O que Duplicity tem de bom, é que os ingredientes para que fosse esquecido ou rebaixado estavam lá, mas foram contornados. Regressámos aos antigos capper-movies dos anos 50-60 com espiões que querem enganar tudo e todos. Sabe bem ver que quando as coisas são bem pensadas e inteligentemente executadas, os revivalismos são mais que bem vindos.
Tully's Letter
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Os Informadores são Uns Infames.
Está nas salas o novo filme do representante por excelência da Geração X, Brett Easton Ellis, Os Informadores. Fiel ao seu estilo e à sua corrente, esta é mais uma história ambientada nos anos 80, em que a futilidade, as drogas, e a vanidade dominam. Muito ao estilo do superior American Psycho, esta incurssão entra pelos meandros de uma sociedade endinheirada e amoral, que se move à beira do abismo.Contrariamente ao que sucedeu com American Psycho, a adaptação aqui não correu tão bem. Corrijo, não correu bem de todo. American Psycho é um filme genial, equilibrado, bem conduzido e concretizado; este Os Informadores peca por ser um mais do mesmo, sem os mesmos recursos, o mesmo orçamento, o mesmo dinheiro. O facto de a história, ou histórias que lhe servem de base serem desprovidas de interesse, não parece ajudar à festa. Nunca nos sentimos verdadeiramente embrenhados, nem agarrados ao filme, porque se por um lado a história nos perde dentro da simplicidade, os seus personagens afastam-nos pela falta de interesse. Não há um mobil, um interesse ou uma característica marcante; há uma sucessão de acontecimentos triviais dentro da anormalidade, e um conjunto de detalhes que, pensaria qualquer um, estariam lá para uma razão mas não.
Mostraram-nos vários flmes com núcleos diversos, e histórias paralelas, que a convergência para um acontecimento final, é não só recomendável, como necessária, mas só quando fôr bem feita (ver Magnolia de Paul Thomas Anderson). Ao fim de 90 minutos (curta duração para um filme normal, mais ainda para um pretensiosamente complexo) parece-nos que passaram 3 horas. Uma coisa há que fazer justiça, se o objectivo do filme é criar no espectador um sentimento de alienação, despreocupação e raiva, como se quer fazer acreditar que sejam as características das personagens, então missão cumprida. Se, por outro lado, o objectivo era o de nos fazer passar uma mensagem (seja ela qual fôr) um moralismo, ou uma crítica social, então tanto pior.
Walking On Sunshine
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Enxurrado para Casa
O tempo parece não se decidir. Confrontados com isso, saímos todos de casa e chegamos ao destino com um ar deslavado e desgrenhado; a chuva lava a cidade, mas parece deslavar-nos. Apesar disso gosto de chuva. Não me vejo a viver num ambiente soturno que vive permanentemente num clima de chuva ininterrupta, mas estes dias que hoje começam fazem-me relembrar o quanto já tinha saudades e o quanto realmente gosto deles. Não acredito, mesmo, que seja o único a pensar assim. Por adorar uns bons dias de chuva, não significa, forçosamente, que os prefira. Nada melhor que dias de sol, com calor para neles fazer o que se queira; mas enquanto que esses dias, logicamente, nos obrigam a sair de casa, estes forçam-nos a ficar, o que não é nem pode ser mau. Muitos de nós podemos ter a sorte de em casa nos sentirmos bem, seja sozinho, seja acompanhado para gozar (ainda que inconscientemente) da casa onde vivemos e onde nos afeiçoamos. Quanto ao que me diz respeito, sim gosto deste tempo.
Kissing In The Rain
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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