O Dialecto está de cara lavada. Quer dizer, primeiro que tudo, não tem cara para lavar, tem uma imagem a renovar. Talvez não tenha passado tempo suficiente para justificar esta alteração, mas achei que, em todo o caso, o devia fazer. Fiel ao seu nome, e à minha missão, o dialecto continua a palrar as suas baboseiras, sujeitas e ansiosas de críticas, por crescer ser o mais importante. A linguagem é a mesma(não cedo ao acordo), os assuntos são os do costume, os leitores esperam-se ser os mesmos, e com sorte outros tantos que consiga entusiasmar.
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domingo, 30 de agosto de 2009

Allons-y!

É de facto curioso alguns de nós termos a inclinação, senão mesmo a tendência para puxar ao sentimento, seja por uma imagem, um som, uma vivência, uma provação ou uma transição. O que faz de nós aptos a crescer é a capacidade de olhar para trás, e realizar que tudo o que passou, nos fez crescer.
Quando devaneio, gosto pouco de falar na primeira pessoa; ainda que transcrevendo isoladamente, muito duvido que esteja sozinho no raciocínio. Se assim não fosse, não haveria empatia, muito menos química entre pessoas por mais diferentes que sejam e que se achem; aliás, é mesmo pela diferença de feitios, vivências, idades e educações que por vezes as melhores experiências surgem. Estamos a elas sujeitos durante todo o ano, mas não será o verão mais propício a que certos sentimentos se acentuem? Por menos comum que a "migração" seja, o paralelismo da mesma faz-nos reencontrar amigos e sítios de toda a vida: todos mudaram, em maior ou menor escala, contribuindo para um misto de saudosismo e construção involuntária de um novo futuro. Este misto vem, então acentuar esses mesmos sentimentos. Os dias que por mais compridos que sejam, são por vezes desperdiçados em sono fora d'horas, e as noites aproveitadas como gozo e vontade de diversão, seja ela qual for. É inevitável que se associem certas imagens ou certas músicas a um verão, por serem as formas que melhor nos fazem recordar o que aquele tempo significou. Fica como imagem o inigualável pôr do sol daquela minha praia, e som o "I Gotta Feeling". Não foram raras as vezes que tive o pressentimento que uma noite seria em grande; este ano muitas foram.

sábado, 1 de agosto de 2009

Coisas Minhas: São Martinho do Porto

Agosto começa hoje com um dia não tão radioso como se esperava, mas que em nada destoa do tempo estranho que tem estado ultimamente. O último verão que, se tudo correr bem, vou poder estar um mês inteiro na praia começa hoje, e estou disposto a aproveitar ao máximo para que arrependimentos não restem. São Martinho e o seu muito desdenhado clima e praia vão receber quem está disposto a aceitá-lo e lá tenha raizes ou afeições.



The Only Moment We Were Alone

terça-feira, 21 de julho de 2009

Harry Potter and The Half-Blood Prince por Nicholas Hooper

Já passaram 8 anos desde que fomos pela primeira vez apresentados ao célebre tema de Harry Potter composto por aquele que continua a ser, hoje em dia, o mais conhecido e conceituado compositor, John Williams. O seu tema principal, tanto necessário como obrigatório, continua a ser um dos traços caracteristicos da saga, mas se o tom dos últimos filmes e das partituras está longe dos primeiros, é mais uma prova de que até aqui se distancia da infantilidade originária.

Herdando as funções de Williams e Patrick Doyle, Nicholas Hooper, um perfeito desconhecido enfrentou o desafio de compor para estes dois últimos filmes. Se a partitura d' A Ordem da Fénix cumpriu as espectativas, a deste Half Blood Prince superou-as e colocou a fasquia num nível difícil de igualar. O que Hooper percebeu, e bem, foi que não obstabte a matéria base, cada vez mais teria que mostrar uma abordagem adulta e sombria (Snape and The Unbreakble Vow). . Além disso, toda esta obra pauta pela contenção, fugindo das comuns percussões e sintetizadores e, assim sendo, temos dentro do mesmo disco faixas tão díspares como as dominadas por coros (In Noctem) orquestra (Ron's Victory) e viola/violino (When Ginny Kissed Harry). Estar a enumerar cada música e descrevendo-a seria tirar crédito a uma obra que deve ser ouvida na sua totalidade. A título de exemplo, e como amostra representativa da qualidade, aqui fica um tema que se eleva acima da qualidade óbvia do resto.

sábado, 18 de julho de 2009

O Mistério Morreu Renascendo

Há cerca de dois meses atrás, enumerei os mais antecipados blockbusters da época. Já não é a primeira vez que o digo, mas a falta de interesse que o cinema, de ano para ano nos provoca, é cada vez mais patente. A originalidade escasseia, a inovação é meramente técnica, mas não obstante a recessão, as receitas são milionárias, e recordes são batidos a cada semana que passa(há que ter, porém, em conta que os recordes têm em conta as receitas não ajustadas à inflacção).
No seguimento disto, e porque um Harry Potter é mesmo o paradigma do filme das massas, estreou esta semana o sexto e antepenúltimo filme da saga. A cada ano que passa, a história quer-se mais negra, os eventos mais trágicos e não obstante o tema, o público é necessariamente mais adulto. Se já a partir do Cálice de Fogo em que o choque do crescimento das personagens e dos actores foi mais óbvio, é talvez com este “Príncipe Misterioso” que realmente damos o salto. O salto porém não é só a nível dos dramas das personagens, como do filme em si. O filme já tem em si um enredo suficientemente complexo para confundir os alheios à história, e estando esta a caminhar para o derradeiro clímax a cada filme que passa, só quase os verdadeiros inteirados é que estão totalmente dentro da trama.
Não sendo este sexto capítulo propriamente o mais rico e complexo da saga, a adaptação cinematográfica é sem dúvida a mais sólida e satisfatória.
Os dois primeiros filmes eram a infantilidade necessária que apaixonou e cativou o mundo, mas foram claramente um registo que não poderia manter-se. Assim que Chris Columbus saiu da saga, e entrou o mexicano Alfonso Cuarón, a saga deu um salto e produziu, o que para muitos é considerado como o melhor filme de todos. Esse entendimento, que até ontem também defendia deve-se ao facto de Cuarón ter introduzido uma abordagem suficiente e adequadamente negra ao material que poucos esperavam. O Prisioneiro de Azkaban foi o único capítulo que realizou, e a partir do momento em que a produção se apercebeu do estrondoso feedback, concluiu que quem herdasse o posto, não podia afastar-se daquele registo. Mike Newell e David Yates assim o fizeram.
Quando pela primeira vez foi revelado o nome de Yates como realizador não de um, mas dos quatro últimos filmes, a comunidade online não reagiu da melhor maneira: Potter é uma saga demasiado complexa para ser entregue a um desconhecido, e mais ainda uma tarefa tão importante e duradoura. Se com a Ordem da Fénix Yates provou que esses medos eram infundados, com este último filme, calou definitivamente os detractores. O facto de o filme ser tão forte deve-se quase exclusivamente a si. A coesão do produto final, a direcção de actores, a mediação técnica fundem-se de uma forma tão natural, ambiciosa e completa que para muitos pode ser este o estímulo necessário para reavivar o interesse na história. Achei-me a ter uma especial empatia por este filme decorridos 10 minutos. Tinha vontade e curiosidade de ver mais uma vez como tinham sido transportas para o ecrã as descrições que lemos, mas acima de tudo, dei por mim a reparar que não obstante ser fã devoto de Harry Potter, estava realmente a adorar o filme como se não fizesse ele parte da saga. A fotografia é soberba, o direcção de arte é irrepreensível, como sempre, e a banda sonora, merecerá um post só dela.
Tenho pena que este ano quase nada se possa aproveitar desta época de verão. O Príncipe Misterioso fica por agora como a grande produção de referência do ano que, ao que parece, dado que a academia aumentou o número de nomeados para melhor filme para 10, que este figurará na lista; se assim for, nada me surpreende.

In Noctem

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Perdido

Enquanto não estão (se é que chegarão a estar) dias de praia à séria, emprestaram-me hoje a Quarta Sério do Lost - Perdidos. Significa isto que vou hibernar a vê-la. Lost é um caso curioso. Comprei a primeira série, que odiei; a segunda vi porque me emprestaram, e não estava a ver nada de especial na altura: a terceira vi porque me viciei. A série é um daqueles casos em que o enredo se vai revelando tão estúpido, tão estúpido, que acaba por ser bom. Vou guardar o resto dos comentários até acabar de ver esta quarta temporada.





Parting Words

domingo, 12 de julho de 2009

Sequelas, sim ou não?


I don't know what you people do in Costaguatamexarico, but in this country, we don't eat birds! Virgen Mojada de sangre. Ella pagara por su patria. Su corona. Su vida!
http://www.youtube.com/watch?v=azvANfe_vEk
Parabéns, Tomás!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Como Vemos o Futuro Desde o Passado?


Projecções do futuro, sempre o Homem as fez. Com o avanço da tecnologia, mais se entende que as conjecturas são certezas, e que o prazo para a sua concretização é mais preciso. A forma mais comum de explicitar essas mesmas conjecturas é através da sua transposição para o écran, que a televisão e o cinema têm feito de forma mais ou menos precisa, com ou sem dramatizações. Por razões óbvias de trama, o que vemos hoje como facilitismos trazidos pelo desenvolvimento tecnológico vão jogar contra nós, controlando-nos e dominando-nos. Tudo isto envolto num futuro que se prevê escuro, chuvoso, violento e pessimista.
Ontem vi Babylon A.D., filme que me suscitou uma curiosidade enorme por ter descoberto, há uns tempos e por acaso, a sua banda-sonora, que desde logo me cativou. Como o próprio título indica, a sociedade mundial vive numa Babilónia que espera pela vinda de um novo dia que traga esperança para a humanidade. O filme, tal como previa, é o lixo que poderia não ter sido, um retalho de estilos e um desfile de ideias mal concebidas; mais um caso em que a superior banda sonora está desperdiçada (Agnus Dei).
A evolução da História, cíclica como se tem mostrado, só no faz crer que sempre que o Homem se recompõe de uma era negra, e desenvolve uma de prosperidade, deslumbrado pelas suas capacidades, cedo será de expectar que entre em retrocesso. É esta a ideia que está na base deste filme e, se bem virmos as coisas, a de qualquer filme de ficção científica. É complicado que qualquer filme que conte uma história passada 30 anos no futuro, tenha um ponto de vista diferente, ou mesmo completamente alheio a este princípio. O Homem, enquanto ser racional que é, sabe que no cômputo final, a recessão global virá, o que o cinema e a televisão nos têm feito é sugerir cenários e prazos possíveis para isso. A inteligência artificial vai-nos dominar, a depressão vai ganhar terreno, a selvajaria e a escuridão virão a reboque. É o que nos fazem crer.

Babylon Requiem

terça-feira, 7 de julho de 2009

Alguém Me Ouviu


Um caso de fusão que resulta extremamente bem.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Já Repararam Que... Cães Nos Carros

Já repararam que sempre que um cão vai dentro de um carro, vai a arfar sem parar? Vão sempre de boca aberta, língua caída, quer seja com o carro parado ou em andamento.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

The Shard

Está projectado para 2012 o arranha-céus "The Shard" em Londres. Acho que qualquer um concorda que à primeira vista a estética do edifício do arquitecto Renzo Piano choca e não se enquadra na histórica Londres; mas também o que todos sabemos é que Londres é cada vez mais uma amálgama de estilos e visões que parece enquadrar-se de uma forma perfeitamente natural.
Mas é de se concordar com a construção de um edifício deste tipo bem no centro daquela capital? Nas mais variadas cidades, temos edifícios que a História nos legou de forma mais ou menos intacta, como símbolo de épocas passadas que deixaram o seu marco mais ou menos evidente e mais ou menos funcional. Urbanísticamente, para nós, não concebemos como aceitável uma construção que pouco ou nada tenha que ver com o estilo pré-existente, mas até que ponto é razoável que essa regra seja absoluta? Não me parece que par este problema haja uma solução líquida, já que levante discussões e opiniões que a subjectividade não deixa conduzir a uma conclusão uniforme.
Por um lado, são perfeitamente aceitáveis os argumentos dos detractores do projecto, uma vez que tal construção não só não se enquadra na zona circundante, como na cidade em geral, uma vez que estando terminado, será o edifício mais alto da União Europeia; por outro lado, não havendo marcas perenes introduzidas nas nossas gerações, então os colossos que o Homem foi capaz de erigir em cada época, esgotaram-se no passado. Não parece que a questão que levante discussão e oposição seja, propriamente, a da dimensão (altura) do projecto, mas sim a estética. O The Shard (lasca), tem realmente uma imagem pouco convencional, mas já o tinha o altamente criticado, e depois aplaudido Gherkin, também em Londres.
Haverá certamente quem esteja tão melhor qualificado do que eu para dissertar sobre este aspecto - no que a Londres diz respeito - porque o conhecimento que tenho é "empírico", já que presencial não tive ainda. Quando esse ansiado dia chegar (quem sabe, com o Shard acabado) possa dar uma opinião definitiva. Sorte de quem a possa dar com conhecimento de causa!

The Shard

Ressaca das Luzes

Há duas noites atrás resolvemos ir, já atrasados, ver o The Hangover-A Ressaca, a uma sessão que nos obrigou a sentar na primeira fila por a sala já estar cheia. Há filmes que nos marcam pela qualidade da história, da mensagem e do conteúdo; outros que nos marcam pela simplicidade e despretenciosismo com que arrancam gargalhadas vindas de dentro, sem roçar o exagero e muito menos o vulgar. Salvo raras excepções, as comédias de qualidade encontram maneira de angariar o seu culto. Este a ressaca não só o fez a nível mundial pelo sucesso que está a ter,como também por sabermos que não é apenas mais um. O filme é de tal forma contangiante, que demos por nós a, mal de lá sairmos, não querermos acabar a noite por ali.

Toca de beber um bom copo antes para iniciar, e depois, cruzar a ponte para uma beach party para acabar. O facto de o termos feito em tom de gozo, despreocupação e total improvização fez que o balanço tivesse sido tão positivo.
Numa noite que se prolongou até às 5 e meia da manhã, reparámos que o ambiente de praia que tanto nos diz e tão bem se enquadra no nosso espírito trazia qualquer coisa mais. Uma claridade a princípio indescritível, que depois se tornou numa das imagens que mais me marcou. Tenho pena de não ter levado a máquina comigo, nem de o telefone ser suficiente para captar a tal imagem. O céu misturava o breu da noite com uma luz côr de laranja indescritível. Começou por ser de pequena dimensão, mas à medida que as horas passavam ficou cada vez maior. Visão mais incrível que esta em plena praia, só foi aquela que tivemos quando cruzámos a ponte de volta porque aí já tínhamos as luzes da cidade a juntarem-se a este espectáculo. Tenho a dúvida de saber se descrevo este evento como singular, porque muitos há, singulares para nós, comuns para outros.

Aurora Borealis

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Facebook...O Filme???

É verdade. Por incrível que pareça, parece que o Facebook vai ter uma adaptação ao cinema. Confesso que já há algum tempo andava a pensar fazer um post sobre o facebook e todas as redes sociais que lhe antecederam (e com toda a probilidade, as que lhe vão suceder), mas outras coisas surgiram, e por isso, fui adiando esta entrada.
É facto que somos cada vez mais dependentes da Internet, pelas óbvias e necessárias razões, que tudo nos facilita e em muito nos distrai. Há cerca de 3 anos foi a obsessão com hi5, agora com o facebook. Não sei até que ponto é que estarei certo, mas mais ano menos ano, a febre dos quizzes, do chat interno, do facebook em geral vai desvanecer. Mas enquanto a euforia está no máximo, há que disfrutar dela, e fazer render enquanto o nome é produto que vende. É isso exactamente que Hollywood se propõe fazer já este ano: a adaptação ao cinema da maior rede social a nível mundial criada por Mark Zuckerberg na faculdade em 2004, que conta já com 200 milhões de membros. Se a notícia é já estranha por si, mais ainda são os nomes envolvidos na sua feitura: Scott Rudin e Kevin Spacey produzem, e David Fincher (?, sim ??), realizador de Se7en - Sete Pecados Mortais, Fight Club e o Estranho Caso de Benjamin Button, já em negociações avançadas para dirigir. Não sei se o que me fascina neste projecto é a estupidez do mesmo, se a curiosidade para saber o que é que vão fazer dele.

Explosive

terça-feira, 23 de junho de 2009

Marca de Servidão?

Sendo a França o país da Europa (ocidental) com maior população muçulmana, não parece de todo descabido que, mais cedo ou mais tarde, o Presidente Sarkozy viesse afirmar publicamente que a marca de servidão que a burqa islâmica representa não será bem vista.
Se o teor e o conteúdo deste discurso feito em Versalhes foi o mais oportuno e sensato, num estado democrático que é um puzzle de etnias e religiões, deixo a quem mais capaz de julgar é, de o fazer.
Por outro lado, a discussão que vem subjacente a este assunto parece ser a de encarar a burqa como o tal símbolo de marca de servidão, ou não. O que é facto, é que a burqa, como todos sabemos, tapa por inteiro o corpo da mulher e, não sendo esta tradição islâmica tão rara, também não é de espantar que as mulheres vivendo num outro país, não mantenham as tradições nas quais foram educadas. O argumento de Sarkozy de que a indumentária é um símbolo de rebaixamento e de servidão, é claramente lógico e fundado (por não nos acharmos tão discordantes desta visão) isto porque julgamo-la à luz dos nossos costumes ocidentais. Claro que enquanto familiarizados com os costumes e organização sócio-cultural destes países sabemos que de facto, é o que tal símbolo representa, mas tal discurso vem relembrar a polémica de 2004, quando o governo francês aprovou uma lei que proibia o uso de símbolos religiosos nas escolas. Esta pseudo-política de laicidade acaba por proibir que certos costumes que têm séculos de existência se mantenham, em nome de uma igualdade física, que parece suplantar a liberdade religiosa que todos têm e que universalmente se defende.
É realmente a burqa uma marca de servidão? O tal símbolo de rebaixamento da mulher que deve a todo o custo ser abolida, ou, por outro lado, um símbolo de uma religião que assenta na tradição? As muçulmanas em países ocidentais não se querem forçosamente iguais, de aspecto, às restantes. Mas não será certamente uma lei que proíba o uso de burqas que as emancipará. Esta não é uma questão para qual haja uma solução ou um argumento que seja líquido e aceitavel a todos. A subjectividade inerente à escolha religiosa e a profissão da mesma, é entendida de maneira diferente por certos grupos, e como tal, uns achar-se-hão a concordar com a efectida proibição, outros com a aceitação.

Giza Port

quinta-feira, 18 de junho de 2009

5:08

Não é Salzburgo, não há copos de chocolate, nem tem 5 minutos e 8, mas tu sabes!
Parabéns Ravaroni!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Z o o

Quem mais aponta, quem mais goza, quem mais questiona, é quem mais faz. Qual administrativa com as fotografias de seus meninos no pano de fundo do seu ambiente de trabalho, a contar as habilidades do seu mais velho, também acabei por me converter àquele estado de espírito de total embevecimento pelos putos. Agora, que somos nós a olhar de cima para baixo, a uma emergente creche, o que mais podemos fazer que não tirar o melhor partido disso? Sim, tudo isto porque o meu sobrinho mai’velho faz 3 anos hoje.

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

I'll be back...uma e outra, outra, outra vez...

O Exterminador finalmente anda para o futuro. As máquinas que de lá vinham, desatavam a partir tudo o que lhes aparecia à frente no presente. Agora, Dia do Julgamento passado, os humanos tentam fazer o que podem para sobreviver, num mundo apocalíptico, deserto e hostil(ideia inovadora). Desta vez, os nomes são os mesmos, mas os actores, não; o franchise tem "cara lavada", num futuro de gente suja com dentes Hollywood.
Ataco desta forma a novo capítulo da saga, da mesma maneira que qualquer pessoa sã e crítica o faz: é uma saga que já acusa cansaço, e as pernas não andam com a firmeza de há uns anos atrás, porque o primeiro filme já conta 25 anos.
Mas enquanto ataco o mau, louvo o bom. Entrei na sala para ver um filme que não tinha particular vontade de ver pelas razões atrás apontadas, mas confesso que passada a primeira cena, cresceu em mim um entusiasmo que se revela só com alguns filmes, assumidamente desmiolados, mas que que cumprem aquilo a que se prometem: entreter e abstrair-nos do resto; missão essa plenamente cumprida.
McG é já o terceiro realizador da saga, que traz a sua particular visão a uma história que lhe é estranha, mas na minha modesta opinião, se com o filme me diverti, a ele o devo. A precisão, crueza, firmeza e destreza com que filma as cenas de acção são sem paralelo; a todas as outras falta o que nestas transborda. É de facto impressionante ver como um realizador é capaz de reacções tão opostas dentro de um mesmo filme. Essa é simultaneamente a sua maior força, e a maior fraqueza. Mas como este é um filme em que as cenas de acção são mais e melhores que as restantes, chegamos ao último terço do filme (infelizmente, o mais fraco) com a sensação que McG nos está a levar numa viagem de verão inesquecível, que nos achamos a gostar, sem quase repararmos o quão vazia de ideias e de substância está este "enredo" tão esquematizado.
Que a porta fica escancarada para futuros capítulos, não é novidade para ninguém. Vamos é ver se o público que cada vez menos aparece, o fará para uma hitória cuja faixa etária-alvo não era nascida no seu começo.

Opening

domingo, 14 de junho de 2009

( )

Hoje não fiz um

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Lisboa está vazia. Numa semana que para a esmagadora maioria se resumiu a dois dias de trabalho, os que ficam procuram a praia para tirar a barriga de misérias, enquanto que outros raspam-se para esse antro sobrelotado chamado Al(l)garve. Há outros que não fazem nem uma coisa nem outra; estudam porque têm a semana partida ao meio com um exame na Sexta.

Myotis

A Prescrição Sabe Sempre a Azedo?

A época das grandes sitcoms morreu. A comédia de situação é um formato que está em extinção, não pela falta de qualidade, mas pela necessidade de mudança. Quando antigamente falávamos de séries de televisão, pensávamos logo no Friends, Seinfeld, Fawlty Towers, All in The Family, Soap, Will & Grace, Family Ties, Frasier, etc. cujo marco estava não só na qualidade dos textos como na forma em que as víamos. Um episódio por semana era a dose ideal para manter o interesse, pelo facto de não assentarem numa continuidade específica; cada episódio valia por si próprio, e poderia ser, na maioria das vezes, visto fora de sequência. Antigamente, víamos nas séries de televisão escapatórias mais levezinhas e curtas para o que tínhamos no cinema. Hoje, já não é uma escapatória, mas uma clara alternativa. Já deve ter acontecido a todos olhar para os filmes que estão em cartaz e não apetecer ver nenhum.
Se é verdade que nos apercebemos que, cada vez mais, a televisão está na vanguarda da qualidade (mas se ela não for bem gerida, pode estragar a matéria-prima), também sabemos que muito importante é também saber que nem todas as séries podem durar mais do que umas tantas temporadas. Veja-se o caso de Prison Break: uma premissa extraordinária, uma primeira série soberba, mas que a partir da terceira tornou-se repetitiva, aborrecida e desnecessária. Também 24, da qual confesso que não sou fã, tem uma premissa muito boa, mas que acusa um cansaço, porque já não há história que aguente, ou verosimilhança que valha. Lá está uma vez mais: as séries cuja continuidade está mais justificada são aquelas que novelizam a história. Grey’s Anatomy é um claro exemplo, dramazecos e sub enredos podem continuar a surgir até o público se fartar, o que parece não estar para acontecer… e voltando agora ao princípio, a forma como vemos as séries, pelo menos deste lado do atlântico, é uma quebra com a tradição e com o intuito das mesmas: preferimos esperar uns meses e ver uma temporada toda de seguida, em vez de a acompanharmos semanalmente. Significa isto que vemos cada temporada como um filme numa saga, que tem entre 500 a 600 minutos em vez de 100-120.
Como tudo, isto é cíclico, acredito que daqui a uns anos, as sitcoms voltarão (em força) e que mesmo num formato de reciclagem de ideias e actores, nos irão agarrar como dantes. Se esse dia não chegar, sempre o podemos recordar nas séries que teremos em VHS, DVD, Blu-Ray ou que estiver para vir a seguir.

Up Is Down

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Supernova

Que o futuro é apocalíptico, e que o Homem sofrerá pelo próprio deslumbramento com as suas capacidades na evolução do conhecimento e da descoberta do desconhecido não é tema novo. Lá está, não será nunca assunto que revolucione, apenas o fará a maneira como se aborde.

Uma nave de emergência médica é chamada a responder a um pedido de socorro vindo de um planeta distante e abandonado. Ao chegar ao destino sofrendo de danos quase irreparáveis, a tripulação depara-se com o socorrido e uma estranha e indescritível matéria que parece atrair e modificar todos os que com ela entram em contacto. Depressa descobrem que essa matéria é mais do que um fascinante artefacto: é uma substância criada por alguém (que não chegamos a descobrir) e que tem como consequência repor ao estádio anterior, todos aqueles que são suficientemente inteligentes e desenvolvidos para a ter descoberto. É inevitável que, de forma mais ou menos ostensiva, todos os filmes cuja temática se centre na exploração espacial tenham uma grande componente filosófica; a necessidade de tal consequência é lógica: a partir do momento em que o Homem se vê num ambiente desconhecido, ou caminhando ao infinito, conjectura sempre sobre as suas origens, a sua evolução e o seu desaparecimento. As viagens são demoradas, o ambiente é claustrofóbico na sua enormidade, a racionalidade de cada um não coincide com as dos demais; uns tornam-se racionais, pragmáticos, outros selvagens ou paranóicos. Acaba por ser, no fim de contas, um estudo sobre o comportamento humano num futuro que pelas nossas atitudes se revela como um nosso passado.

Falei, a propósito do The International sobre a falta de coerência dos estúdios sobre ao tipo de filme que se quer. Quando difere da matriz sazonal ou do estereótipo do que vende, há que encomendar as necessárias alterações, mesmo que essas às vezes impliquem quase um novo filme. Supernova é um desses exemplos quintessenciais que criou um fenómeno de culto. A pré-produção demorou anos, as filmagens meses. Visto o produto final, o estúdio achou que não era o que o público queria ver. Reduziram o filme de 130 para 90 minutos. Encomendaram novas cenas de acção e inclusive chamaram Francis Ford Coppola para deixar o seu toque. O que resultou foi um filme que não obstante ter sido trucidado por alguma crítica e público, mantém um fascínio e uma coerência numa manta de retalhos. É uma obra que revisito invariavelmente e pela qual tenho um encantamento, para muitos inexplicável. Seja pela atmosfera, pela temática ou pelo arrojo (ausente, para muitos) How do we put out a fire that can burn up the stars? É com esta interrogação que Angela Bassett acaba o filme e deixa tudo em aberto, a confirmação de uma certeza fatidicamente longínqua, num cliffhanger que merecia uma acompanhada continuação. Ou talvez não.

In The Spirit Of Friendship

quinta-feira, 4 de junho de 2009

We Demand Exposure

Não, não é a Mystique, é só a nova abordagem do grupo europeu Libertas (afiliado do Movimento Partido da Terra).
Tendo as eleições europeias começado hoje no Reino Unido e na Holanda, parece que o ataque ao governo de Gordon Brown está a ser feito invocando uma política de transparência. Se terá as consequências esperadas ou não, vamos ver, mas há uma grande probabilidade, uma vez que o slogan de transparência é movido pelo escândalo que abala o Reino Unido, por suspeitas de o dinheiro dos contribuintes estar a ser gasto pelos ministros ao desbarato.
Quanto tempo é que temos que esperar por campanhas destas? Cheira-me que bastante. Mesmo com o caso Freeport, não se viu uma manif tão remotamente despida de preconceitos!

Solomon Vandy

quarta-feira, 3 de junho de 2009

100

Primeiro marco deste blog!
Não, ainda não faz um ano, mas ao fim de 8 meses cá chegámos aos 100 posts. Este marco podia ter chegado mais cedo, não fosse a minha preguiça ou falta de ideias. Mas a pouco e pouco fui escrevendo, recomendando músicas e vídeos.
Chegar aos 200, é uma promessa que não faço, é uma meta a que me proponho enquanto o tempo, a vontade, o entusiasmo e as ideias continuarem. Venham de lá, então, mais 100. Ajudem!



Where Does The Good Go?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Susan Boyle não ganhou o Britain's Got Talent, ficou em segundo lugar, na votação do público tendo sido preterida a favor do grupo Diversity que irá actuar em frente à Rainha no Royal Variety.
Se é justa ou não a vitória daquele grupo, é livre cada um de decidir; o facto é que conquistando mais uns do que outros, Susan Boyle tornou-se um verdadeiro ícone, e o seu vídeo foi dos mais vistos de sempre no Youtube. Confesso que sou daqueles que se rendeu a Boyle (se bem que a sua segunda actuação foi de menor qualidade e causou menor impacto que a primeira). Premia-la era talvez o caminho mais fácil e óbvio, mas o que cada vez está mais certo é que ela não precisou de uma vitória para ter mais notoriedade que os vencedores.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Aquele cheiro...

Já cheira a Verão. Pela segunda manhã consecutiva, ao sair de casa, senti o cheiro da manhã de Verão. Acompanhado pelos primeiros raios de sol e por um calor que ainda não o é, andei pela rua com uma camisola pelas costas que de lá sairía mal chegasse ao carro. Há uma frase que muitas vezes penso, mas são raras as situações que a posso usar: "Há no ar um enorme sentimento de possibilidade".
Não há quem não tenha boas memórias do verão, e poucos são aqueles que dele não gostam. As tardes, as noites, o pôr do sol, a alegria e o bom aspecto da mais comum pessoa está realçado.
As estações estão trocadas; fizemos praia em Fevereiro, mas mal a podemos disfrutar em fins de Maio, e não obstante saber que esta melhoria de temperatura não estará para ficar, foi a primeira vez neste ano, em que a manhã de verão me disse ter chegado.
É impressionante como passamos dias e semanas absolutamente triviais, com pouco de relevante para fazer. Chegou agora a altura em que as aulas acabaram, (para mim, foi precisamente hoje), que os trabalhos começaram a amontoar-se, e os exames encobrem a nossa vontade de gozar o dia. De pouco me posso queixar, porque o esforço que agora faço, ver-se-há recompensado dentro de um mês quando começar as últimas férias grandes. Vejo o sol não como o quero, mas como o desejava, sinto o calor acompanhando-o. Deste lado da janela cobiço quem está lá fora, mas o meu tempo chegará!
The Poseidon